VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 23 de Abril de 2019

Pujante

A resposta esperada e que se exigia após a eliminação europeia. Uma vitória gorda e convincente por parte de um Benfica pujante, que tornou mais curta a distância que nos separa da meta.

 

 

Regressos de Ferro, Florentino e Pizzi ao onze, com o Cervi a ser o escolhido para ocupar a vaga do suspenso Rafa. E tal como no último jogo para a Liga na Luz, era dificil termos um início mais propício: antes de se completarem três minutos de jogo já a bola morava dentro da baliza do Marítimo (que como outros antes deles, também tentaram a estratégia pouco cavalheiresca de alterarem a ordem normal na escolha dos campos). Canto na direita marcado pelo Pizzi, e antes mesmo dele partir para a bola muita gente terá notado o anormal posicionamento do João Félix, fora da área. Não era acidental: a bola saiu rasteira para a entrada da área e vindo de rás ele apareceu solto para rematar de primeira para o golo. O Benfica aproveitou o embalo e continuou em cima do adversário e à procura de novo golo, perante um Marítimo que era incapaz de causar grandes incómodos, mas que num cenário habitual nos nossos jogos contava com a complacência do árbitro para ir distribuindo umas sarrafadas sem que os devidos cartões amarelos fossem mostrados. A meio da primeira parte a chuva aumentou muito de intensidade e pareceu esfriar um pouco os ânimos do Benfica, que desacelerou um pouco e relaxou a pressão, permitindo então ao Marítimo ter um pouco mais de bola. Mas sempre sem conseguir causar qualquer tipo de problemas - não sei se o Vlachodimos fez uma defesa. Acho que só me recordo do Marítimo chegar uma vez à nossa baliza, e até introduziu mesmo a bola nela. Foi na sequência de um canto, mas o lance foi anulado por falta sobre o guarda-redes. Do nosso lado, algumas ocasiões para ampliar a vantagem, mas o Seferovic ia mostrando que estava em noite não, o Pizzi parecia que dava sempre um toque extra na bola antes de rematar e as ocasiões perdiam-se, e o Cervi não acertou com os remates que tentou. Uma vantagem magra ao intervalo dá sempre para deixar algumas dúvidas quanto ao resultado, mas a superioridade do Benfica em campo era por demais evidente.

 

 

E por isso mesmo a entrada na segunda parte se encarregou de desfazer quaisquer dúvidas. Se o Benfica já tinha sido muito superior na primeira, então na segunda o domínio foi total. Tenho a impressão de que o jogo se disputou todo no meio campo do Marítimo, e tenho até dificuldades em recordar-me de situações em que o Vlachodimos tenha tocado na bola. Tal como na primeira parte o Benfica marcou cedo, com menos de quatro minutos jogados. Depois de um canto a bola sobrou para o André Almeida, que na esquerda abriu para o Pizzi do outro lado do campo. A tentativa de cruzamento/remate deste acabou desviada por um defesa do Marítimo e traiu o guarda-redes. Não abrandou o Benfica, que rapidamente mostrou que estava ali para marcar mais golos e por isso as oportunidades continuaram a surgir num jogo de sentido único. Mas o Seferovic continuava a mostrar que não estava em noite de acertar com a baliza, tendo até desperdiçado uma ocasião flagrante que era quase um penálti em andamento - verdade seja dita que o guarda-redes do Marítimo também parecia que só estava inspirado quando se tratava de defender os remates do Seferovic. Mas a avalanche ofensiva do Benfica era imparável e o terceiro golo era inevitável. Cruzamento do André Almeida na direita, e entrada do João Félix ao primeiro poste a desviar para o golo. Havia ainda vinte e cinco minutos para jogar, e quase a certeza que as coisas não ficariam por ali. Oito minutos depois, a confirmação. No último toque na bola que fez neste jogo, o João Félix fez um passe brilhante para a desmarcação do Cervi, que à saída do guarda-redes teve a lucidez de lhe picar a bola por cima com um pequeno toque. Um bonito golo, seguido imediatamente pela troca do João Félix pelo Jonas, com o miúdo a sair debaixo de uma chuva de merecidos aplausos. Até final, e já com o Taarabt e o Salvio em campo (o Rúben Dias foi um dos substituídos, para o manter a salvo de um amarelo que o retiraria do próximo jogo) nada de novo. Domínio total do Benfica, o Seferovic a desperdiçar mais duas ocasiões flagrantes para marcar, mais umas valentes sarrafadas do Marítimo que representaram um esforço louvável para arrumar com o Samaris e o Ferro, e mais dois golos na recta final do jogo. O primeiro do Cervi, num remate rasteiro à entrada da área depois do Marítimo ser incapaz de afastar dali a bola devido à pressão do Florentino, e o segundo mesmo a acabar, numa cabeçada do Salvio depois de um cruzamento largo do Grimaldo.

 

 

O João Félix, com dois golos e uma assistência, é o homem do jogo. Mas esteve muito bem acompanhado. O Cervi aproveitou bem a oportunidade que lhe foi dada. Nada mau para um jogador que, de acordo com um certo jornal, está de malas aviadas do Benfica por ter a certeza que já não tem qualquer hipótese de regressar ao onze. O Pizzi subiu muito de rendimento na segunda parte e continua a somar assistências como ninguém. O André Almeida acabou o jogo com duas assistências para golo. E um jogo muito bom do Florentino e do Ferro. Qualquer um dos dois mostra uma calma enorme com a bola nos pés, parecendo saber sempre tomar a melhor opção e o que fazer com ela. Sempre de forma simples e eficaz. Todos contam, é verdade, mas parece-me que estes dois miúdos neste momento já assumiram o estatuto de titulares.

 

Ultrapassada com distinção mais uma etapa, segue-se aquele que será um dos maiores obstáculos no caminho para o título. O jogo em Braga, para além da valia do adversário em causa, será certamente aquele em que os nossos inimigos mais esperanças depositam para nos travar. Não me admirará portanto que lancem mão de um trunfo forte, estilo Artur Soares Dias ou Hugo Miguel, para tornar as coisas ainda mais difíceis. Passarmos em Braga será certamente um golpe muito duro nas aspirações do crime organizado.

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publicado por D`Arcy às 11:19
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17 comentários:
De antonio fonseca a 23 de Abril de 2019 às 11:40
Bom dia,

Comentário fidedigno sobre o que se passou no jogo. Direi que foi uma vitória justa sobre um adversário que bateu forte nas pernas dos nossos perante a complacência do godinho, a vitória peca por escassa face ao desacerto do nosso goleador Seferovic com uma mão cheia de golos falhados.

Como D'Arcy diz e eu também penso assim, para domingo a camarilha que comanda a arbitragem vai enviar para Braga um dos seus discípulos para nos travar no caminho para o título.

Temos que mostrar a atitude ganhadora desde o início porque as dificuldades vão ser muitas.Rumo ao 37.

Saudações benfiquistas.
De Henrique Teixeira a 23 de Abril de 2019 às 12:45
Excelente análise ao jogo como, aliás, é habitual.
Notável a inteligência, o posicionamento, a visão de jogo do Florentino Luís. Às vezes até parece ter 2 metros de pernas, tão admiráveis são os cortes que realiza. João Félix é exímio em remates executados em posição frontal: pontapés como aquele do 1.º golo, nos pés de outros jogadores, a esmagadora maioria das vezes saem muito por alto. Ferro é outra pérola que se está a impor cada vez com mais classe.Apesar do grande valor de Rúben Dias, acho Ferro mais completo, por ser mais frio e mais sereno, não provocando faltas muito perigosas,além de ser também mais alto. Grimaldo é outro jogador de eleição, Oxalá o Benfica possa continuar a contar com ele nas próximas épocas.Também gostei de André Almeida e a espaços de Pizzi.
O Benfica só poderá ser campeão se for ganhar a Braga, penso que todos o sabem. Confesso que estou extremamente receoso.
Saudações Benfiquistas.

De Anónimo a 23 de Abril de 2019 às 13:48
E os cornos que marram no encarnado como bois na arena, ficaram cá com uma azia... Marrem na parede, barrosões cornudos!
De Anónimo a 23 de Abril de 2019 às 14:21
Viva

O que me chateou ao ver este jogo foi perceber que se tivéssemos jogado com o Ferro e Fiorentino na Alemanha, estaríamos em condições de vingar a final da taça UEFA frente ao Chelsea.....
De Anónimo a 23 de Abril de 2019 às 15:31
Isso até pode ser verdade, o problema é que teríamos agora 2 jogos logo com Chelsea entre 2 jogos fora com o Braga e o Rio Ave. Os jogadores não são feitos de ferro. E quase de certeza que não ganhávamos o título.

Mas se tivéssemos os mais de 10 pontos que devíamos ter de avanço, essa situação não se colocava.
Repete-se o mesmo todos os anos, os corruptos tentam parar-nos com a ajuda dos árbitros, das deusas e do doping.

Fizeram tudo para nos passar na Europa com a ajuda dos emails e outros casos inventados o que implicou não conseguirmos qualquer ponto o ano passado na Champions. Eu lembro-me bem das arbitragens que tivemos, que se estenderam à Youth League, com a mãozinha habitual deles. Onde eles tentam a todo o custo chegar à final para nos copiar.

De António Madeira a 23 de Abril de 2019 às 18:58
Olá, D`Arcy.
Começo por te parabenizar por nova presença no Lanças Apontadas.
É sempre um prazer ver gente equilibrada a falar do Benfica ou seja do que for.

Nada como chegar aqui depois de mais uma boa vitória sem os espalha brasas das maiúsculas, dos negritos e itálicos. Nada como uma vitória da equipa de honra sem qualquer mácula para os deixar sem saber o que criticar.

Sobre o jogo, convenhamos, vencemos uma equipa muito fraquinha, talvez a mais fraca da última década do Marítimo. Claro que há quem se veja grego para vencer equipas destas e ainda precise de uma expulsão à capela logo nos primeiros 15 minutos para abrir caminho, e claro que fizemos um jogo muito bom, ao estilo que o Laje nos promete: futebol apoiado, de olhos postos na baliza, ora na relva, ora na profundidade, com perfume, alegria, juventude, irreverência. Digo isto porque devemos (nós adeptos, pois estou certo que no seio do grupo isso está bem presente) perceber que o jogo de ontem valeu apenas 3 pontos e que o jogo mais importante da época é o próximo em Braga.
Ainda assim, e como referiste em mais uma boa crónica, é uma alegria imensa ver quatro miúdos no onze que, há 2 anos, jogavam no Seixal. Ferro e Florentino trazem muita qualidade, mas também muita personalidade à equipa, e é de realçar como o Benfica se voltou a adaptar quase sem se dar por isso pela ausência de um jogador como o Gabriel. Confesso que ontem não me lembrei dele uma única vez, o que diz bem do que se passou sobre o relvado da Luz.

Agora, preparemo-nos para uma semana onde vai valer tudo, inclusive tirar olhos, para "preparar" o jogo da pedreira. Os Benfiquistas devem estar mais unidos do que nunca, pois só assim, e mais que nunca, conseguiremos ficar a três finais da meta e dar "um golpe muito duro nas aspirações do crime organizado".

Vai, Benfica!
De Anónimo a 23 de Abril de 2019 às 20:25
Plenamente de acordo! Este jogo só veio provar que esta equipa é capaz de fazer coisas muito boas e faz-nos perguntar: Onde estava esta equipa na quinta-feira? Com esta atitude e vontade de vencer e jogar bem? Que nos sirva de exemplo para o futuro!

Parabéns à equipa por mais uma noite maravilhosa no Estádio da Luz. Agora é tempo de nos unirmos para o que aí vem e dar tudo. Não é tempo de poupanças!

VAMOS BENFICA!!!
De Dias Pereira a 24 de Abril de 2019 às 01:26
Boa noite.
A nação benfiquista estava a precisar de um jogo - perdão, de uma vitória... - como a de ontem, para poder ter alguma trégua no martírio que foram os jogos antecedentes, designadamente o imediatamente anterior, que nos valeu uma inacreditável não qualificação para as meias finais da Liga Europa.
(Mais inaceitável ainda se atendermos ao actual momento do adversário que defrontámos, que voltou a perder no fim de semana. Em sua casa!...)
Ao contrário do que já li algures, na blogosfera benfiquista, penso que a vitória foi melhor do que a exibição. A primeira parte foi uma sequência de frustrações, quer queiramos, quer não. Após o golo do João Félix, foi um fartote de disparates, equívocos e falhanços, apesar de termos sido a única equipa a criar reais ocasiões para poder marcar.
O Marítimo fez um remate à baliza - aliás, o único do jogo... - aos 12 minutos, e ainda permitiu ao Odysseas pôr-me de cabelos (os poucos que tenho...) em pé quando, na marcação de um canto, embora importunado em falta, se deixou antecipar e permitiu que a bola se lhe embrulhasse nas mãos, a meias com um adversário, e entrasse na baliza. Na minha modesta opinião, há que incluir na lista de compras para o próximo ano, um guarda-redes. Que não use bandolete, nem tenha cara de tragédia grega...
A segunda parte foi bem melhor. E aí, concordo: o resultado foi pior do que a exibição. O segundo golo, marcado pelo Pizzi com alguma dose de felicidade - a bola desviou num defesa, enganando o guarda-redes, que a viu passar por entre as pernas... - veio trazer alguma tranquilidade à equipa que, daí em diante, passou a dominar o jogo por completo, criando inúmeras oportunidades para aumentar o marcador. E se o Seferovic tivesse convertido metade das que teve, teríamos chegado a um número histórico, capaz de agradar aos outros madeirenses que, aqui há umas semanas, saíram vergados ao peso de um resultado de dois dígitos...
Apesar de tudo, pareceu-me, sempre, que existiu alguma precipitação, individual e colectiva, tanto a defender como a atacar, a par de alguns episódios de exagerada displicência na entrega da bola, e de desnecessários adornos técnicos, como os passes de calcanhar e as colocações de bola para onde deveria estar o colega de equipa.
Não vale a pena embandeirarmos em arco, porque, na realidade, defrontámos uma equipa fraquíssima, desprovida de alguns titulares indiscutíveis.
E se formos a Braga cheios de ar, em função dos 6-0 da noite de ontem, então é certo que vamos aniquilar as nossas esperanças de lograr vencer o campeonato.
Acredito que temos valor para ir vencer a Braga. Mas para isso teremos de jogar com intensidade, humildade, concentração e muita raça, contando com todos, e cada um, durante todo o jogo, a atacar e a defender. E sem invenções na constituição, ou no posicionamento, da equipa!
Quanto ao resto, já nem peço nada. Porque sei que não vem nada de onde devia vir. Pelo caminho que deixámos que nos fizessem percorrer, não me admiraria nada que nos presenteassem com um Capela a arbitrar e com um Veríssimo no VAR...
Temos um Presidente que é um verdadeiro filantropo, da mais fina estirpe, agora muito virado para a afirmação internacional do Benfica - no plano dos museus desportivos!!!... - e que se farta de falar a seguir às vitórias, mas que se cala, cobardemente, a seguir aos vergonhosos insucessos da equipa e perante os roubos continuados de que temos sido vítimas, perpetrados por entidades e indivíduos que acolhemos no nosso seio, e que apoiámos, no passado recente, e continuamos a apoiar!
O que vale a essa figura é que o Benfica está cada vez mais bem servido de sócios civilizados e politicamente correctos, e de gente equilibrada, capaz de lhe continuar a garantir a manutenção no poder. Olhando para trás percebe-se, facilmente, que o saudoso Terceiro Anel era tudo uma corja de grunhos, selvagens e desequilibrados, que foram um sério obstáculo às tardes e noites de glória de então, que agora só conseguimos reeditar em sonhos...
Acorda, Benfica! Reage, Benfica! Acorda, Benfica!
Via o Benfica!
Saudações benfiquistas!
De Anónimo a 24 de Abril de 2019 às 11:09
Obrigado, caro Dias Pereira. Finalmente alguém que viu o mesmo jogo que eu!

É inadmissível o que se passou segunda-feira à noite. Não podemos admitir que isto continue!
Tem toda a razão o caro Dias Pereira. Uma equipa como o Marítimo, fraquíssima em todos os aspectos e que deveria estar a jogar nos distritais da Estónia, vir à Luz dominar por completo o Benfica durante os 90 minutos? Parecíamos o escalão de bambis, na primeira semana de treinos, em que os miúdos querem é brincar e saltar e rebolar na relva.
Como é possível aquilo que se viu? Uma equipa de retalhos que nem deveria conseguir sair da sua pequena área, como é que deixamos que nos encostem a nós, durante todo o jogo, à nossa área? Nem dois passes seguidos conseguimos fazer?! Não sei se andam a treinar abracinhos de grupo ou como apontar para as bancadas, mas alguém lhes dê uma bola para praticarem os passes, nos treinos!
Era despedir todo o plantel, depois do que fizeram neste jogo. Uma falta de vergonha descomunal. Bem diz o caro Dias Pereira: era despedir essa gente toda que não andam lá a fazer nada. O único que se safou, ainda assim, foi o Salvio. Era renovar com esse e dar-lhe um aumento. Aos outros, rua que se faz tarde!
É de mais Dias Pereiras que o nosso Benfica precisa. Obrigado por ver o mesmo jogo que eu e não ter medo de o dizer.
Rua com eles todos! Contra o Marítimo. Em casa. Vergonha!
De D`Arcy a 25 de Abril de 2019 às 00:41
O mais escandaloso mesmo foi termos deixado o Marítimo fazer um remate. E pior ainda, marcar um golo ilegal. Mesmo sofrendo falta, o nosso guarda-redes tinha obrigação de ter impedido a bola de entrar. Mas no dia em que tudo isto levar uma varridela e entrar gente com uma cultura de exigência, estas coisas vão deixar de acontecer porque são inadmissíveis.
De D`Arcy a 25 de Abril de 2019 às 00:56
O saudoso Terceiro Anel, como lhe chama, é precisamente aquele que colocou no poder aqueles que lá estão e que os apoia mais incondicionalmente. Ninguém consegue sistematicamente 90% de votos sem o apoio das bases, do Benfica profundo. Aquele que ocupava o Terceiro Anel. Vá a uma AG, faça uma ronda pelas várias Casas espalhadas pelo país e talvez mude a sua percepção.

A facção mais vocal da oposição à direcção mora na curva do Piso 0 e não tem nome. Mas também lhe garanto que no dia em que a actual direcção sair e outros lhe sucederem, essa mesma facção continuará a opor-se exactamente da mesma forma a quem se sentar no poder. Porque eles não são contra as pessoas desta direcção; são visceralmente contra qualquer direcção independentemente das pessoas que ocuparem os cargos, simplesmente pela forma que têm de viver o clube. E aqueles que confundem contestação com oposição e julgam que se podem colar a ela e daí obter qualquer tipo de vantagem estão completamente iludidos.
De Dias Pereira a 25 de Abril de 2019 às 21:34
A propósito do primeiro parágrafo do seu comentário, deixe-me usar uma expressão que Álvaro Cunhal utilizou num célebre debate televisivo com Mário Soares: Olhe que, olhe que não…
Não é só falso, mas também calunioso, dizer-se que foi o "saudoso Terceiro Anel" que colocou no poder, e que mantém e apoia incondicionalmente, aqueles que hoje gerem o destino do Benfica. E é indecoroso que alguém – que, ainda por cima, parece dispor de alguma informação – o faça…
Quem viveu o Terceiro Anel não consegue, sequer, imaginar que aqueles muitos milhares de benfiquistas tenham eleito, reeleito, e apoiem uma direcção, ou um presidente, como aquele que hoje temos. É que, ao contrário de muitos que hoje integram a direcção, serviços e áreas chave da vida do clube, que se arvoram, agora, despudoradamente, em benfiquistas, mas que têm passados indesmentíveis de anti-benfiquismo – e práticas que decorrem, em primeira linha, desses passados, e que envergonham qualquer benfiquista!... – o povo, na real acepção da palavra, que enchia de alma o estádio, a partir do Terceiro Anel, era verdadeira e genuinamente, benfiquista. Mesmo se, como em muitos casos acontecia, não tinham quaisquer possibilidades económicas de se fazerem sócios e de manterem essa condição.
Portanto, meu caro, comparar qualquer Luís Filipe Vieira, ou Domingos Soares de Oliveira, ou Paulo Gonçalves, ou qualquer outro do género – dos muitos que, infelizmente, proliferaram, e continuam a proliferar, dentro do Benfica – a um verdadeiro benfiquista, é uma afronta a esses reais benfiquistas, à instituição SL Benfica e a todos quantos os que, num passado que nos envaidece, engrandeceram o clube e elevaram bem alto o nome de Portugal!
Aqueles que num passado ainda bem vivo andaram a festejar os êxitos dos corruptos com champanhe, no seu antro, ou os que sendo verdadeiramente sportinguistas nos foram impostos pelo actual presidente e pelos seus amigos do BES, que têm o atrevimento de usar dinheiro do Benfica para pagar, em segredo, despesas privadas, ou os que, depois de terem feito tirocínios nos Apitos Dourados e em escolas de malfeitores afins, vieram conspurcar a nossa casa, a convite, e a coberto, desse que acha que antes dele nem sequer havia Benfica, são uma mancha que jamais será apagada na honra da nação benfiquista.
E, sim! É possível ser eleito com 90% dos votos. Em especial se nos socorrermos de engenharias eleitorais e se formos suficientemente vígaros para colocar nas Casas alguém sob a nossa mão que, na hora de votar, nos dê os votos que representa.
Além disso, acha mesmo que a nação benfiquista se esgota naqueles que vão votar? E acha que a regra de distribuir votos de forma diferenciada, fazendo corresponder a um sócio número de votos diferente de outro, só porque é sócio há mais tempo, tem alguma coisa a ver com a génese da democracia? Acha que é legítimo alterar os estatutos a seu bel-prazer, só porque determinada norma permitirá, conjunturalmente, a ascendência sobre outros?
Sim. Luís Filipe Vieira foi eleito em AG eleitoral. E reeleito. Mas isso dá-lhe alguma legitimidade para fazer no (e do!...) Benfica o que muito bem entende e lhe dá mais jeito? Autoriza-o a subordinar a sua acção na (supostamente obrigatória) defesa do clube e dos seus interesses aos seus calendários e agendas pessoais? Legitima-o para escolher os jogadores pelos empresários que os representam, preterindo uns em detrimento de outros – mesmo que revelem valor superior a esses outros? Dá-lhe o direito de se banquetear – e de banquetear os amigalhaços – numa roda constante de negociatas e comissões, na esmagadora maioria das vezes rodeadas de secretismo e de muita desinformação?
Um impressionante número de ditadores chegou ao poder em resultado de processos eleitorais legítimos. Mas isso nunca foi sinónimo, nesses casos, de servir aqueles que os elegeram, nem as causas por que foram eleitos.

(continua)
De Dias Pereira a 25 de Abril de 2019 às 21:43
(continuação)

Para usar mais uma imagem que, de alguma forma, está relacionada com a Liberdade que hoje Portugal homenageia, dir-lhe-ei que, ao contrário do que pensa, hoje “a facção mais vocal da oposição à direcção mora…” na garganta da Maioria Silenciosa, aquela vaga imensa de benfiquistas que sentem realmente o Benfica, que por ele sofrem verdadeiramente quando as coisas não correm bem, e que repugnam quem, com responsabilidades supremas, abre a boca para, no seu verborreico discurso, num pretuguês da fina flor do entulho empresarial, deixar sair um miserável “Paciência!…!
Essa mancha imensa de verdadeiros benfiquistas, que não tem acesso às televisões e às rádios – nem sequer à BTV!... – para dar conta dos seus mais íntimos pontos de vista, que vive espalhada pelo país e pela diáspora, que não tem – como outros – a possibilidade de acompanhar a equipa nos jogos (ou na maioria destes…) nem de participar nas AG’s, muitos dos quais, apesar de não serem sócios, de cartão passado, são inquestionavelmente mais benfiquistas – e mais sócios, na verdade, quase se pode dizer… – do que tantos outros que, tendo acesso privilegiado ao estádio, ao camarote presidencial ou à BTV, não passam de uns yes man, cuja função primordial consiste em ser a voz do dono e em manter a situação vigente ad eternum.
Esses, sim, ao confundir apoio com situacionismo doentio – ou melhor, ao fundir, deliberadamente esses conceitos – é que estão iludidos, quando julgam que daí vão tirar proveito! Alguns tirarão, é verdade, como aliás já tiram; mas a grande maioria está a ser usada como capacho, no qual se limpam os pés (e os podres!) e, mais tarde, se deita fora…
Eu, que não tenho nada contra os No Name – nem também a seu favor, apesar de lhes reconheça muito benfiquismo… eventualmente fundamentalista! – condeno qualquer invectiva dirigida contra qualquer – repito, qualquer! – benfiquista. E considero absoluta e gratuitamente ilegítimo, e fratricida, que alguém o faça. Mas é isso, e apenas isso…
Não estou colado a qualquer claque ou facção. Nunca estive, e nunca estarei, enquanto mantiver a minha condição de livre pensador e estiver na plena posse das minhas capacidades mentais. Sempre pensei pela minha cabeça, do mesmo modo que sempre recusei ser arregimentado e instrumentalizado por alguém, ou por alguma causa. A única excepção é o Benfica!...
Sou Dias Pereira, benfiquista dos sete costados, desde que nasci, movido pela paixão total ao clube! Não recebo rótulos de nenhum quadrante ou facção… a não ser o de benfiquista!
Mas… não sou acéfalo!

Acorda, Benfica! Acordem, benfiquistas! Reage, Benfica! Reajam, benfiquistas!
Viva o Benfica!
Saudações benfiquistas!
De D`Arcy a 26 de Abril de 2019 às 18:30
Caro Dias Pereira, repito: 90%, consistentemente. Não tenho informações privilegiadas. Tenho é muito contacto com os benfiquistas. A contestação ao presidente é uma coisa muito restrita aos benfiquistas de Lisboa, que são também os mais comodistas. O Benfica profundo, das casas espalhadas por esse país fora, apoia quase incondicionalmente a direcção. A contestação à direcção é vista sobretudo como uma coisa de pseudo-intelectuais e feiras de vaidades. Se gente como o RGS (e menciono-o por ser neste momento a face visível da oposição) julga que chega a esses benfiquistas utilizando permanentemente o discurso da crítica (que é também aquele que o Dias Pereira utiliza) está redondamente enganado. O efeito é exactamente o oposto. Não é assim que se chega aos benfiquistas; o Benfica é a coisa mais importante do mundo para os benfiquistas e ouvir ataques constantes ao Benfica, em público e a dar armas aos nossos inimigos provoca uma reacção adversa. E os resultados reflectem-no: o último que tentou essa via acabou com menos votos do que os brancos e nulos.
De Anónimo a 26 de Abril de 2019 às 22:18
Não vale a pena... Este e outras sombras dele que para aí andam pensam que somos todos burros. Eles é que são os espertos e inteligentes.
Venham a eleições e veremos quem são os burros.
Só não dizem que desejam que o Benfica não ganhe o campeonato para dizerem " eu tinha razão " por que além de espertos são cobardes e hipócritas.
Vemo-nos nas eleições.
De antonio fonseca a 26 de Abril de 2019 às 09:11
Brilhante este comentário.

Adorei e continuo a admirar
De Francisco Pereira a 26 de Abril de 2019 às 16:09
Olá, não estava cá, vim agora em véspera da visita a Braga.

Oxalá que seja uma visita que, em termos de resultado a nosso favor, seja igual ao do jogo com o Marítimo no domingo passado.

Não descanso, o nervoso não me larga, não posso ouvir ou ler comentários, porcos e falsos, fabricados contra o Benfica, não só para arrasarem a cabeça dos nossos atletas como para limparem todas as vergonhosas verdades contra o Oporco corrupto. Impossível ou quase, ultrapassarmos esta tenção toda, vitoriosamente.

A única razão que alguns benfiquistas, tal como eu, têm, é sobre o nosso guarda-redes. Continuo a vê-lo com cara de pavor de errar, não.....se fosse eu treinador....., substituía-o já, falava com ele primeiro e, na época que vem resolvia o que fazer de melhor. Gosto do rapaz mas, para estar no Benfica, não basta ser um bom atleta, tem que se ter mentalidade serenamente responsável de acordo com as exigências dum enorme Clube como o Benfica.

Que DEUS nos ajude a vencer, não só os jogos que faltam, mas também a super-engenhosa corrupção que vive no seio do nosso Futebol e da comunicação social.

BENFICA SEMPRE.

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