VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 20 de Novembro de 2016

Recital

Acho que por mais que tente, não conseguirei encontrar as palavras certas para descrever com exactidão a exibição do Benfica esta noite contra o Marítimo, nem a satisfação que senti a ver este jogo. Cada um dos cerca de trinta mil espectadores que esteve na Luz esta noite deve sentir-se privilegiado por ter tido a oportunidade de assistir a um verdadeiro recital de futebol dado pela nossa equipa.

 

 

E esta opinião nem é exclusivamente assente no resultado de meia dúzia de golos sem resposta. Há jogos em que jogamos muito bem e perdemos (a derrota em casa contra o Porto, a época passada, é um exemplo disso) e outros em que nem jogamos nada de especial e goleamos. Hoje foi a conjugação quase perfeita entre o resultado e a exibição. Não houve poupanças nenhumas para este jogo, pese o próximo compromisso decisivo para a Champions. À parte a troca na baliza, onde o Júlio César rendeu o Ederson, apresentámos aquele que seria à partida o onze mais forte que seria possível apresentar nesta altura. As poupanças foram feitas no próprio jogo: resolvendo-o cedo e gerindo depois o ritmo do mesmo como nos era mais conveniente (embora nunca tenha sequer parecido ter havido um abrandamento evidente por parte dos nossos jogadores). O domínio do Benfica no jogo foi simplesmente absoluto. Nem um, um único remate para amostra conseguiu o Marítimo fazer durante toda a primeira parte. Na segunda parte fez dois, e ambos de livres à entrada da nossa área. A nossa equipa actuou de forma quase perfeita, com todos os jogadores entrosados e sabendo exactamente o que fazer em campo, e mais importante ainda, colocando o imenso talento que possuem ao serviço do colectivo (é um chavão, mas foi mesmo o que aconteceu). Toda a equipa vestiu o fato de gala quando a bola estava na nossa posse, e o fato de trabalho quando se tratava de recuperá-la - por isso mesmo o Marítimo perdia a bola tão rapidamente que mal conseguia passar do meio campo, e nós criámos diversas ocasiões de perigo resultantes de recuperações de bola ainda nas imediações da área adversária. 

 

 

Depois resta a história dos golos. Uma entrada de rompante, com um golo do Cervi logo ao segundo minuto de jogo - precisamente depois de uma recuperação de bola do Salvio e centro atrasado, na sequência de uma grande ocasião do Mitroglou defendida pelo guarda-redes. O segundo golo surgiu apenas aos trinta e oito minutos. E escrevo 'apenas' porque nessa altura já há largos minutos que o Benfica tinha justificado não só um segundo golo, mas mais ainda. O Mitroglou rodou e ganhou posição à entrada da área, soltando a bola para a entrada do Pizzi pela direita, que depois com um remate rasteiro e colocadíssimo fez a bola entrar junto do poste do lado oposto. E cinco minutos depois foi a vez do próprio Mitroglou marcar, num lance com grande mérito do Nélson Semedo. Começa num passe do Samaris a rasgar a defesa do Marítimo, a bola parece perdida mas o Nélson não desiste e com um toque de calcanhar mantem-na dentro do campo, saindo ele pela linha de fundo. Ainda foi a tempo de recuperá-la, com uma reviravolta à Zidane tirou o defesa da jogada, fez uma primeira tentativa de centro atrasado que não resultou, e a bola voltou-lhe aos pés para assistir o Mitroglou, que apenas teve que cabecear quase em cima da linha de golo. Saímos assim para intervalo com o apuramento para a próxima eliminatória praticamente no bolso, podendo agora gerir esforços para a deslocação à Turquia na próxima quarta.

 

 

Mas se alguém esperava algum relaxamento da parte do Benfica na segunda parte, não foi nada disso que se viu. O Benfica regressou com o mesmo onze e com a mesma atitude, quase como se o jogo ainda estivesse empatado. E a recompensa foi mais um golo com oito minutos decorridos, e mais um belíssimo golo também. Grande mérito para o passe do Cervi, que picou a bola para as costas da defesa e a corrida do Gonçalo Guedes. À saída do guarda-redes, toque ligeiramente atrasado para o lado e finalização de primeira do Mitroglou. Só depois começaram as poupanças, pois o grego foi substituído quase de seguida pelo Jiménez. Quem continuou a não querer abrandar nada foram os jogadores do Benfica ainda em campo, que mantiveram a pressão constante sobre o Marítimo. Provavelmente a única coisa que acabou por forçar alguma redução da velocidade foi mesmo a intensidade da chuva que entretanto caía, que tornou o terreno um pouco mais pesado. Mas isso não impediu que o Benfica marcasse mais um golo, a vinte minutos do final. Um bom cruzamento do Eliseu, uma defesa por instinto do guarda-redes a evitar que o cabeceamento do Jiménez desse golo, e depois um defesa do Marítimo impediu com o braço que a recarga do Salvio fosse para a baliza, sendo naturalmente expulso. Penálti convertido sem espinhas pelo Jiménez, e mais algumas poupanças, com a troca dos dois extremos: Salvio e Cervi pelo Carrillo e o Rafa, que assim teve direito à estreia no Estádio da Luz. Também não foi isto que fez com que o Benfica relaxasse, e até ao apito final foi ver os nossos jogadores a empenhar-se na luta por cada bola e a procurar ampliar o resultado. O prémio, quer para eles, quer para o público, chegou quase no final do jogo, na sequência de um canto - que tinha resultado de uma jogada em que o Pizzi quase marcava. O mesmo Pizzi marcou o canto para a entrada da área, onde o Gonçalo Guedes surgiu embalado para rematar de primeira, fazendo a bola entrar junto ao poste. Um grande golo, a fechar em beleza uma grande exibição da equipa e um desempenho fantástico do próprio Gonçalo Guedes.

 

 

Hoje é mesmo daqueles jogos em que não posso fazer destaques. Toda a equipa esteve fantástica, e durante o jogo pensei diversas vezes que gostaria muito de poder continuar a ver jogadores como o Nélson Semedo, o Lindelöf, ou o Gonçalo Guedes com a nossa camisola durante mais alguns anos. Sei que é difícil, mas quando olho para quantidade de talento que temos nesta equipa acho que será uma pena se não o pudermos apreciar por mais tempo. E isto numa época depois de termos perdido jogadores como o Gaitán e o Renato. E já nem vale a pena mencionar que não podemos contar com o Jonas, ou o Fejsa, ou o Jardel. Normalmente não é fácil eu sair do estádio completamente satisfeito. Há sempre uma coisa ou outra que me agrada menos ou que me irrita. Mas esta noite não tenho absolutamente nada a apontar à equipa. Foi uma exibição a roçar a perfeição, e que me fez sair da Luz com um sorriso. Se conseguirmos manter esta dinâmica na Turquia, temos enormes probabilidades de regressar de lá com o apuramento para a próxima fase garantido.

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publicado por D`Arcy às 01:57
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13 comentários:
De Redpower a 20 de Novembro de 2016 às 07:39
Nada a acrescenta d'Arcy, está tudo dito!

Obrigado equipa pelo prazer proporcionado e parabéns!

Agora vamos à Turquia com a mesma energia e vontade, vamos ser Benfica!
De Águia Real e Eterna a 20 de Novembro de 2016 às 08:36
Recital ANTOLÓGICO. Gala autêntica, ainda mais valorizada por ter sido - mais uma vez - contra 14 (CATORZE). Esta é a VERDADE, e eu refiro-a sempre, mesmo que tenhamos ganho por 6-0.
O apitador corrupto, um tal de carlos xistra, é um dos maiores anti-Benfica que existem no sub-mundo da apitadoragem. Todos os lances duvidosos foram marcados contra o Benfica. Jogadas de golo promissor foram anuladas pelo apitador xistra sem que da parte dos jogadores do Benfica tivesse havido alguma falta. Que o diga o grande Gonçalo Guedes, que por gestos até chegou a mandar o apitador para a GRANDE PUTA QUE O DEFECOU.
Este HUMNÓIDE xistra, adorador do clubeco do TRINCA BOLOTAS, um tal de riporting de alvaLADRA, sentem-se CONFORTÁVEL a ver os adversários MALHAREM nos grandes jogadores do Benfica. Cartões amarelos?!! Não senhor. só ao fim de meia dúzia de cacetadas bem mandadas é que lá aparece um cartãozinho!!!!!
Pouco tempo depois do 1-0 há um lance de grande penalidade sobre o Gonçalo Guedes que passou em claro, tendo o apitador marcado pontapé de canto contra o Marítimo. Não afirmo peremptoriamente que seja penalty porque a sporcos-tv apenas deu uma repetição e depois "ESCONDEU" para semrpe as imagens. Dizem os bostas dessa estação que comentavam o jogo, freitas lobo e pedro henriques, que o jogador do Marítimo toca na bola. Não sei se toca ou não, precisaria de ver a repetição, mas se toca dá-me a impressão que o faz depois de ALBALROAR o nosso Gonçalo Guedes. Portanto se assim foi - precisaria de rever o lance para ter a certeza - teria de ser marcada grande penalidade. Não foi preciso porque a diferença entre o BENFICA e o marítimo é como a diferença entre um Ferrari e um Renault Clio, mas as VERDADES têm de ser ditas. SEMPRE.

Quanto aos nossos jogadores, as minhas palavras iniciais dizem TUDO. Nota 20 para TODOS.

P.S. Como é possível jogadores do TRI-CAMPEÃO NACIONAL, Vencedor da Taça da Liga, Vencedor da Super-Taça, presença nos quartos-de-ffinal da Liga dos Campeões da época passada, como NÉLSON SEMEDO, PIZZI E GONÇALO GUEDES, que são poder-se-ia quase dizer ITULARÍSSIMOS do Benfica, não serem TITULARÍSSIMOS da seleccçãozea do fernandeco santos?!?!
Só possível porque o selecionadorzeco que foi campeão europeu sem saber ler nem escrever - olhem, igual àquela taça das taças ganha pelo riporting de alvaLADRA em 1964 num "CHARUTO" de um canto -, esse tal fernandeco santos está obviamente "CONTROLADO" e "MANDADO" pelo TRINCA BOLOTAS e seus criados de servir espalhados pelos meios de comunicação.
Até agora foram rosas. Só vitórias contra os MANCOS do nosso grupo. Na Suíça levaram 2-0 e podiam ter sido mais.
Aguardo pelos próximos jogos e REZO, mas é que REZO MESMO que esta selecçãozeca perca os jogos necessários para a impedir de ir ao Mundial da Rússia.

QUE SE FODA a selecçãozeca e o fernadeco santos.

A minha Selecção é o MEU BENFICA. Mais nada. Sou capaz de dar 50 ou masi €uros para ver o MEU BENFICA e para ver a selecçãozeca nem de borla.
QUE PERCAM OS JOGOS TODOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS.

BENFICA BENFICVA BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA semrpeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

TRINCA BOLOTAS para a CADEIA, JÁ.
De Sérgio a 20 de Novembro de 2016 às 09:46
Banco: Ederson; Lisandro; André Almeida; Celis; Raul Jimenez; Carrillo e Rafa. Jardel Jonas e Fejsa quase prontos para também serem opção. Que reserva de mantimentos para uma Águia com apetite voraz por vitórias!
De Manuel Afonso a 20 de Novembro de 2016 às 10:32
Pois... era o que se esperava. Pomo-nos a jeito, e depois dá nisto.

Era de prever isto após aquela exibição miserável nas antas, em que deixamos o nosso adversário brilhar, e esmagar-nos sem dó nem piedade com uma goleada à moda antiga de 1-1.

Depois claro, um Porto cheio de confiança vai a Chaves esmagar novamente o seu adversário, desta vez por um robusto 0-0, enquanto nós, questionando a capacidade dos jogadores e as ideias da equipa técnica, sofremos nova humilhação, alcançando um miserável resultado de 6-0 contra o marítimo.

Eu ainda tenho esperança que isto melhore. Mas não sei...

De Jorge a 20 de Novembro de 2016 às 11:24
Ontem, quem quer que estivesse na CATEDRAL a jogar com o GLORIOSO, era humilhado !
De Henrique Teixeira a 20 de Novembro de 2016 às 11:52
Depois daquilo que foi escrito pelo Gonçalo, penso que nada mais há a acrescentar.
Da minha parte devo apenas dizer que foi a melhor exibição que nos últimos anos vi fazer a uma equipa portuguesa e também a maior superioridade num jogo de uma equipa sobre a outra. E a outra na sua última partida do campeonato tinha vencido o Sp. de Braga.
Oxalá no próximo mercado de inverno não percamos algumas das mais valiosas joias, já que no final da época, infelizmente, sabemos que não conseguiremos segurar algumas.
De Marcos a 20 de Novembro de 2016 às 12:04
E a tua crónica é o sete a zero. Perfeito.
De Ricardo Jorge a 20 de Novembro de 2016 às 15:58
O que me apraz dizer sobre a exibição de ontem é somos uma clube demasiado grande para um país tão pequeno!
De Benfiquista Contente a 20 de Novembro de 2016 às 19:37
Cada vez mais contente!
De antonio fonseca a 20 de Novembro de 2016 às 19:42
Boa noite,

Excelente comentário para um excelente jogo.

Nada mais a acrescentar, agora é manter esta postura e na quarta em Istambul a mesma receita.

Saudações benfiquistas.

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