Passagem às meias-finais da Taça carimbada em Vizela, com um pequeno sofrimento no final que era perfeitamente desnecessário, dada a evidente superioridade do Benfica durante quase todo o jogo. Uma vez mais, o desperdício na fase inicial acabou por causar-nos desconforto no final.

Saiu o Morato do onze para entrar o Carreras, regressou o João Mário. E com isto o Aursnes voltou à direita da defesa, relegando o Bah para o banco. Para o banco foi também o Florentino para que o Kokçu voltasse à titularidade. Entrada fortíssima do Benfica no jogo, criando oportunidades claras de golo, mas o Rafa estava num daqueles dias em que a baliza lhe foge. Envolvimento muito interessante do Carreras nas acções ofensivas, permitindo jogadas que muito dificilmente seriam possíveis com o Morato a fazer aquela posição. Um penálti por assinalar a nosso favor também fez parte da receita para que apenas aos trinta e quatro minutos fosse colocada alguma justiça no marcador, com um golo do Cabral. É ele quem está perto da nossa área a pressionar para recuperar a bola, e é ele quem, perto da marca de penálti, finaliza com um remate colocado junto ao poste o passe recebido do Rafa desde a esquerda, depois de ter sido lançado pelo João Mário. A margem mínima ao intervalo era curta para a superioridade do Benfica, mas esta era tão evidente que eu nem sequer estava particularmente enervado. A segunda parte teve menos gás da nossa parte, mas mesmo assim deu para chegar ao segundo golo numa daquelas jogadas já típicas, em que há uma entrada do Aursnes pela direita (a passe do Di María) e este coloca a bola na boca da baliza. O Cabral não conseguiu emendar, mas ao segundo poste o João Mário fez um remate meio enrolado que levou a bola a ir bater no poste mais distante e a entrar. Tudo parecia resolvido, mas o Benfica relaxou demasiado rápido e acabou por sofrer um golo inesperado, num lance em que houve demasiada passividade da nossa defesa - em particular do António Silva, que fez um corte de cabeça bastante displicente que deixou a bola num adversário. Motivação natural do Vizela para os minutos finais, mas nunca chegaram a preocupar seriamente a nossa defesa, com o Trubin a não ser obrigado a trabalho de grande dificuldade.
Não creio que alguma vez consiga ser fã do estilo de jogo do João Mário, porque na minha opinião está constantemente a travar jogadas e a perder bolas, mas neste jogo ele marcou um golo e esteve na jogada do outro. O Cabral fez mais um bom jogo e continua apostado em justificar a sua contratação. Ele e o Marcos Leonardo são avançados muito diferentes, e neste momento já se nota bastante a diferença quando o Cabral sai. Gostei do que vi do Carreras no envolvimento ofensivo, em especial durante a primeira parte. No aspecto defensivo, este jogo não serviu para o colocar verdadeiramente à prova. O João Neves foi o dínamo do costume. O Rafa acaba sempre por estar em destaque, fez a assistência para o primeiro golo, mas esteve num daqueles dias em que a finalização nos exaspera.
A continuidade na Taça implica agora um jogo contra o Sporting em vésperas de nos deslocarmos ao Porto, pelo que enfrentaremos uma semana bastante complicada já no final deste mês. Estamos numa fase decisiva da época em que os jogos se sucedem com pouco tempo de descanso entre eles, e cada um mais decisivo que o anterior. Tenho confiança que temos plantel para encarar todas as competições de forma ambiciosa, isto desde que façamos uso de todo ele e não persistamos em equívocos.
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