Uma vitória tranquila num jogo que até nem parecia poder ter este cenário no seu período inicial. Mas dois golos quase de rajada deixaram tudo quase decidido e permitiram-nos gerir com tranquilidade e acima de tudo sem desligar completamente do jogo, para variar. Também merecemos um jogo destes de vez em quando.

O primeiro facto assinalável foi o regresso de quatro jogadores recuperados da COVID-19. Gilberto, Vertonghen, Grimaldo e Waldschmidt apareceram de início, juntamente com o regressado Gabriel num onze onde o Cervi se manteve, regressando à sua posição de origem. O início de jogo foi pouco entusiasmante. O Benfica teve domínio territorial e criou algumas situações de perigo, mas sem conseguir finalizar na maior parte delas. Uma vez mais, alguma falta de qualidade no passe a pautar o nosso jogo, especialmente no momento de decisão. Muitas das situações de perigo acabaram por ser desperdiçadas por falta de qualidade no último passe. Do outro lado a B SAD não fez grande coisa, e o Svilar foi quase um espectador durante todo o jogo - não me recordo de uma defesa dele, a não ser num lance que foi anulado por fora de jogo. Num jogo destes há sempre o perigo do adversário marcar primeiro, porque como as coisas estão sabemos perfeitamente o rumo mais provável a partir desse momento. Mas as coisas caíram para o nosso lado pouco depois da meia hora graças a um golo caricato e algo feliz. Depois de uma saída do guarda-redes aos pés do Darwin, uma carambola entre ele, o Darwin e um defesa deixou a bola à frente do Darwin com a baliza aberta, e ele só teve que marcar. Cinco minutos depois o jogo ficou muito bem encaminhado, depois de um raro golo do Benfica na sequência de um pontapé de canto. Pontapé largo do Grimaldo, cabeceamento do Jardel a enviar a bola para junto da baliza, onde apareceu o Rafa a finalizar quase sobre a linha de golo. Na segunda parte, para a qual o Waldschmidt já não regressou, o Benfica limitou-se sobretudo a gerir, mas felizmente sem fazer daquelas 'gestões' em que entrega completamente o domínio do jogo ao adversário. Mantivemos sempre o Belenenses relativamente longe da nossa área, espreitando o ataque através de alguma transições rápidas, e quando à passagem da hora de jogo o Weigl rendeu o Gabriel ficámos ainda mais tranquilos, porque o alemão trouxe mais alguma estabilidade, quanto mais não seja por não falhar tantos passes. E aos setenta e dois minutos fechámos de vez o jogo, numa boa iniciativa do Rafa, que depois soltou a bola no momento certo para o Cervi finalizar com classe, picando a bola sobre o guarda-redes quando este lhe saiu aos pés. Até final, gestão tranquilíssima com várias substituições e até estivemos perto de marcar o quarto golo, sendo um defesa da B SAD a cortar o remate do Chiquinho sobre a linha de golo.

Destaques no Benfica para o Rafa, que terá sido mesmo o melhor em campo, e também para o Cervi, Darwin e Grimaldo, que não pareceu nada afectado pela COVID. Sem surpresas, pareceu-me que o rendimento dele subiu pelo facto de ter o Cervi a jogar à sua frente. Os dois entendem-se de olhos fechados e acho que não há outro jogador no plantel que permita ao Grimaldo jogar de forma tão solta. Fiquei bastante contente com o golo do Cervi, porque fez por merecê-lo. É uma opinião pessoal, mas gostava mesmo muito que ele não saísse do plantel, porque é um jogador que pode ser útil (como o tem mostrado) e que dá sempre tudo em campo.
A missão foi cumprida sem sobressaltos e estamos nas meias-finais da Taça de Portugal, onde vamos defrontar o Estoril. Foi positivo vermos quatro jogadores de regresso e termos um jogo ideal para que eles recuperem o ritmo de jogo - três deles fizeram os noventa minutos, aparentemente sem dificuldades de maior. Agora é preparar da melhor maneira possível, face às condicionantes (ficámos agora a saber que também o nosso treinador está infectado), o jogo absolutamente decisivo que se segue.
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