Uma derrota previsível e mais um objectivo deitado fora. Se alguém esperava algum milagre, não aconteceu. Jogámos como temos jogado e perdemos como seria esperado se continuássemos a jogar assim, com o pormenor de termos perdido como tipicamente se perdem jogos com o Porto: quando eles não jogam nada também, cai qualquer coisa do céu.

Detesto ser pessimista, mas para mim o mau agoiro já estava dado com a titularidade do Taarabt. Tacticamente é um jogador a menos, e voltou a comprová-lo neste jogo. Perdi a conta aos maus posicionamentos, ao número de perdas de bola e de passes errados, muitos deles em situação comprometedora (entretanto já consultei as estatísticas: neste jogo ele teve vinte(!) perdas de bola e zero(!) desarmes - que números estupendos para um médio centro). Vou até mais longe: enquanto o Taarabt continuar a ter lugar a titular na nossa equipa, não vamos ganhar nada - porque se não temos no plantel melhor do que ele, então é muito mau sinal. O Benfica não estava a jogar muito e o Porto não estava melhor, viam-se maus passes e bolas perdidas a meio campo sem grandes oportunidades de golo (um par de saídas perigosas do Benfica que foram desperdiçadas pelo Rafa de forma absurda sem sequer conseguirmos finalizar) quando o Taremi entrou pela área para aí a primeira vez no jogo, foi à procura do Vlachodimos e arrastou as pernas até o encontrar. O Lagarto Macron fez aquilo que tem regido toda a sua carreira: bufou no apito contra o Benfica, penálti para o Porto, penálti à Porto, e basicamente o jogo perdido naquele instante, porque a probabilidade de marcarmos um golo a jogar como estávamos era quase nula. Aliás, a probabilidade era a mesma para ambas as equipas, tão mau era o futebol apresentado. A partir daí foi ver o tempo a correr com mau futebol de parte a parte, com as poucas oportunidades que surgiam a virem naturalmente de bolas paradas. O Benfica teve um livre do Grimaldo que o guarda-redes do Porto defendeu com dificuldade, o Porto na sequência de um canto quase marcou, com o Otamendi a tirar a bola quase em cima da linha num pontapé acrobático e o Gilberto a desviar a recarga para canto. Perto do final, novo livre perigoso do Grimaldo e bola a bater no ferro da baliza portista. Na resposta, o nosso treinador deve ter achado que o Taarabt não estava a fazer estragos suficientes, e portanto retirou do campo o Weigl, que até estava a ser um dos mais certinhos, e colocou o marroquino como médio mais recuado (o Grimaldo, que tinha sido o autor dos remates mais perigosos do Benfica, ainda que de livre, também foi premiado com a substituição). Efeito imediatíssimo: na jogada seguinte ele tem uma péssima abordagem ao lance e é facilmente ultrapassado por um adversário na zona frontal, que encara a defesa de frente e faz a assistência para o segundo golo do Porto. Brilhante jogada táctica, mister! Eu já disse aqui várias vezes que não aprecio nada o Taarabt e isso nota-se perfeitamente, nem tento disfarçar. Não quero fazer dele o bode expiatório da derrota, porque toda a equipa esteve medíocre e houve outros jogadores que jogaram assustadoramente mal (Rafa, Waldschmidt ou Darwin, por exemplo). Mas depois de já estar de cabeça meio perdida com tanto disparate que o marroquino tinha feito durante os noventa minutos, a jogada táctica de o colocar como médio mais recuado foi a gota de água para mim. A crítica não é portanto totalmente dirigida ao jogador, mas também à insistência em colocá-lo a jogar em funções para as quais não está minimamente talhado.
Depois do acesso à Champions, novo objectivo perdido com mais uma derrota frente ao Porto na Supertaça. Hoje alinharam de início seis dos novos reforços para esta época, mas ficou óbvio que com um treinador pago a peso de ouro e quase 100 milhões em reforços estamos a jogar pior do que alguma vez vi esta equipa jogar com o Bruno Lage. Presumo que sejam necessários outros 100 milhões, para substituir os cinco que alinharam de início que já cá estavam, para que possamos enfim jogar algo que se veja. Porque até agora parece que a única explicação que vamos tendo para o pouco que vemos é que não deram ao treinador todos os reforços de que ele necessita para meter a nossa equipa a jogar algum futebol, e que pelo menos vença de forma convincente equipas com um décimo ou menos do nosso orçamento.
bola nossa
-----
-----
Diário de um adepto benfiquista
Escolas Futebol “Geração Benfica"
bola dividida
-----
para além da bola
Churrascos e comentários são aqui
bola nostálgica
comunicação social
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.