VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 8 de Novembro de 2022

Naturalidade

Mais um jogo, mais uma vitória folgada obtida com toda a naturalidade. É sobretudo isto que há a destacar: os níveis de confiança estão tão altos que tudo parece acontecer com a maior naturalidade, com a equipa a dar a sensação de fazer tudo de forma simples e de tornar fácil aquilo que se afigura difícil.

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Já sabíamos que o Aursnes e o Gonçalo Ramos era ausências certas para este jogo, e por isso as escolhas do Florentino e do Musa para o onze não surpreenderam ninguém. A grande surpresa foi mesmo a presença do Chiquinho em vez do David Neres, uma espécie de recompensa pelo grande jogo que ele fez em Israel depois de ter entrado à meia hora de jogo. O jogo iniciou-se com uma grande ocasião para o Benfica, na qual o Rafa rematou ao lado depois de isolado pelo Musa. Os primeiros minutos foram relativamente equilibrados, como Estoril a tentar manter uma equipa muito compacta, de linhas muito juntas, de forma a evitar o habitual jogo entre linhas que o Benfica pratica. O médio mais recuado juntava-se aos defesas para formar uma linha de cinco, e depois a linha média ficava praticamente encostada aos defesas. O Vlachodimos ainda foi obrigado a fazer uma grande defesa com o pé quando o Estoril conseguiu isolar um jogador à sua frente - não sei se, caso desse golo, o lance seria validado porque pareceu haver um toque com o braço, mas com o Hugo Macron no VAR o mais provável é que fosse mesmo validado. Mas com este Benfica já nos habituamos a esperar que um golo surja em qualquer instante, e por isso quando os comentadores pareciam ir esfregando as mãos de satisfação com a réplica que o Estoril conseguia dar até aos vinte e cinco minutos de jogo, o Grimaldo arrancou um centro largo da esquerda e o Musa, muito à semelhança do que fez em Israel, apareceu na área a antecipar-se a toda a gente e a marcar com um belo cabeceamento. Estavam abertas as comportas e cinco minutos depois, dando sequência a uma pressão constante do Benfica que não abrandou com o golo, o António Silva aumentava a vantagem: canto do Enzo na direita, desvio de calcanhar do Chiquinho na zona do primeiro poste, e finalização também de calcanhar do miúdo para o golo. Mais um lance a demonstrar não só a confiança da equipa, mas o enorme à vontade com que o nosso central ainda júnior joga. Não vou mentir: depois deste golo antecipei logo uma goleada e comecei a fazer contas aos golos que ainda poderíamos marcar. O Estoril ainda criou mais um momento de perigo, num canto, em que o Musa cortou uma bola em cima da linha de forma um pouco desastrada chutando para cima e fazendo-a bater com força na parte inferior da barra. O António Silva evitou a recarga, o Benfica recuperou a bola e conduziu o contra-ataque pelo Rafa e Grimaldo, terminando com um passe para o Enzo e o remate foi defendido quase em cima da linha pelo guarda-redes, com a bola depois a ser afastada por um defesa quando rolava para dentro da baliza. Evitou o Estoril o terceiro golo aqui, mas logo a seguir, a quatro minutos do intervalo, já não conseguiu fazer o mesmo. Novo pontapé de canto, desta vez na esquerda, marcado de forma curta para o Rafa, centro largo para o segundo poste onde o Florentino ganhou e tocou de cabeça para o meio, e o António Silva apareceu completamente sozinho quase em cima da linha para confirmar o golo de cabeça.

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O jogo estava ganho, mas quando uma equipa parece divertir-se e ter tanto prazer em jogar sabemos que a procura por mais golos não vai parar. Que diferença para tempos recentes em que nos víamos chegar ao primeiro golo e imediatamente tentar 'gerir' o resultado diminuindo o ritmo e recuando linhas. Por isso o assalto à baliza estorilista continuou, com toda a naturalidade. O Rafa ameaçou, depois foi dele o passe para o Musa atirar ao poste e não havia meio do Benfica sair das imediações da área do Estoril, mesmo que nunca parecesse estar a forçar em demasia - é assim que se faz gestão de esforço, com a bola e a manter o adversário sempre em sentido, não é dando a bola ao adversário e oferecendo-lhe a iniciativa. Após vinte minutos fizemos três trocas de uma vez: Musa, Rafa e Chiquinho pelo Henrique Araújo, Diogo Gonçalves e David Neres, e na primeira vez que tocou na bola o Neres aproveitou um mau passe do Estoril para isolar o João Mário pelo meio, que só com o guarda-redes pela frente finalizou facilmente para fazer o quarto golo. Uma pequena inovação táctica depois destas alterações: o Neres pareceu ser testado a fazer de Rafa e a jogar mais no apoio directo ao avançado, com o João Mário mais pela direita e o Diogo Gonçalves pela esquerda. Não que isto seja uma coisa muito definida, porque os jogadores da frente jogam todos com bastante liberdade e trocam frequentemente de posições. Aos setenta e sete minutos o Henrique Araújo fez aquilo que nos vamos habituando a esperar dele e marcou, isto um minuto depois de ter visto o guarda-redes do Estoril negar-lhe esse golo com uma defesa quase impossível a um remate à queima-roupa, já na pequena área. Um grande golo, por sinal, depois de um cruzamento do Enzo na esquerda em mais um canto marcado de maneira curta para um toque de cabeça do Otamendi do lado oposto colocar a bola na zona frontal, onde o Henrique deu um primeiro toque com o joelho e depois finalizou com um remate à meia volta. Mas o Hugo Macron no VAR tinha que dar sinal de si e resolveu que já iria para casa minimamente satisfeito se nos roubasse um golo. Por isso invalidou a jogada por fora de jogo do Florentino, que não jogou a bola mas estava na zona onde o cruzamento do Enzo fez a bola chegar. Porque é que eu digo que nos roubou o golo? É lembrarmo-nos do golo validado ao Moreirense na Luz a época passada, que toda a gente achou muito bem porque o Rafael Martins não tocou na bola (mas impediu o Otamendi de o fazer), ou mais recentemente do penálti a favor do Porto neste mesmo estádio aos 90+9, que lhes permitiu chegar ao empate, no qual o Fábio Cardoso em posição claramente irregular disputou a bola pelo ar com o defesa do Estoril que acabou por cabeceá-la - mas aí toda a gente achou muito bem que o fora-de-jogo inicialmente assinalado fosse revertido para assinalar penálti para o Porto, porque ele não jogou a bola. Enfim, uma pequena satisfação mesquinha para o Macron, que deve andar aborrecido por já não nos poder presentear com a sua classe dentro do campo. Indiferentes a isto, a cinco minutos do fim trocámos o Grimaldo pelo Ristic e este não quis ficar atrás do Neres e na primeira vez que tocou na bola fez ainda melhor do que uma assistência: para aí a mais de trinta metros da baliza arrancou um míssil de pé esquerdo que só parou no fundo da baliza. O guarda-redes ainda conseguiu tocar na bola, mas ela levava demasiada força para poder ser parada. Já nos descontos, o Estoril chegou ao golo de honra num remate cruzado da direita da nossa defesa, o que acabou com o nosso registo defensivo imaculado fora de casa.

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Obviamente que o António Silva é o destaque, não é todos os dias que um defesa marca dois golos. Mas para além disso fez o seu trabalho defensivo com a competência habitual. O entusiasmo à volta dele já é suficiente, era escusado agora começar a marcar golos para que o comecem a comparar com o Humberto Coelho (que viu o Humberto jogar perceberá as comparações). Mais destaques para o João Mário - escrevi aqui várias vezes que não era fã do futebol dele, mas com o Roger Schmidt está um jogador transfigurado e é uma peça chave da equipa - Grimaldo e Florentino. As 'novidades' Musa e Chiquinho também se apresentaram num nível bastante alto, e é muito interessante que jogadores que no início da época eram considerados cartas fora do baralho, como estes dois ou o Diogo Gonçalves, se estejam a transformar em opções válidas. Mais um aspecto a realçar no trabalho do Roger Schmidt. Com outros, o que víamos era que jogadores que não contavam eram encostados e ficavam a ocupar lugares no plantel sem nunca deles tirarmos qualquer partido. Agora, a partir do momento em que ficam no plantel,  contam e podem ser opção. O que só pode motivar os jogadores a darem tudo para mostrar ao treinador que também podem conquistar o seu espaço e ajudar.

 

Não há tempo a perder e amanhã defrontamos o mesmo adversário para a Taça de Portugal. O Estoril terá certamente tirado conclusões do que se passou neste jogo e tentará dificultar ainda mais a nossa tarefa. Faltam dois jogos para a pausa da fantochada no Qatar e não é tempo de abrandar agora. Entretanto, ficámos a lamentar o azar no sorteio da Champions, já que nos calhou o melhor Brugges dos últimos cinquenta anos. Mas desconfio que daqui até Fevereiro o Brugges irá perder imensa qualidade, e se por acaso tivermos a felicidade de os vencer, passarão a ser uma equipa banal.

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publicado por D'Arcy às 09:58
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4 comentários:
De Pedro Qwara a 8 de Novembro de 2022
Roger Schmidt está a fazer deste Benfica uma verdadeira equipa, uma máquina de jogar á bola, tanto faz entrar o Chiquinho, como o Zézinho ou o Luizinho, que o futebol do Benfica flui na mesma, com a intensidade e a classe que caracterizam as grandes equipas.
O Benfica resolveu o jogo na primeira parte, 4 oportunidades, 3 golos… Musa jogou á ponta de lança, mas o goleador foi António Silva, nem Franz Beckenbauer jogava tanto futebol com apenas 19 anos.
Odisseas, aquele que alguns experts diziam não ser guarda-redes para o Benfica, foi uma vez mais decisivo, ao impedir, ainda a frio, que o Estoril inaugurasse o marcador, tal como já havia feito no jogo com o Desportivo de Chaves. Enzo, não sabe jogar mal, mas nota-se que está a perder algum fulgor, o que é perfeitamente normal, atendendo ao numero de jogos que já leva nas pernas. Florentino é um pendulo de regularidade, até parece o Shéu Han dos bons velhos tempos. João Mário, já não joga só para trás e para os lados, joga para a frente, marca golos e é um jogador nuclear deste novo Benfica. Henrique Araújo, entrou e marcou, não valeu, mas não deixou de ser um grande golo, com uma execução a fazer lembrar Gerd Muller.
O jogo fechou com chave de ouro, com um golaço de Ristic, a mostrar-se como uma opção válida, caso Grimaldo resolva voar para outras paragens.
Mais um grande jogo do Benfica, que ficou uma vez mais a escassos centímetros da meia-dúzia…Quarta-feira há mais, mas atenção, que este Estoril não é tão fraco como possa parecer, o Benfica é que foi fortíssimo e terá que voltar a ser no jogo da taça, para evitar surpresas desagradáveis.
E Pluribus Unum.
De Ricardo a 8 de Novembro de 2022
Bela análise! Como sempre aliás...👏
De Luis Agostinho a 8 de Novembro de 2022
Excelente análise que vai muito ao encontro de como eu também vi o jogo.

Quando o golo foi anulado devido a um suposto fora de jogo do Florentino, que até estava relativamente longe do lugar onde a bola estava a ser jogada, também me lembrei de um golo que o Benfica sofreu (penso que foi no "ladrão" mas não tenho a certeza absoluta), onde um jogador dos outros estaciona à frende do Ody tapando-lhe a vista e o golo foi legalizado...enfim, é o FRUTAbol tuga. Mas, sendo o "macron" o VAR, nada me surpreenderia.

Espero que o Benfica ganhe os dois jogos que faltam até àquela aberração de torneiro da fifia no Qatar, para encher os cofres às custas dos jogadores, que são comprados e pagos pelos clubes, que são financiados, directa ou indirectamente, pelos adeptos. Estes torneiros da fifia a que chamam "mundial" são geralmente mais apreciados pelos que ligam pouco ou nada ao futebol, do que pelos adeptos do futebol. Quanto a mim, não vou deixar de espreitar alguns jogos, especialmente aqueles onde estiverem jogadores ou ex-jogadores do Benfica, mas mesmo assim, com pouco interesse, e não tenho qualquer simpatia pela equipa da federação do nandinho, o grupo de amigos do renaldo e pepe. E o ideal era não ir qualquer jogador do Benfica àquela coisa...

Vamos ver como o Benfica regressará da longa paragem...penso que ainda será mais longa do que o interregno de Verão. Isto é escandaloso.

Desejo que o Benfica não perca nenhum jogador no mercado que se aproxima, e que reforce a equipa, principalmente o lado esquerdo, pois a capacidade física do Draxler é uma incógnita e o Chiquinho e o Diogo Gonçalves podem ser muito esforçados, mas...

Houve muitas críticas quando o Benfica foi buscar o Musa ao Boavista, eu sempre achei que era uma boa contratação pois é alto e forte, jovem, com margem de progressão e tem escola de ponta de lança, joga bem de costas para a baliza e também é rápido para o seu tamanho e por vezes até dribla em velocidade. Aquele golo foi mesmo à ponta de lança. Penso que se continuar a progredir como tem estado, vai ser muito útil ao Benfica.

Calhou-nos o Brugge mais fraco dos últimos 50 anos, ao passo que aos lagartos calhou o Midtjylland mais forte de todos os tempos, e o Inter estará porventura mais forte do que alguma vez esteve... Já acabou o choradinho com o árbitro dos viscondes na "champions"?

O Enzo foi considerado o jogador mais valioso fora das "big 5". Grandíssima contratação, embora me tenha irritado algumas bolas entregues aos adversários no jogo contra o Estoril. É melhor o Benfica começar a procurar um 8 para o substituir, pois no fim da temporada... e está provado a importância que um bom 8 no centro do terreno tem para as equipas.

Saudações Benfiquistas

De BI-CAMPEÃO EUROPEU a 8 de Novembro de 2022
Caríssimo grande Benfiquista, Luís Agostinho, você disse tudo, e tudo correcto. Assino por baixo, pois o meu pensamento sobre tudo o que escreveu é igual ao seu.

Já o disse várias vezes, e volto a dizer novamente:
Quero que a selecçãozeca do fernandeco santos onde vegetam PORCOS como o otário do fc.penalty perca os jogos TODOS, e por quantos mais golos melhor.
Detesto aquele entulho, e dói-me ver jogadores e ex-jogadores do meu querido SLBenfica partilhar balneários com a ESCUMALHA que referi.

Ademais, desde que o nosso grande REI Eusébio deixou a Selecção, que era a minha segunda equipa, a minha ÚNICA e VERDADEIRA Selecção é o meu querido SLBENFICA.

Benfica Benfica Benficaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....... nada mais interessa.

O BENFICA para mim significa a VERDADE e a BELEZA.
E a Verdade é a Beleza, e a Beleza é a Verdade. E isso é tudo o que há para se saber e amar. E nada mais.

Viva o Glorioso eternamente....... Viva o BENFICAAAAAAAAAAAAAAAA.

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