VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2022

Inequívoca

No primeiro jogo da era pós-Jorge Jesus na Luz o Benfica venceu de forma inequívoca o Paços de Ferreira mas continuou a mostrar os habituais defeitos na finalização, que desta vez atingiram níveis quase exasperantes.

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O onze inicial foi mais uma confirmação do abandono dos três centrais, com o Benfica a alinhar num 4-4-2 em que a dupla avançada foi formada pelo Seferovic, a actuar mais metido entre os centrais, e o Gonçalo Ramos em funções com maior liberdade. O onze aliás não teve surpresas: face às ausências conhecidas, a baliza foi entregue ao Helton e a dupla de centrais foi formada pelo Otamendi e o Morato, tendo o resto da equipa sido constituída pelas escolhas mais previsíveis. Desde o início que ficou evidente que o Paços vinha para defender e retardar ao máximo o nulo. Raríssimas saídas para o ataque, muita gente atrás da bola e pouca vontade de acelerar o jogo, tendo alguns jogadores como um tal de Delgado passado mais tempo no chão do que em pé. Da parte do Benfica, achei que se notou uma atitude um pouco melhor. Os jogadores mostraram mais agressividade a pressionar e a meter o pé, o que permitiu mais recuperações de bola dentro do meio campo adversário.  A surpresa maior na primeira parte é capaz de ter sido o Everton, que esteve num nível bastante bom e foi mesmo dos melhores jogadores do Benfica nesse período, ultrapassando com frequência o seu marcador directo e até mesmo múltiplos adversários para ganhar a linha e oferecer oportunidades de finalização aos colegas - uma agradável mudança em relação à tendência quase invariável dele para vir sempre para dentro e tentar rematar cruzado. De qualquer maneira, ninguém conseguiu aproveitar essas ofertas. O Benfica pecou, e muito, na finalização, permitindo que o Paços fosse levando a sua avante e o nulo se arrastasse teimosamente até perto do intervalo. Algumas das ocasiões falhadas pelo Benfica, como aquela em que o Gonçalo Ramos, sozinho em frente ao guarda-redes, acertou na barra foram gritantes. O momento decisivo do jogo surgiu mesmo a finalizar a primeira parte: o Denilson entrou de pé alto e em riste a uma bola, atingindo o Grimaldo no ombro e foi expulso. Logo a seguir, no período de compensação, o Benfica marcou. O passe inicial foi do Weigl, o Seferovic recebeu na área em posição frontal e isolou o Ramos, que mais uma vez em frente ao guarda-redes não conseguiu finalizar com sucesso, mas depois de um ressalto num defesa a bola acabou por sobrar para a recarga do João Mário.

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Na segunda parte o Benfica entrou bem e com vontade de resolver cedo o assunto, mas continuou na senda do desperdício e depressa foi perdendo fulgor. Ao fim de dez minutos o Paços fez duas substituições e o Diaby, um dos jogadores que entraram, teve logo de seguida a melhor ocasião de golo do Paços em todo o jogo. Sobre a esquerda, de alguma forma conseguiu passar pelo meio de três jogadores do Benfica (ninguém meteu o pé, talvez por receio de cometer penálti) e valeu-nos a defesa do Helton para evitar o empate. O Benfica nesta fase parecia demasiado relaxado no jogo, tendo perdido a intensidade que mostrara na fase inicial e permitindo que o Paços, reduzido a dez, conseguisse ter a bola na sua posse durante vários períodos de tempo. O Benfica trocou o Gonçalo Ramos pelo Darwin ao fim de quinze minutos, mas pouco mudou na partida, e foi só quando a vinte minutos do final trocámos o Everton, que na segunda parte foi uma sombra do que tinha sido na primeira, pelo Paulo Bernardo (e também fizemos a troca directa do Gilberto pelo Lázaro) e passámos a jogar em 4-3-3 que recuperámos o controlo completo do jogo. A partir desse momento foi um desfilar de ocasiões de golo perdidas pelo Benfica, sobretudo depois do Grimaldo ter deixado o jogo resolvido a quinze minutos do fim, com um grande golo num remate de fora da área que fez a bola descrever um arco 'ao contrário' e entrar bem junto ao ângulo superior da baliza. O Paulo Bernardo esteve bastante envolvido nos lances de ataque, com bons passes para os colegas tentarem finalizar. A entrada do Diogo Gonçalves para o lugar do Seferovic nos minutos finais também contribuiu para aumentar o caudal ofensivo do Benfica, com várias bolas a serem cruzadas para a zona de finalização. O Darwin ainda marcou uma vez, mas o golo foi anulado por posição irregular do uruguaio, e pouco depois falhou de forma incrível, acertando na barra quando estava à boca da baliza sem qualquer oposição - o passe foi mais uma vez do Paulo Bernardo.

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O melhor do Benfica foi para mim o Grimaldo. O João Mário também esteve num bom nível, e o Everton esteve bastante bem durante a primeira parte, não se percebendo muito bem o apagão na segunda, quando ainda por cima o adversário estava reduzido a dez. Gostei da entrada do Paulo Bernardo no jogo e da consequência disso, que foi a equipa passar a jogar em 4-3-3.

 

Já estamos um bocadinho melhor do que na semana passada. Eram catorze pontos a recuperar para os dois da frente, agora passaram a ser onze. Mas creio que a prioridade do Benfica deve ser, como o nosso treinador afirmou, ganhar os seus jogos sem se preocupar com o que se passa com os outros. Somos claramente outsiders na luta do título e mais do que poder ganhá-lo, são os outros quem o podem perder.

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publicado por D'Arcy às 22:12
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3 comentários:
De Anónimo a 11 de Janeiro de 2022
Caro D'Arcy
Como sempre uma visão perfeita do jogo.
Os jogadores mostram-se mais disponíveis para o choque.
O sistema táctico mudou. Mas continuamos a expor-nos em demasia.
O lance do amarelo ao Otamendi já deu horas de televisão e páginas de jornais dos mesmos.
Esses especialistas da bola mostram-se muito críticos sobre o comunicado do Benfica em falar se dualidade de critérios, quando estão em causa jogos diferentes, árbitros diferentes e VAR's diferentes... e que a comparação devia ser no mesmo jogo, trazendo à colação o amarelo ao Otamendi e o vermelho ao jogador do Paços... mas é iato que temos.
Ora, todos esses caga tacos que por aí peroram, só por desonestidade intectual é que vêm com essa treta da incomparabilidade de critérios em jogos diferentes.
É que desde o correio do lixo até à CNN da trampa, passando pela sicalhado e pelo rtp todos falam a mesma cartilha.
O pisão do Otamendi é para cartão vermelho, dizem eles. Mas o pisão do Fábio Cardoso ao Darwin foi bem ajuizado pelo apitador, gritam todos. O pisão do Paulinho ao jogar do Santa Clara é só para amerelo, tal como o pontapé do mesmo a agredir o jogador do Portimonense... são critérios correctos, gritam os especialistas da especialidade, que por isso o jogador do Paços foi mal expulso, berram os incapazes...
Ou seja, para esta estirpe comentadeira o critério para os pisões provocados pelos jogadores do Benfica são para cartão vermelho, para os outros o máximo é o amarelo. Já os golos precedidos de empurrão a jogadores do Benfica são validos, já os golos precidos de empurrão para os outros, desde que não seja o Benfica, são bem invalidados.
Resumindo: para esta estirpe parasitária que pulula pela porcaria da comunicação social tudo que seja em prejuízo do Benfica é aplicação da lei por parte de todos os arbitros. Já para a dragartagem o critério já é casuístico por parte dos apitadores...
Ao Benfica só resta ganhar com golos marcados do meio campo e não pode reclamar e não deve comparar os mesmo lances em jogos diferentes e com árbitros diferentes...
Quanto ao treinador, que tenha toda a sorte do mundo e que jogue no 4x3x3, pois falta-nos um trinco possante, género Matic, Feijsa ou um Enzo ou Renato.
Sócio há 27 anos, hoje mais Benfiquista que ontem.
De BI-CAMPEÃO EUROPEU a 11 de Janeiro de 2022
Subscrevo integralmente. O que falta ao nosso querido slBENFICA para colocar esse MONTES DE MERDA DE PORCO dos jornalIXEIROS na ordem e a respeitar o Clube é um "MACACO", ou então o pau de marmeleiro e justiça à moda de Fafe!!!!!!

Esses filhos da puta - a quem eu odeio até ao mais profundo da minha alma, e a quem desejo TUDO DO PIOR -, são meros serviçais da causa anti-Benfica, por isso não respeitam quem tem valor e honestidade, respeitam sim os seus "patrões" e a quem têm medo!!!!

O Benfica é um Clube enorme, o Maior de Portugal, mas é um Clube de ÁGUIAS, não existem lá "macacos" para assustar e intimidar esses grandes filhos da puta dos jornaLIXEIROS e paineLEIROS!!
Por isso eles atacam, gozam, humilham, etc,etc,etc,..
Pergunto: Quando é que os BENFIQUISTAS deixam de ser apenas meros adeptos facilmente manipuláveis por esses dejectos da (DES)comunicação Social e passa a ser de facto e verdadeiramente ADEPTOS MILITANTES DO BENFICA?!

Com uma Massa Associativa tipo River Plate a apoiar e a defender o Benfica, o RESPEITINHO pelo Clube era uma coisa muito linda!!!!!!!

Infelizmente somos um clubezinho de passarinhos, com organização muito frágil a nível de claques e outros grupos de apoio ao Clube, e o nosso Benfica por isso mesmo é obrigado a viver num pântano de MENTIROSOS, CORRUPTOS, ALDRABÕES, VIGARISTAS, etc,etc,etc,.. sem ter nada nem ninguém que o defenda a sério, já que as nossas direcções e presidentes desde João Santos para cá têm sido fracas, medrosas e covardes, com o seu expoente mâximo a ser atingido nos largos anos do "vieirismo"!!!!

Amar o Benfica, é DEFENDÊ-LO.
Quem não tiver condições de amar o Benfica que o deixe de vez, pois andar apenas a fazer número e a alimentar pasquins e programas lixo de TV, apenas traz ainda mais prejuízos ao Clube.


Benfica Benfica Benfica................ Sempreeeeeeeeeeeeeeee
De Henrique Teixeira a 11 de Janeiro de 2022
O Benfica não pode desperdiçar tantos lances de golo cantados num só jogo. Houve perdidas em que o mais fácil era meter a bola na baliza. Assim não..
Passando a outro tema: Penso que todos gostaríamos de saber o que se passou no Benfica de Bruno Lage para a equipa de repente ter decrescido tanto de rendimento e de resultados. Convém lembrar que nos primeiros 38 jogos seguidos para o campeonato, divididos por duas épocas sob o comando desse treinador o Benfica conquistou 36 vitórias (penso não estar enganado mas se estiver é por pequena diferença) feito que só pode ser equiparado ao de Jimmy Hagan quando o Benfica conquistou o campeonato com 28 vitórias e 2 empates.
Algo de estranho e de inexplicável até ao momento aconteceu.
Bruno Lage está a fazer um excelente trabalho no Wolverhampton e os elogios que tem recebido na Inglaterra são por demais evidentes. Agora mesmo que o Benfica o quisesse de volta já não tinha dinheiro que chegasse para o ter de novo.
No nosso clube cometem-se muitos erros.
Saudações Benfiquistas

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