2) A nível desportivo
Comecemos pelo início: depois de termos conseguido algo pela primeira vez em 31 anos, o bicampeonato, fizemos uma das piores pré-épocas de sempre. Algo que nunca saberemos é como teria sido o nosso arranque de temporada se não tivéssemos passado o mês de Julho e Agosto a viajar pelas Américas. Eu percebo que houvesse compromissos para serem respeitados, mas com uma (tão grande) mudança desportiva, com um treinador novo que tinha o (enorme) fantasma do outro com que lidar, estava na cara que aquele género de preparação fosse correr tudo menos bem. E o grande problema é que iríamos encontrar o antigo treinador logo na primeira competição oficial da temporada. Que naturalmente perdemos.
Aliás, aqueles primeiros meses de futebol continuaram a deixar-me muito de pé atrás. Tivemos vitórias sofridas (Estoril e Moreirense) e derrotas incríveis (Arouca), com exibições globalmente medíocres, onde só a espaços conseguíamos apresentar bons momentos (os últimos 15’ do Estoril, por exemplo), intercaladas com derrotas em jogos em que estivemos bem (Mordor) e triunfos históricos (Madrid). Tivemos durante muito tempo uma montanha-russa exibicional, mas o que é certo é que íamos ganhando jogos, mesmo em campos bastante complicados onde no passado isso não acontecia. Como, por exemplo, em Braga (com alguma dose de sorte, 0-2 aos 11’ e três bolas sofridas nos ferros) ou em Guimarães (génio do Renato Sanches a resolver a 15’ do fim). Pelo meio, tivemos a derrota traumática na Luz frente à lagartada (mas em que a reacção do público no célebre minuto 70 foi um dos despertadores da época), a eliminação da Taça e a partida em que eu pensei que tínhamos entregue a época. Percebo muito disto…! Felizmente!
Devo dizer que o primeiro jogo do Benfica que me encheu as medidas em termos exibicionais foi o da Choupana frente ao Nacional. Já tínhamos tido algumas goleadas, mas em termos de futebol foi o primeiro a ser brilhante. A partir especialmente daí, entrámos na nossa melhor fase, com resultados convincentes, aliados a grandes exibições (Moreira de Cónegos e Belém, por exemplo). A equipa subia nitidamente de rendimento e, mais importante do que isso, de confiança, caso contrário aquela derrota injusta com o CRAC na Luz ter-nos-ia deitado abaixo. Outra questão que ajudou ao aumento dessa confiança foi a Champions, especialmente o facto de termos de termos eliminado o Hulk, Witsel, Garay, Javi García & Cia. com duas vitórias, tendo a da Rússia sido conseguida com Lindelof e Samaris como centrais(!), e os dois magníficos jogos frente ao Bayern (empatámos na Luz sem Gaitán, Jonas e Mitroglou!). No meio da eliminatória contra os russos, tivemos a vitória mais importante de todas, aquela que bem vistas as coisas foi essencial para o tri. Como se disse, podemos não ganhar os derbies todos, desde que ganhemos o certo! (Aliás, a bem da sã convivência, assim fica tudo contente: daqui a 20 anos, eles vão recordar e celebrar as três vitórias que tiveram sobre nós, tal como ainda fazem hoje em dia com os 7-1 em ano de dobradinha para os nossos lados, e nós faremos o mesmo por causa do tricampeonato. Cada clube celebra aquilo que é mais importante para ele.)
Depois do Bayern, a equipa pareceu mais cansada, mas aí valeu-lhe o coração: triunfos muito sofridos no Bessa (especialmente), Coimbra e Vila do Conde, e em casa frente aos dois Vitórias. Valeu-lhe o coração e valemos-lhe nós, o verdadeiro “colinho” como jogadores e técnicos se fartaram de reconhecer durante e no final da época.
Houve obviamente vitórias dentro do campo muito importantes, por diferentes razões (Braga, Estoril, WC e Bessa, por exemplo), mas um dos momentos-chave da época para mim foram as inacreditáveis declarações do Jesus acerca do Rui Vitória (a história do “não o qualifico como treinador”, “não sabe conduzir um Ferrari”, etc.). A partir daí, acabou-se o meu luto pelo anterior treinador. Há limites que não podem ser ultrapassados e o Jesus, ao ultrapassá-los, perdeu o respeito que ainda subsistia em alguns benfiquistas por ele. As declarações são inclassificáveis sob todos os pontos de vistas: um ataque nojento e desmedido a um colega de profissão, ao treinador do Benfica e, no limite, a nós, benfiquistas. Não deixa de ser significativo que, na sequência disso, o toque a reunir da equipa e dos adeptos, que já era forte (volte a lembrar-se o minuto 70), se tenha tornado inquebrável. Estávamos juntos.
Olhando exclusivamente para o futebol jogado pelas equipas do Benfica nos últimos anos, o do Jesus até pode ter sido mais espectacular (a célebre nota artística), mas é difícil preferi-lo a ele quando temos o recorde de pontos, recorde de golos e recorde de vitórias esta temporada (para além do melhor marcador e da segunda melhor defesa). E depois, há outra coisa que é secundária para mim (porque o que fica para a história são os títulos), mas que para quem vive as situações no presente sabe muito bem: temos um treinador civilizado, que tem nível, que diz sempre “nós”, e que sabe que o Benfica já era grande sem ele e vai continuar a ser grande quando ele sair. Como se diz, e estou completamente de acordo, agora ganhamos à Benfica: no campo e na atitude. Para além disso, o Rui Vitória é muito melhor treinador do que eu estava à espera. Fomos campeões alinhando nos últimos três meses da época com o ex-guarda-redes do Rio Ave, um suplente do ano passado, um ex-central da equipa B, um ex-jogador do Olhanense e o… Eliseu! Basta só comparar com a defesa titular do primeiro ano do tricampeonato (Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Garay e Siqueira) para se ver a diferença… Se isto não demonstra qualidade do treinador, não sei o que a demonstrará…! E já para não falar na coragem de apostar no Nélson Semedo, Gonçalo Guedes, Lindelof e Renato Sanches. Mesmo que alguns deles não tenham sido titulares durante a época toda, sempre foram mais importantes e úteis do que um Patrick, um Djaló, um Sidnei ou um Felipe Menezes, não…?
Foi um ano inesquecível e um dos títulos mais saborosos que tivemos. Não só por ter sido um tricampeonato histórico, como principalmente por causa de todas as condicionantes que tivemos. Muito obrigado a todos os que tornaram isto possível, com especial ênfase ao Luís Filipe Vieira e ao Rui Vitória!
VIVA O BENFICA!
De Luís Moutinho a 27 de Maio de 2016
Aliás, a bem da sã convivência, assim fica tudo contente: daqui a 20 anos, eles vão recordar e celebrar as três vitórias que tiveram sobre nós, tal como ainda fazem hoje em dia com os 7-1 em ano de dobradinha para os nossos lados, e nós faremos o mesmo por causa do tricampeonato. Cada clube celebra aquilo que é mais importante para ele.
Mais uma vez brilhante!!!
De ZE a 27 de Maio de 2016
DEPOIS DO SAMARIS
TER “ATACADO” COM O PESCOÇO
O COITADO DO SULIMANI
EIS MAIS UMA VEZ A JUSTIÇA
EM TODO O SEU EXPLENDOR
“”
O tribunal conclui pela inexistência de responsabilidade do Sporting neste caso, pelo que o clube não terá de pagar qualquer indeminização a Cardinal, já que considerou o juiz que Pereira Cristóvão agiu como vice-presidente do clube mas na exorbitância de tais funções. “”
EHEHEHEHEHEHEHEHEHEEH
BOM SENDO ASSIM
QUALQUER DIRECTOR PODE COMPRAR UM ARBITRO
E DEPOIS ARGUMENTAR QUE O CLUBE ESTÁ ISENTO DISSO
POIS RESOLVEU EXORBITAR NAS FUNÇÕES
EHEHEHEHEHEHEHEHE
OU SEJA NUNCA MAIS UM CLUBE SERÁ PUNIDO POR CORRUPÇÃO
POIS UM CLUBE COMO ENTIDADE IMPESSOAL NÃO CONSEGUE POR SI PRÓPRIO
ENTREGAR O GRAVETO
PRECISA SEMPRE QUE UM DIRECTOR O FAÇA
E COMO UM DIRECTOR PODE EXORBITAR FUNÇÕES………………..
EHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEEHEH
VÃO GOZAR COM O C………….
Paulo Pereira Cristóvão condenado a quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa
15:37 - 27-05-2016
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O antigo vice-presidente do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão, foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão com pensa suspensa no âmbito do processo Cardinal.
Pereira Cristóvão foi condenado por dois crimes de peculato, por uso indevido de dinheiro e bens do Sporting, um crime de acesso ilegítimo e ainda por denúncia caluniosa agravada ao árbitro José Cardinal. Foi, porém, absolvido dos crimes de burla e branqueamento de capitais.
Foi também condenado ao pagamento de 57.500 euros de indemnização, sendo que 40 mil serão para José Cardinal por danos patrimoniais e o remanescente a dividir pelos 35 árbitros que interpuseram pedido de indemnização.
O antigo inspetor da Polícia Judiciária fio ainda interdito de desempenhar funções como dirigente desportivo por três anos mas nesse período serão descontados os 15 meses que já tinha cumprido em termos disciplinares no Sporting.
O tribunal conclui pela inexistência de responsabilidade do Sporting neste caso, pelo que o clube não terá de pagar qualquer indeminização a Cardinal, já que considerou o juiz que Pereira Cristóvão agiu como vice-presidente do clube mas na exorbitância de tais funções.
De Manuel Afonso a 27 de Maio de 2016
Dois pequenos reparos.
O mito urbano de que ganhamos na Pedreira com sorte tem que ser desmontado.
Ganhamos 2-0, e se é verdade que o Braga teve três bolas nos ferros, nós também tivemos duas. 2+2 são 4. -3 e ainda fica a sobrar 1.
É como o mito de termos sido massacrados no jogo em que ganhamos 1-0 no penico dos gigantes. Um massacre que se reduziu a duas oportunidades de golo, com boa vontade três, é o chamado massacre à lagarto.
Sobre a pré-época... poderá haver quem acredite que a pré-época passada foi decidida sem o envolvimento e aprovação do treinador. Eu não serei um desses crentes.
Depois poderia lembrar quando é que foi decidida a participação do clube na International Champions Cup.
E de seguida poderia lembrar quando é que se ficou a saber que o Jesus não ficaria no Benfica.
Mas o que lá vai lá vai, e há estórias que ficaram por contar que já não interessam nada.
De antonio fonseca a 27 de Maio de 2016
Boa tarde,
Magnifico este relembrar de toda uma época recheada de "tudo". Estou completamente de acordo com tudo o que aqui está implicito.
Importa relembrar que somos tricampeões, e o cérebro!!!! levou um banho de humildade do nosso treinador.
Paz á sua alma e que continue com o sucesso que alcançou nesta época!!!
Boas férias a todos os benfiquistas.
Saudações benfiquistas .
De FranciscoB a 29 de Maio de 2016
"Olhando exclusivamente para o futebol jogado pelas equipas do Benfica nos últimos anos, o do Jesus até pode ter sido mais espectacular (a célebre nota artística)"
Totalmente em desacordo!
Mas onde é q foi "+ espectacular"?
Qd o Tonel (esse grande profissional) deu uma mãozinha?
Qd o Naldo abalroou o avançado do Arouca?
Qd o adrien, o jomário e o sulimani distribuíam (impunemente) porrada a torto e a direito?
Qd o União foi jogar ao alvalixo s/ 10 habituais titulares?
Ou qd o dias perdoou 1 penalti escandaloso no ladrão?
Ou estará a referir-se ao tempo em q o cientista da relva orientava o Benfica? Tinha "nota artística", pois tinha... os artistas estavam do lado dele...
E não embarque nessa cantiga da "segunda melhor defesa" - O Benfica foi a melhor defesa; sofreu menos 6 golos na totalidade dos jogos da época, tendo feito 1 jogo a + do q o saporting e teve jogos europeus de dificuldade mt superior...
O Autor do Post vai a todos os jogos do Benfica mas se visse c/ atenção os jogos dos "rivais" não teria desanimado qd estávamos a 7 pontos...
De Ricardo Antunes a 30 de Maio de 2016
Um único reparo. O Sidnei veio na época do Quique Flores...
Cumprimentos gloriosos
De Manuel Afonso a 30 de Maio de 2016
"... mas se visse c/ atenção os jogos dos "rivais" não teria desanimado qd estávamos a 7 pontos... ..."
Enorme comentário, caro FranciscoB.
A diferença entre o futebol efectivamente jogado pelas equipas do mestre da táctica e o tão propalado rolo compressor é da tal monta, que só pode ser comparada à diferença entre um jornalista e um rui santos.
De
S.L.B. a 31 de Maio de 2016
Manuel Afonso: volto a repetir que tivemos sorte no modo como o jogo decorreu na Pedreira. Marcámos nas duas primeiras oportunidades (algo que no Braga não fez no jogo da Luz, em que poderia ter estado a ganhar também por 0-2 aos 10'), só me lembro da nossa bola ao ferro do Gaitán num livre (3 a 1, portanto) e não acho que tenhamos defendido assim tão bem, porque lhes permitimos mais oportunidades de golo do que seria desejável. Claro que há um penalty descarado sobre o Pizzi a 15' do fim. Quanto à ida ao WC, estou de acordo consigo: a lagartada teve, na melhor das hipóteses, duas grandes oportunidades (só se eles contarem o falhanço do Ruiz, por ser tão escandaloso, como cinco numa só...)
FranciscoB: "olhando exclusivamente para o futebol jogado pelas equipas do Benfica nos últimos anos" quer dizer exactamente o que está escrito: "o futebol jogado pelas equipas do Benfica". Não estou a falar de nenhum outro clube. Por outro lado, eu não vi "com atenção" nem "sem atenção". Eu não vejo jogos dos nossos rivais para o campeonato, por um motivo cientificamente comprovado: acho que dou azar para os adversários deles. Só vejo os resumos.
De Joao Coelho a 15 de Junho de 2016
Cada vez me convenço mais que entre o SLB e o Jorjuz há uma paixão assolapada. Smpre tive a esperança que não escrevesses a parte 2, mas já que a postaste li-a. Um pouco na diagonal diga-se a bem da verdade. Escreveste um dos mais vergonhosos posts contra o actual treinador do SLB e agora queres ver se te limpas. E, de caminho, juntas-te aqueles que sempre apoiaram o clube não importando a situação dificil que a equipa passava. Deixa lá! Sempre podes ligar ao Jorjuz e dar-lhe os parabéns pelo ... quase. O Jorjuz sempre disse que continuava a receber telefonemas de benfiquistas. Não tenho grandes dúvidas que tu és um deles.
PS: Já agora podes sair de fininho do blog. Diz que vais cagar e desapareces. Benfiquistas como tu e o RAP não interessam a ninguém.
Boa tarde,
Gostaríamos de dar a conhecer o novo site SL Benfica - Decoração em https://decoracao.slbenfica.pt à Nação Benfiquista.
Será possivel obter o contato do administrador deste blog ou que o mesmo nos contate para benfica@casadart.pt?
Saudações Benfiquistas,
SL Benfica - Decoração
https://decoracao.slbenfica.pt
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