Não, não estou a falar da recuperação iminente do Petit, ou sequer da chegada do Nuno Gomes ao nosso país, lesionado que ficou depois do período de aquecimento (!) do último jogo de Portugal. Estou sim a falar do regresso ao activo deste que vos escreve que, ultrapassadas as burocracias que impediam a sua transferência para o Sapo devido a complicações levantadas pelo seu anterior blogue (o que já de si é caricato pois este deixou de existir, tendo-se ele próprio transferido para o site supracitado), pode finalmente colocar por escrito aquilo que últimamente tem apenas verbalizado na forma oral. Com muitas asneiras à mistura, diga-se. Asneiras essas que se tentarão evitar ao máximo. Por agora.
Siga.
Na última vez que escrevi, Fernando Santos ainda era o treinador, o Benfica tinha empatado com o Leixões, e eu defendia que, longe de ser a situação ideal, a sua demissão era o melhor caminho para o clube. Como o agora treinador do PAOK não usou essa prerrogativa, porque certamente achava que continuava a ter as mesmas condições que tinha aquando do seu ingresso no clube para fazer o seu trabalho (ou seja: nenhumas, acrescento eu), lá teve de ser o Benfica a arcar com essa responsabilidade, e com o respectivo custo associado à mesma.
Optou-se então por ir buscar, com laivos de sebastianismo que não passaram despercebidos a ninguém, um treinador que tinha deixado saudades devido à sua primeira passagem pelo clube. À partida concordei com a vinda de Camacho, e agora que já passamos essa fase continuo a concordar. Tendo em conta as limitações orçamentais, penso que foi das melhores opções que o Benfica poderia ter tido. Até pela ausência de um director desportivo, que desta forma pode ser como que minimizada pela presença de um técnico que junta à vertente técnica uma visão mais abrangente que contrasta em absoluto com o absentismo crónico de que padecia o anterior treinador, e que tanto nos prejudicou. E que continua a prejudicar, penso eu.
Na verdade, este Benfica 2007/08 está longe de me convencer. Como tive oportunidade de escrever em pleno defeso, eu estava convencidíssimo de que este iria ser um "Verão gordo", isto é, que não havia volta a dar, esta época teria de ser nossa. E como garanti-lo sem fazer uso das técnicas que criticamos nos nossos amigos do norte? Com a constituição de um plantel que desse garantias reais de que pudéssemos competir competitivamente (passe o pleonasmo) em todas as provas em que entrassemos, passando o mais possível ao lado dos problemas que sempre surgem no decorrer de uma época desportiva: lesões, castigos, baixas de forma, etc. E foi isso que aconteceu, pergunta o leitor mais desatento. Não, não foi, respondo eu sem conseguir disfarçar uma tristeza que poderia até ser confundida com melancolia. Esperem, há esse sentimento de "tristeza melancólica"? Se sim, então é esse mesmo o sentimento. Se não, que se lixe, procurem vocês uma expressão que expresse isto de que vos falo. Também não queiram que seja eu a fazer o trabalho todo!
As sucessivas intervenções quer do presidente do clube quer de dirigentes de nomeada da SAD, mais do que desmentir essas minhas expectativas, só as faziam progredir, tendo mesmo chegado a níveis estratosféricos quando se começou a falar nas trutas que aí vinham e na manutenção dos principais jogadores da(s) época(s) passada(s).
Tudo isso se esfumou quando sucedeu aquilo que sucedeu e que me abstenho de recordar. Sinto-me enganado. E continuo a pensar que esta seria (seria? será!) a época decisiva para Luis Filipe Vieira no comando do clube. A confirmar-se um ano, mais um, sabático, em que os títulos se resumam a torneios de pré-época ou de menor nomeada (alô taça da liga), então temo pelo futuro de LFV na SAD do Benfica. O que será uma pena, tendo em conta o trabalho efectuado na vertente financeira, mas será, ou poderá ser, uma lufada de ar fresco de que me vou convencendo cada vez mais que o clube necessita, para aquela vertente que importa mesmo, ou seja a desportiva! Existe sempre o medo de que nos apareça aí um páraquedista qualquer, ansioso por ter os seus 15 minutos de fama, mas por isso é que o clube ainda é dos sócios, e serão estes a decidir. E decidirão bem, estou certo. Até porque já aprenderam com os seus erros recentes. Certo, caro consócio e camarada benfiquista (sem conotação partidária, atenção)?
p.s não querendo reacender (ou talvez até querendo) a discussão que por aqui se teve acerca do comportamento dos adeptos benfiquistas nos jogos disputados na Luz, não queria deixar de dar à estampa ("dar à estampa", sou só eu que acho esta expressão deliciosa?) uma declaração recente de Karagounis, numa entrevista a um jornal desportivo. E o que dizia o jogador grego? Apenas isto:
"O Benfica, só pelo apoio dos seus adeptos, que são fenomenais, devia ser campeão todos os anos..."
bola nossa
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Diário de um adepto benfiquista
Escolas Futebol “Geração Benfica"
bola dividida
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