Um Benfica pragmático acabou por conseguir impor a sua superioridade e vencer o Dínamo de Kiev por dois golos sem resposta, deixando mais desimpedido o caminho de acesso à fase de grupos da Champions. Agora é preciso completar a tarefa já para a semana, na Luz.

Depois do jogo com o Casa Pia aproveitou-se para soltar algumas críticas ao Gilberto e prever vantagem do Bah na luta pela titularidade, mas o nosso treinador tem uma ideia fixa estabelecida para esta fase da época e voltou a apresentar aquele que parece ser o seu onze base, no qual se destacava o regresso do David Neres. Achei desde início que foi um Benfica algo diferente, a não apostar numa pressão tão intensa e em zonas tão avançadas do terreno. Mas cedo foi evidente a nossa superioridade, com o Dínamo a parecer querer apostar numa postura expectante, com linhas bastante recuadas para depois explorar o contra-ataque. Mas não tivemos muito tempo para ver como resultaria essa estratégia, porque logo aos nove minutos o Benfica colocou-se em vantagem. A jogada foi bastante trabalhada pelo Benfica e envolveu uma longa posse de bola e vários passes, com a bola a viajar da direita até à esquerda do ataque, depois ao cruzamento rasteiro do Grimaldo para o interior da área correspondeu o Rafa com uma boa simulação, que deixou a bola passar para o Gonçalo Ramos bem no centro. Este passou para trás para o João Mário, que à entrada da área lateralizou para a direita, onde um remate forte de primeira do Gilberto fez a bola entrar junto ao canto superior da baliza. O golo madrugador pareceu obrigar os ucranianos a abandonar a ideia de um jogo defensivo e vimo-los a ser mais atrevidos nas saídas para o ataque, ainda que o Benfica parecesse sempre ter o jogo relativamente controlado. O João Mário ficou a centímetros de marcar o que seria um bom golo de equipa, com um remate em arco à entrada da área, e o Dínamo respondeu também com um remate de fora da área que passou muito perto do poste da nossa baliza. Aos trinta e sete minutos, o David Neres adivinhou um mau passe atrasado de um defesa na saída de bola do Dínamo pela nossa esquerda e interceptou-o, com a bola depois a sobrar já dentro da área para um remate colocado do Gonçalo Ramos, que apareceu sozinho em frente ao guarda-redes, fazer a bola entrar junto ao poste mais distante (com o Rafa também em posição para finalizar). Na segunda parte o Benfica abrandou claramente o ritmo - não posso dizer que seja algo que me agrade muito, mas compreendo perfeitamente a gestão de esforço. O jogo foi quase aborrecido, ficando-se com a ideia de que a qualquer altura o Benfica poderia decidir forçar e chegar a um terceiro golo, mas com o Dínamo a fazer uma demonstração de brio e a dar tudo o que tinha para chegar ao golo - que a ter acontecido, se calhar até poderia ter mudado muito o jogo. Se o nosso treinador tem um onze base, também parece gostar de se manter fiel às substituições que faz, pois voltámos a ver as habituais entradas do Yaremchuk e do Henrique Araújo por volta da hora de jogo (a diferença foi que desta vez saiu o Neres e não o Rafa), seguida da troca do Gilberto pelo Bah, e já na fase final a troca de outro extremo (entrou o Chiquinho para o lugar do Rafa).

Gilberto, Rafa, Gonçalo Ramos, Neres e João Mário jogaram a um nível agradável, num jogo em que não houve propriamente um jogador a destacar-se muito de todos os outros e no qual o jogo de equipa foi o factor mais em foco.
Adiámos o jogo da liga para nos focarmos a 100% neste playoff, e estamos mais perto de ver a estratégia recompensada. Estes dois jogos são de capital importância para a estabilidade financeira do clube, e um eventual falhanço certamente que seria imediatamente aproveitado para colocar tudo em causa e lançar as bases para mais uma época caótica. Uma vez atingido o objectivo Champions, poderemos voltar a focar-nos na competição interna e nas suas características únicas, que ao fim de apenas duas jornadas já deu para perceber que não só se mantêm como estão cada vez mais apuradas. Em apenas dois jogos, o Benfica fez um total de 16 faltas e viu sete amarelos e um vermelho, por acumulação. A título de comparação, nos três jogos europeus o Benfica fez 31 faltas e viu quatro amarelos. Cá por dentro, as 32 faltas do Sporting (o dobro das nossas, portanto) valeram-lhe três amarelos, e as 25 faltas do Porto resultaram em cinco amarelos. Tal como afirmou o Otamendi, 'tudo igual'. Com o pormenor da coisa estar a estender-se (e já vem da época passada) às outras equipas do Benfica, sendo o caso mais gritante o que andam a fazer à nossa equipa B.
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