O Estrela da Amadora ainda conseguiu dar alguma réplica enquanto teve pernas para isso, mas as segundas linhas do Benfica acabaram por se impor com naturalidade e carimbar o apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal, com uma vitória por números elevados e que até poderia ter tido maior expressão.

Foram muitas as alterações na equipa em relação ao onze que entrou em campo contra o Tondela: apenas o Seferovic manteve a titularidade. Das dez alterações, destaque para a estreia do Todibo, que formou a dupla de centrais com o Jardel. Helton na baliza, laterais para o Diogo Gonçalves e o Nuno Tavares, Samaris e Taarabt no meio campo, alas entregues ao Pedrinho e Chiquinho, e o Gonçalo Ramos a completar a dupla de ataque. A fase inicial do jogo não foi muito fácil, com o Estrela a fechar-se relativamente bem atrás e depois a tentar sair rápido com bolas longas metidas nas costas dos laterais, mas os nossos centrais foram dando conta do recado na maior parte das vezes - o Helton ainda foi obrigado a fazer uma boa defesa ainda com o nulo no marcador. O Benfica ia ameaçando, quase sempre pelo Seferovic, mas o suíço estava num daqueles dias típicos em que precisa de meia dúzia de oportunidades para acertar com a baliza. O Pedrinho também falhou uma ocasião de forma escandalosa, atirando para a bancada depois de se isolar numa tabela com o Gonçalo Ramos. Só à beira do intervalo é que nos colocámos em vantagem, quando o Chiquinho recuperou a bola e fez a recarga a um falhanço incrível do Seferovic, que à boca da baliza conseguiu acertar no guarda-redes após uma boa investida e cruzamento do Diogo Gonçalves na direita. Não acertou nesta, mas logo nos minutos iniciais da segunda parte redimiu-se e fez finalmente o seu golo. Nova investida do Diogo Gonçalves pela direita, passe atrasado para o interior da área, e remate de primeira do suíço, que ainda tabelou num defesa antes de entrar. O Estrela ainda tentou a reacção e até chegou a marcar minutos depois deste golo, mas foi correctamente anulado por posição irregular (e antes disso tinha havido uma falta sobre o Gonçalo Ramos). O Benfica tinha agora muito mais espaço para jogar e foi com naturalidade que no espaço de quatro minutos (62 e 66) fez mais dois golos. O primeiro deles pelo Chiquinho, a passe do Pedrinho. Depois de um remate cruzado do Seferovic que foi defendido pelo guarda-redes, o brasileiro recuperou a bola sobre a linha de fundo na direita e passou-a para o Chiquinho, que no meio da área controlou no peito e rematou de primeira para fazer o seu segundo da noite. E depois foi nova assistência para o Pedrinho, que em posição frontal fez o passe de trivela para o entretanto entrado Waldschmidt entrar na área descaído sobre a direita e finalizar colocando a bola no ângulo oposto, sem dar qualquer possibilidade ao guarda-redes. O jogo estava agora numa fase em que o Estrela sabia que estava perdido mas queria chegar ao golo de honra, e o Benfica jogava descontraído e ia fazendo alterações na equipa. O Waldschmidt ainda falhou um golo de baliza aberta num lance em que depois foi assinalado fora-de-jogo (que não tenho a certeza se terá existido) e o Ferreyra também falhou de forma escandalosa quando, depois de ficar completamente isolado, tentou fazer a bola passar por cima do guarda-redes, mas rematou com tão pouca força que foi fácil ao guarda-redes esticar a mão e evitar o golo.

Destaques no Benfica naturalmente para o Chiquinho, pelos dois golos, mas também para o Diogo Gonçalves e o Pedrinho, pelas duas assistências cada. O Seferovic esteve muito em jogo, mas se tivesse um pouco mais de acerto na finalização era muito bem capaz de ter acabado o jogo com pelo menos um hat trick. Quanto ao estreante Todibo, mostrou uma característica que já lhe era conhecida, a de gostar de ter a bola nos pés e sair a jogar, mas contra adversários mais fortes não pode arriscar tanto nesse aspecto.
Tínhamos a obrigação de passar a eliminatória e ela foi cumprida com competência, sem sobressaltos, e sem ser necessário recorrer aos mais habitualmente titulares, que assim puderam ser poupados para o jogo no Porto. A equipa mais sobrevalorizada da Liga ficou pelo caminho na Madeira e os nossos próximos adversários só não tiveram o mesmo destino na mesma ilha porque como sempre surgiu a ajudinha necessária para lhes amparar a queda. Agora é esperarmos pelo habitual freguês Soares Dias para que no próximo jogo continue a dar sequência à tendência da moda 2020/21.
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