A história de Moretto no Benfica tem sido, nem sempre por culpa de Moretto, uma “floresta de equívocos”. Desde uma contratação à estalada até uma titularidade precoce e apenas compreensível pela particular incapacidade de gestão de um balneário típica de Koeman, Moretto conheceu de tudo nos primeiros dias de Benfica.
No seu regresso, após um empréstimo (de pouco préstimo) aos gregos do AEK, Moretto viu-se atirado novamente para a baliza do Benfica. Poucos jogos depois, vi algumas defesas excelentes e a repetição de erros antigos… daqueles que denotam algo indefinível algures entre a falta de requisitos técnicos que se aprendem na formação e a “tremideira” psicológica provocada pela responsabilidade de defender a baliza de um gigante como o Glorioso.
Assim, Moretto tem tudo para ser um guarda-redes de excepção, mas não é. É um guarda-redes de excepção apenas nos momentos excepcionais em que alia uma morfologia talhada para o posto que ocupa à técnica, à inteligência e à capacidade de aguentar psicologicamente a titularidade da baliza do Benfica. Nos outros momentos, naqueles que constituem a regra das suas exibições, Moretto é a garantia de uma montanha russa de emoções nos adeptos benfiquistas. Moretto dá-me a garantia de que é possível a defesa de uma bola impossível para a maioria dos guarda-redes na mesma medida em que me faz sobressaltar quando se vê na obrigação de defender o mais inócuo dos remates. Ontem, no final do jogo da Taça da Liga com os Belenenses, vimos mais um dos momentos em que Moretto deita por terra as esperanças, a vontade e o desejo que muitos de nós, benfiquistas, tínhamos de que fosse ele o guarda-redes de que necessitamos.
Eu sei que o futebol é desporto e espectáculo, mas dispenso o espectáculo de emoções e sobressaltos que constituem as exibições de Moretto.
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a fotografia é de Luís Vieira
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