VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quarta-feira, 3 de Outubro de 2018

Masoquismo

Um supremo exercício de masoquismo. É a melhor forma que encontro para descrever o jogo disputado na Grécia frente ao AEK que colocou um ponto final na série de maus resultados do Benfica na fase de grupos da Champions. Um jogo em que tivemos tudo para conquistar uma vitória tranquila, e de repente parecia que tudo fazíamos para deixar que essa vitória nos escapasse por entre os dedos.

 

 

O Benfica apresentou-se com o Conti no lugar do Jardel, Gedson no do Gabriel, e com o Rafa a manter a titularidade, tendo sido o Cervi a sair da equipa para permitir o regresso do Salvio. Este era um jogo que teria que ser ganho se queríamos manter intactas as nossas possibilidades de apuramento, e a entrada dificilmente poderia ter sido melhor. Dois golos no primeiro quarto de hora colocaram-nos numa situação muito confortável e deixaram o AEK completamente abananado. O primeiro surgiu aos seis minutos, numa recarga do Seferovic a um remate do Gedson, e o segundo aos catorze, num improvável cabeceamento do Grimaldo, que surgiu ao segundo poste para finalizar um bom cruzamento do Pizzi. Tudo a correr sobre rodas, Benfica completamente à vontade no jogo perante um adversário que parece ser manifestamente mais fraco. Só que depois disto, veio a face mais feia do Benfica, a que já nos vamos habituando. É como se fosse um combate de boxe, em que acertamos com um directo e um uppercut no adversário, ele fica ali meio zonzo quase a cair, e em vez de darmos o murro decisivo para o K.O. decidimos recuar para o nosso canto. Isto até poderia não ser dramático se - e reforço este 'se' - o Benfica já tivesse mostrado ser uma equipa capaz de gerir jogos e resultados. Não é. O Benfica tem dois modos: ou está em cima do adversário, ou então quando decide 'gerir' simplesmente recua as linhas para cima da área e entrega quase por completo a iniciativa de jogo ao adversário (e também uns 75% do domínio territorial). Ora um adversário que levou dois golos logo a abrir e que nessa altura devia era estar a pensar como evitar ser goleado em casa, de repente apanha-se com espaço para respirar, tempo para organizar ideias, e progressivamente vai-se aproximando da nossa baliza e até começando a acreditar que se calhar é possível conseguir um resultado positivo. Foi isto que vimos acontecer, com o AEK a tornar-se cada vez mais perigoso à medida que  tempo decorria (enquanto o Benfica se entretinha a passar a bola para os lados e para trás, deixando de ameaçar o que quer que fosse no ataque) até que a pressão fosse mesmo real e intensa nos minutos imediatamente antes do intervalo. O Odysseas mais uma vez foi dizendo 'presente', mas como o masoquismo ainda não era suficiente o Rúben Dias conseguiu ver um segundo cartão amarelo (justo e perfeitamente escusado) mesmo a fechar a primeira parte, para animar ainda mais um adversário que já tínhamos feito o favor de ressuscitar. Não estarei a exagerar se disser que nesta altura já me vinha à cabeça aquele jogo contra o Besiktas em que chegámos ao intervalo a vencer 3-0 para acabarmos por empatar 3-3. 

 

 

Para a segunda parte voltou o Lema no lugar do Salvio. Uma alteração a contribuir para encolher ainda mais o jogo e logo à partida, pelo menos intuitivamente, errada. Se estamos a jogar com menos um jogador parece-me que seria intuitivo ter em campo jogadores com garra, não alguém como o Pizzi que quando as coisas correm mal tem muito pouca reacção e que desiste de praticamente todos os lances divididos. A defender também não ajuda muito. O André Almeida estava a ter um jogo mau e precisava de toda a ajuda possível, coisa que o Pizzi era incapaz de fazer - e aquele lado depressa se tornou uma autêntica avenida, por onde o lateral esquerdo sueco do AEK andou a passear à vontade. Com o Benfica a jogar em modo de contenção máxima, nem foram precisos vinte minutos para os gregos marcarem dois golos e empatarem o jogo. O primeiro nasce de um cruzamento (claro) do lado direito da nossa defesa e depois, no centro da área, um jogador grego chega primeiro à bola, isto apesar de estar lá sozinho contra cinco defesas do Benfica. Acho que vale a pena assinalar que no início da jogada, antes do passe ser feito para o lateral esquerdo do AEK, o Pizzi teve a possibilidade de afastar a bola, mas em vez disso e fiel à intensidade que um jogo nestas condições exigia, preferiu ficar parado e levantar o braço a pedir uma falta inexistente. O segundo nasce de um cruzamento para a zona do segundo poste, seguindo-se depois o clássico toque de cabeça para o poste oposto onde apareceu um colega a finalizar à vontade. Este golo aconteceu imediatamente a seguir ao nosso treinador se ter rendido às evidências e ter trocado o Pizzi pelo Alfa Semedo, passando o Gedson a fechar o lado direito. Por esta altura o Benfica era uma equipa perdida em campo, incapaz de alinhavar uma jogada de ataque e a abrir brechas na defesa com uma enorme frequência. O AEK poderia perfeitamente ter-se colocado em vantagem, pois dispôs de uma ocasião com dois jogadores isolados em frente ao Odysseas. Resolveu a situação o nosso guarda-redes, com mais uma grande defesa, valendo-nos também que o jogador deles tenha decidido rematar em vez de passar a bola ao colega que estava completamente sozinho à frente da baliza. Não marcou o AEK, marcou o Benfica quase na resposta. Uma recuperação de bola do Alfa Semedo sobre a linha do meio campo, progressão até perto da área, e tendo em conta que pouco mais poderia fazer (só estava lá por perto o Seferovic) um remate ainda bem de fora da área, rasteiro e cruzado, que levou a bola a entrar bem juntinha à base do poste mais distante. Um grande golo. Foi aos setenta e cinco minutos de jogo, e foi o primeiro remate que o Benfica fez na segunda parte (e não sei se não acabou por ser mesmo o único). O AEK acusou, e de que maneira, o golo, o Benfica finalmente sossegou um pouco, e com o Gedson finalmente a conseguir estancar um pouco as investidas do Hult pela esquerda e ainda a entrada do Cervi para os minutos finais, lá conseguimos levar o jogo até final sem mais nenhum sobressalto.

 

 

A destacar alguém neste jogo começo pelo Odysseas. Mais intervenções de grande dificuldade que evitaram que o resultado tivesse sido pior, e a mostrar que o Benfica pode contar com ele. De resto, acho que o Grimaldo e o Fejsa não estiveram mal. Menção também para o Alfa, pelo golo e por ter ajudado a colocar alguma ordem numa equipa que até à sua entrada parecia estar tacticamente à deriva. Mal, mesmo muito mal, o André Almeida. O seu lado foi sempre uma dor de cabeça para nós. É certo que enquanto o Pizzi esteve encarregue de ajudar a fechar a direita praticamente não teve apoio, mas mesmo durante a primeira parte foram vários os erros e desatenções. O Rúben vê o primeiro amarelo numa falta que vai cometer ao lado direito (aliás, o segundo também). Por falar no Rúben, ele não pode cometer um erro daqueles e comprometer a equipa com a sua expulsão. É jovem e impetuoso, mas aquela falta era perfeitamente evitável e deveria ter abordado o lance de outra forma sabendo que já tinha amarelo. O Pizzi foi outro jogador com uma má actuação, salvando-se apenas o passe para o golo do Grimaldo. Num jogo em que estamos reduzidos a dez não podemos dar-nos ao luxo de ter em campo um jogador com uma atitude tão macia e quase desinteressada.

 

Estão garantidos os três pontos, agora é preciso dar seguimento a isto. O outro jogo do grupo teve um resultado pouco interessante para nós, já que seria melhor se o Bayern limpasse todos os seus jogos contra os outros adversários do grupo. Tudo se configura para que o Ajax seja o principal adversário na luta pelo apuramento, e por isso os próximos dois jogos deverão deixar muita coisa definida. Entretanto, é pensar no próximo jogo contra o Porto. Pelo menos já fiquei a saber que me deixam ir ao estádio vê-lo. Já não é mau.

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publicado por D`Arcy às 01:01
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31 comentários:
De E Pluribus Unum a 3 de Outubro de 2018 às 03:59
Afinal os MILAGRES existem!!!!
E neste jogo na Grécia aconteceram em DOSE DUPLA e a favor do nosso Benfica. BEM HAJA, Divino espírito Santo.
O primeiro MILAGRE foi quando o AEK depois de jogar como queria e lhe apetecia, logrou em poucos minutos da segunda parte chegar ao empate, e num lance em que mais uma vez os jogadores do Benfica se limitaram a "jogar" com os olhos, falham o 3-2 a seu favor - embora se diga que Odysseas teve muito mérito e sorte na defesa que fez a evitar esse terceiro golo dos gregos -, e praticamente logo de seguida, ALFA SEMEDO- um jogador sem tiques de vedeta e vaidade palerma - conseguiu numa arrancada individual ter a LUCIDEZ para rematar à baliza, e, pegando mal na bola, teve a sorte de esta entrar na baliza adversária mesmo mesmo a beijar o poste direito do guarda-redes grego, que numa estirada quase sobre-humana não conseguiu chegar à bola.
AINDA BEM para o Benfica. FOI A NOSSA SALVAÇÃO.
Tenho para mim que se o AEK faz o 3-2 a seu favor no lance que referi, quase de certeza absoluta que perderíamos o jogo, e não por um golo de diferença, mas por três ou quatro, pois a nossa EQUIPAZINHA - para mim, isto que rui DERROTA nos apresenta é uma NÃO-EQUIPA - , cairia absolutamente de rastos.

UMA VERGONHA esta NÃO-equipa desse MENTECAPTO rui DERROTA.
A equipa não tem força, não tem NADA DE NADA.
Deve ser a equipa Mundial que mais passes faz para o seu guarda-redes!!!!!
É a equipa a nível Mundial que mais espaços dá aos adversários e que mais lhes permite que se passeiam à vontade com a bola em todas as zonas do relvado!!!

Pergunto: mas é "isto" que essa figurinha MEDROSA E COVARDE que faz de conta que é Presidente do Maior e Melhor Clube de Portugal nos tem, a nós Benfiquistas, para nos apresentar?!?!

É com este "treinador" de Fátimas e Vila-Franquenses que essa tal figurinha que faz de Presidente pensa que este ano é o ANO DA RECONQUISTA?!?!

Foda-se que isto é demais. Nunca vi no meu BENFICA um Presidente tão teimoso, burro, palerma, medroso, etc,etc,etc, como esse inefável l.f. vieira!!!!!!!!

Felizmente não sofro do coração. Não fumo, faço uma alimentação equilibrada, corrida e exercício físico, pois se assim não fosse, já há muito tempo que esta NÃO-equipa deste rui DERROTA me tinha causado a morte.

RUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
RUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
RUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
COM ESSA DUPLA DE INCOMPETENTES QUE ESTÃO A BANALIZAR E AJAVARDAR O MAIOR E MELHOR CLUBE DE PORTUGAL E UM DOS DEZ MAIORES DE TODO O MUNDO, O NOSSO QUERIDO E AMADO SPORT LISBOA E BENFICA.

BENFICA BENFICA BENFICAAAAAAAA Semrpeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee acima de tudo e de todos.
De Luis Garcia Garcia a 3 de Outubro de 2018 às 08:27
Concordo plenamente não podemos ter um jogador que em vez de atacar o jogador e a bola,fica a ver o desenrolar da jogada refiro opizzi ,que não e a primeira vez o 2 golo do bayern foi a mesma coisa fica na cabeça da área a observar o golo do Renato em vez de o acompanhar, não. Quero crucificar o jogador mas o treinador tem de fazer algo ,ele tem de disputar cada lance como se fosse o último, e ai temos uma equipa e não alguns jogadores que correm e outros nem por isso.
De Anónimo a 3 de Outubro de 2018 às 08:39
Forçaaaaa Benficaaa forçaaaaa
De Redpower a 3 de Outubro de 2018 às 08:59
Completamente de acordo com todo o comentário D'Arcy. E certo que estamos todos contentes com os três pontos, estamos todos muito preocupados e desiludidos com as fraquezas que a equipa deixou a descoberto para toda a gente ver.
Não me lembro de me enervar tanto com um jogo nosso desde há muito tempo. Foi mau demais, salvou-se o resultado só porque o adversário era verdadeiramente fraquinho. Veremos quantos vão levar do Bayern... Mas para mim é claro que não chegaremos longe em nenhuma competição com este nível exibicional!

André Almeida e Pizzi (alguém tem que lhe explicar que não está a jogar no regionais) enervaram de tão mal que jogaram, aliás os dois têm andado com este nível exibicional desde há algum tempo. E se bem que o André Almeida não tem concorrência para já, o Pizzi já merecia uns minutinhos no banco há algum tempo. O Rúben Dias anda inexplicavelmente (ou não) nervosinho desde o início da época. A somar a esta mediocridade individual viu-se uma equipa triste, sem capacidade de pressão, cansada (?), perdida no campo. E um treinador no banco sem controle nenhum sobre o que se passava em campo. Foi constrangedor ver uma equipa que ganhava por dois golos aos 15 minutos e que podia partir para um jogo tranquilo com mais golos vista a fragilidade do adversário, perder-se inexplicavelmente no jogo. E aquele golo sacado a ferros pelo Alfa não pode esconder todos os alarmes que este jogo accionou...

Deu a impressão que a equipa queria parar o jogo depois de estar a ganhar por dois, esquecem-se é que o adversário não pára. Mais preocupante ainda é que não tenho bem certeza que quem nos treina vê isto e se vê, não sei se sabe qual é a solução.
De Antonio Campos a 3 de Outubro de 2018 às 10:57
Tudo dito, está cada vez mais difícil defender RV e esta equipa.
De Jorge a 3 de Outubro de 2018 às 11:08
Com este Rui Vitória o Benfica não vai a lado nenhum. RV não tem mais condições de continuar treinador do clube. LFV ou resolve de vez a saída do treinador ou vai acabar muito mal para os dois. Os dois elementos perturbadores do clube - LFV,RV- já não têm condições de continuar.
De Artur Hermenegildo a 3 de Outubro de 2018 às 12:16
Totalmente de acordo contigo. Algumas notas soltas.

- Sempre defendi o treinador, mas esta atitude sistemática da equipa de não dar o "cheque mate" quando pode e deve, das duas uma: ou parte dele, ou se não parte, é sinaldde que os jogadores não fazem o que ele indica.

- Já não há explicação possível para a sucessão de exibições horríveis do André Almeida. Espero que o Corchia seja mesmo alternativa, e brevemente.

- O Gedson a titular não tem discussão possível.

- O Pizzi tem inegável qualidade, mas, como dizes, é um jogador com um nível competitivo baixo. Não luta, perde a bola com facilidade. Se não for pressionado, joga bem, caso contrário, é um desastre.

- A juventude do Ruben não pode continuar a servir de desculpa para o seu constante descontrolo. É um profissional, tem de se assumir como profissional.

- A nossa defesa é um constante susto, com excepção óbvia do guarda redes. As rotinas defensivas do meio campo parecem não existir, o que ainda pior a situação

-O Alfa não tem ainda a capacidade para jogar como médio defensivo ínic, mas num esquema com dois médios defensivos, ou na poisção 8, é um jogador muito útil.

- Ontem viu-se que o Bayern não é um papão. Basta que ao adversário acredite e jogue o seu futebol ,algo que nós não fizemos.



De D`Arcy a 3 de Outubro de 2018 às 14:10
Eu acho que o RV continua convencido que a equipa sabe e consegue 'gerir os tempos do jogo'. Esse é o pior erro dele. Porque honestamente, estando a ganhar por dois num jogo fora para a Champions até nem me pareceria uma má estratégia não continuar a ir com tudo para cima do adversário e adoptar uma atitude um pouco mais paciente, tentando explorar os erros dos outros. É aliás aquilo que a maior parte das equipas faz, e consegue fazer bem.

O problema é que nós não conseguimos fazê-lo. O setting alternativo da nossa equipa parece ser simplesmente o 'off'. É que entregamos completamente a bola e o controlo do jogo ao adversário. Não somos capazes de manter a posse de bola ou simplesmente 'arrefecer' o jogo. Em Chaves (e em tantos outros jogos) foi exactamente a mesma coisa. E é natural que quando uma equipa, que inicia um jogo receosa por saber que o Benfica é mais forte, de repente começa a apanhar-se com tanta liberdade para jogar e para chegar junto da nossa baliza comece a pensar 'Espera lá, estes gajos afinal não são assim tão fortes', e tire daí os inevitáveis proveitos anímicos. É que nós somos peritos em fazer o adversário acreditar.

Nós perdemos o penta assim. Tivemos o Porto encostado às cordas durante toda a primeira parte. Depois voltámos para a segunda com a atitude de que o empate bastava para continuarmos em primeiro, tentámos mais uma vez gerir o jogo e o resultado, e o que aconteceu foi que quando démos por isso o Porto já tinha tomado conta do jogo e passou a maior parte da segunda parte dentro do nosso meio campo, sem que nós conseguíssemos sequer assustá-los no ataque. Isto é um erro repetido vezes e vezes sem conta. Já não pode ser apenas uma obra do acaso.
De Henrique Teixeira a 3 de Outubro de 2018 às 15:16
Parabéns, caro Benfiquista D´Arcy, pela verticalidade, isenção e coragem com que escreve. Assim fossem a grande maioria dos comentadores da BTV, que não serão menos benfiquistas, mas que, talvez com receio de críticas internas, vão desculpando as más prestações da equipa com argumentos nada convincentes. Afinal quem fica a perder, por não se querer assumir o óbvio, é o nosso querido Sport Lisboa e Benfica.
Há limites para o erro e para a tolerância.
Acorda Benfica, que se quiseres ainda vais a tempo.
De E Pluribus Unum a 3 de Outubro de 2018 às 17:34
Caro D'Arcy, acertaste na MOUCHE.
Pergunto agora: será que essa figurinha ridícula que faz de nosso Presidente consegue ver isso, ou pelo menos entender o que escreveste?!

Rua com os palermas e tótos que "dirigem" O nosso Glorioso e Inigualável SPORT LISBOA E BENFICA.

BENFICA SEMRPEEEEEEEEEEEEEEEEE
De Dias Pereira a 4 de Outubro de 2018 às 01:22
Boa noite, D'Arcy.
RV não estará convencido de nada, nem de coisa nenhuma. Porque RV nunca revelou, sequer, capacidade para se convencer do que quer que seja.
A verdade é que RV já entendeu que todos já perceberam que ele é incapaz de ser solução para este problema. Talvez quem tenha percebido isso em primeiro lugar sejam os jogadores. É que percebe-se, claramente, que muito - repito, muitos!... - já não revelam compromisso com a equipa, muito possivelmente porque não acreditam no treinador e nas suas capacidades, técnicas, tácticas, de trabalho e de liderança.
No ano passado perdemos tudo o que havia para perder, fomos enxovalhados em diversas ocasiões, dentro e fora de portas. Aliás, na linha do rumo que já trazíamos do passado imediato. E este ano, se não mudarem o que é imprescindível mudar, vamos manter o registo do ano passado.
Triste sina a nossa...
Creio que, infelizmente, no próximo domingo seremos iguais ao que temos sido...
Saudações benfiquistas!
De Jorge a 4 de Outubro de 2018 às 11:04
E, a conclusão é.... Rui Vitória para a rua. Ontem já era tarde.
Já agora, quando o adjunto do Arnaldo Teixeira ( Rui Vitória) abandonar o clube, leve o treinador A.T de arrasto.
De Olissipo a 3 de Outubro de 2018 às 12:18
Isso está tudo muito bonito mas esqueceste de dizer que os 2 golos dos gregos foram em off side e com o VAR não tinham sido marcados. Tudo o resto passa a balelas.
De D`Arcy a 3 de Outubro de 2018 às 12:25
Os dois golos gregos foram em offside? Deve ter sido uma transmissão diferente daquela que eu vi.
De Jorge a 3 de Outubro de 2018 às 13:32
Os 2 não, só o segundo.
De Olissipo a 3 de Outubro de 2018 às 16:02
Foram os 2 em offside. O 2º vê-se sem qualquer ajuda. A vontade de bater no RV é tanta que cega alguns benfiquistas levados inconscientemente para algo que tem explicação.
Emoções intensas levam a cegueira colectiva e a sugestionabilidade preconceituosa. Nothing new under the sun.
De D`Arcy a 3 de Outubro de 2018 às 16:06
Estou à vontade porque nunca ninguém me viu bater no RV sem critério. Tenho-o até defendido frequentemente. Independentemente disto, nenhum dos golos do AEK me pareceu irregular. Discutir se um golo é irregular porque a ponta do nariz do avançado está ou naõ cinco centímetros adiantada não é coisa em que eu goste de alinhar, porque lembra-me sempre a lagartagem.

E não foi por causa dos golos que o Benfica jogou mal nesse período. A equipa reentrou para a segunda parte completamente perdida em campo.
De Olissipo a 3 de Outubro de 2018 às 19:33
Repito, o 2º golo estava meio metro offside!! Não é a ponta do nariz. É meio metro! Teimoso!!
Jogar mal ou bem não é importante.
Quando foi criado pelos ingleses nunca se falou em jogar bem. Falou-se nos golos que definiam quem ganhava. E parece que também haviam umas leis que deviam ser cumpridas.
De D`Arcy a 3 de Outubro de 2018 às 23:53
E eu repito que por mais que reveja a jogada, não vejo esse meio metro, por isso do meu ponto de vista a teimosia não está do meu lado.
De Anónimo a 5 de Outubro de 2018 às 01:13
Visto e revisto não há qualquer fora de jogo nos 2 golos do AEK. Há sempre 1 jogador do Benfica a meter o marcador do golo em jogo. Nem sequer está em linha. Está completamente em jogo.

Saudações benfiquistas!
De Redpower a 3 de Outubro de 2018 às 13:47
A negação é algo muito triste! Não há qualquer irregularidade nos golos gregos. Aposto que também acha que o Rúben Dias foi mal expulso, não? Tentar justificar a nossa incompetência com os árbitros não nos leva a lado nenhum!
De Olissipo a 3 de Outubro de 2018 às 16:03
De acordo. A negação de realidade é algo muito triste.
De Anónimo a 3 de Outubro de 2018 às 12:20
infelizmente o RUI VITORIA continua a enervar os milhoes de benfiquistas! o principio da segunda parte ate entrada do alfa? o treinador
meteu muita agua..VIVA O GLORIOSO...
De Anónimo a 3 de Outubro de 2018 às 13:37
Não dá para defender Rui Vitória após o que se passou ontem em campo e se tem passado em tantos e tantos e tantos jogos. O Benfica entra bem, marca, e depois descarrila, entrega o jogo ao adversário, recua (como equipa pequena que defende o resultado), deixa de jogar ou joga sem rumo e critério, arrasta-se pelo nosso meio campo, sofre golos, e é um ai, Jesus! até final. Já se passou em tantos jogos, que não dá mais para crer em acasos.
Gostava de perguntar ao nosso treinador se ele não viu o que estava a acontecer no lado esquerdo da avançada adversária, antes do primeiro golo deles. É que até eu, treinador só de bancada, estava a ver o que ia acontecer. E pelos vistos, o nosso treinador também não viu que o AEK continuava a fazer o que queria de André Almeida e que a cena iria repetir-se no segundo golo do adversário. Até eu vi, Rui Vitória! É um grande sofrimento um benfiquista ver este Benfica a jogar, homem!
Já não consigo defendê-lo. Tenho de dar razão àqueles que dizem, há muito tempo, que o RV é um treinador forte na estratégia do pontapé para a frente e fé em Deus. A liderar assim, o próximo jogo não vai correr bem, RV, digo-lho eu, um simples treinador de bancada.
Uma palavra para o Pizzi. Perder a bola em locais proibidos e ficar parado à espera que os colegas resolvam as suas asneiradas, e a ver a bola entrar na nossa baliza (como aconteceu ontem no primeiro golo do AEK), é coisa que define o Pizzi. Será que o Pizzi conhece o significado das palavras, luta, raça, solidariedade?
De E Pluribus Unum a 3 de Outubro de 2018 às 13:40
A culpa não é do rui DERROTA, pois o coitado não sabe mais do qu aquilo que apresenta.

A CULPA, toda a CULPA é desse CALHAU MEDROSO E COVARDE, e que, diz ele próprio, "não percebe nada de futebol", que faz de conta que é o Presidente do meu Glorioso Benfica, e que teima manter no nosso querido Clube um pseudo-treinador que, quando muito poderá servir para clubes como Fátimas e Vilafranquenses, pois tenho para mim que neste momento já nem sequer o Paços de Ferreira o quereria mais.

Mais do que uma equipa MISERÁVEL, o que esse rui DERROTA nos apresenta neste momento é uma NÃO-equipa.

Estive a ver o jogo dos nossos jovens sub-19 que precedeu este em que ganhámos ao AEK por uns esclarecedores 3-1 e que poderia ter uma diferença de golos ainda mais alargada, e aqui sim, vi uma VERDADEIRA EQUIPA.
Não falo por termos ganho o jogo - até podíamos tê-lo perdido -, falo porque se vê todos os jogadores em movimento, a não darem espaço aos adversários, a correrem e a lutarem tanto ao mais do que eles, a fazerem verdadeira pressão com tudo em movimento e a marcarem os possíveis adversários para quem a bola pode ser passada, a logo cairem em cima deles e a não os deixarem pensar o jogo, etc,etc,etc,..

Isso sim, isso é TRABALHO de uma equipa, coisa que esta NÃO-equipa deste rui DERROTA não apresenta.

RENATO PAIVA- verdadeiro treinador e Benfiquista - mete o pseudo-treinador rui DERROTA no bolso pequenino das cuecas.

Se pensam que estou a inventar, vejam o jogo na BTV e depois façam a comparação com a NÃO-equipa do rui DERROTA E TIREM AS VOSSAS CONCLUSÕES.

rui DERROTA ruaaaaaaaaaaaa rua ruaaaaaaaaaaaaaaa ruaaaaaaaaaa já que ontem já era tarde.

BENFICA BENFICA BENFICAAAAAAAAAAAAA Sempreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee acima de TUDO e de TODOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS.
De António Madeira a 3 de Outubro de 2018 às 15:37
Olá, D`Arcy.
Foi realmente mau demais o que vimos ontem na Grécia.
E estou à vontade para dizer isto, porque sempre defendi o Rui Vitória e não venho para aqui chorar sempre que o Benfica perde ou empata.

Não, ontem ganhámos, mas nenhum benfiquista pode estar satisfeito com o que viu.
15 minutos depois do nosso segundo golo, já estava a ver o filme todo. Entrega da bola ao adversário, linhas recuadas, passes constantes entre os defesas e o guarda-redes e progressão zero. Sim, tivemos mais duas ou três boas oportunidades entre o primeiro golo e este período, mas depois a equipa desligou-se inexplicavelmente e vivemos todos um filme de terror que nos deixa a todos exasperados.
Encontro algumas explicações para isso. André Almeida, a expulsão do Rúben (muito por culpa dele, mas também do André), média de idades muito baixa, inexistência de um líder em campo e falta de jogadores que saibam segurar a bola.
Este último ponto é facilmente conferível se virmos os jogadores que temos da defesa para a frente: o Fejsa não sabe segurar bolas e distribuí-las, Pizzi segura a bola, mas não progride com ela e larga-a assim que é pressionado, o Gelson ontem tentou, mas corre mais sem bola do que com ela, Rafa é incapaz de segurar a bola e trocá-la, Salvio é e sempre será um jogador vertical, mas ainda assim a sua maturidade e experiência exigiam que estivesse mais tempo em campo (a não ser que tenha sido para poupá-lo fisicamente) e Seferovic corre a pressionar e joga apenas de costas para a baliza.
Isto é a equipa atual, sem Krovinovic (volta rapidamente!), sem Jonas, sem Félix, sem Gabriel, tudo jogadores que, à partida, dariam outra estabilidade à equipa.
Depois, convém que não nos esqueçamos que nos vimos a jogar com uma dupla de centrais que nunca jogou junta, um deles nunca sequer tinha jogado.
Valeu-nos o Odysseas, o Fejsa e o Alfa. Seferovic não fez um mau jogo, mas será que o Castillo não faz mais e melhor?

Tem sido um início de época muito atribulado, com imensas lesões, jogos de grau de dificuldade elevado, uma equipa muito jovem e as manobras do costume fora de campo, mas a equipa tem de levar um safanão, porque o que se viu ontem em largos períodos do jogo (mesmo com 10 e à semelhança de outros jogos em que o filme foi o mesmo) foi mau demais para ser verdade.
Continuarei a dar o meu benefício de dúvida à equipa técnica, que já provou que sabe corrigir as coisas e pôr a equipa a jogar. Veremos como as coisas correm quando tivermos a equipa na máxima força. Aí sim, poder-se-á avaliar o que se produz com a matéria-prima que se tem.
Com equipas remendadas, sem líderes em campo e cheia de miúdos, ganhar fora para a Liga dos Campeões não pode ser visto como um mau resultado, mas que todos nós queremos mais e temos de exigir mais, é inquestionável.

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