Uma exibição bastante pobre, na qual ficou bem evidente a diferença de andamento do Benfica para o Newcastle, resultou na terceira derrota no mesmo número de jogos na Champions, esta por números claros (que ainda poderia ter sido pior).
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A surpresa no onze foi a presença do Tomás Araújo na esquerda da defesa, justificado pelo Mourinho como uma tentativa de dar mais argumentos ao Benfica no jogo aéreo. Compreendo a argumentação, mas pode ser uma embirração minha, que sempre que eu vejo o Benfica fazer estas adaptações fico logo incomodado e com expectativas baixas para o jogo em questão. Estou sinceramente farto de, ao longo destes últimos anos, estar constantemente a ver-nos fazer adaptações. Foi com o JJ, o Schmidt, o Lage, e agora o Mourinho. Isto irrita-me, e irritou-me ainda mais ver o Benfica acabar o jogo com o Tomás Araújo a lateral esquerdo, o Aursnes a lateral direito, e o Ivanovic a extremo esquerdo. Quanto ao jogo, ainda mantivemos a ilusão de algum equilíbrio durante a primeira parte, em que tivemos algumas ocasiões de golo pelo Lukebakio (incluindo uma bola que ainda bateu na parte de fora do poste) mas quando numa saída de bola disparatada entregámos a posse ao adversário à saída do nosso meio campo, fomos apanhados em contra-pé e sofremos o primeiro golo. Foi pouco depois da meia hora e sinceramente, assim que o nulo foi desfeito fiquei com poucas ou nenhumas ilusões de que sairíamos de Inglaterra com outro resultado que não a derrota. Na segunda parte, depois da lesão do Dedic fizemos a única substituição no jogo, entrando o Ivanovic para a ponta esquerda e movendo o Aursnes para a lateral direita. A partir daí foi o descalabro completo, que começou com o segundo golo a surgir num lance quase de amadores, a partir de um lançamento com as mãos por parte do guarda-redes do Newcastle depois de um canto a nosso favor, com o António Silva a errar de forma flagrante ao falhar a intercepção da bola. Depois veio o terceiro, e mais não vieram por felicidade ou intervenção do Trubin, porque a partir de dada altura a nossa equipa pareceu-me completamente perdida em campo, com os jogadores desligados uns dos outros e a jogar cada um para si.
O Lukebakio acabou por ser quem se evidenciou mais por estar em todos os lances de algum perigo que conseguimos criar. Para além dele, só talvez o Trubin, que evitou um resultado mais pesado.
O resultado e a exibição nada vão contribuir para aumentar a confiança desta equipa. Continuamos a não ver grande evolução e acho aliás que o que se vê é involução, porque vi-nos jogar de forma bem mais sólida no início da época. Acho que é imperativo não apenas ganhar os próximos dois jogos em casa, mas também apresentar um futebol positivo e ganhá-los de forma clara.
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