VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2018

União

Uma segunda parte arrasadora valeu-nos uma vitória justa e indiscutível perante uma das boas equipas do nosso campeonato. Uma equipa que tantos problemas já nos tinha causado esta época, e que neste mesmo jogo mostrou que isso não aconteceu por acaso - foram necessárias uma atitude e qualidade muito grandes para dar a volta ao resultado e construir esta vitória.

 

 

A novidade no onze foi a troca do João Carvalho pelo Zivkovic na posição de terceiro médio. De resto, a equipa a que já nos vamos habituando a ver como a titular. O começo de jogo mostrou aquilo que se esperava e vem também sendo habitual na nossa equipa nos últimos jogos (excepção feita ao jogo em Belém). Uma equipa agressiva, a pressionar logo a saída de bola do adversário - e sabe-se que o Rio Ave é uma equipa que gosta de sair a jogar - e a imprimir grande velocidade nas combinações ofensivas. O único senão, na minha opinião, foi uma excessiva cerimónia no momento de definir as jogadas. Sempre mais um toque, um passe, um floreado e poucos remates. Depois houve o enorme contratempo de sofrermos um golo na primeira vez em que o Rio Ave foi à nossa baliza. Foi na insistência de um canto, num lance em que houve demasiada displicência. Depois da bola ser aliviada e ir parar aos pés do Geraldes, quando este progrediu em direcção à área ninguém se lhe opôs - o Pizzi literalmente desviou-se do caminho dele - e ele entrou à vontade e cruzou para o golo. A equipa acusou este golo e começou a instalar-se o nervosismo, que ainda aumentou quando logo a seguir o Rio Ave esteve muito perto do segundo golo, num grande remate do João Novais que fez a bola embater com estrondo no poste. Nesta fase do jogo o Benfica tinha dificuldade em estabilizar o seu jogo, e os próprios jogadores pareciam estar inseguros. O Rio Ave conseguia trocar bem a bola e pressionava alto, condicionando a nossa saída de bola. O Geraldes estava a ser deixado demasiado à vontade no meio campo, onde recebia quase sempre a bola sozinho e conseguia organizar todo o jogo do nosso adversário. O Rio Ave voltou a estar perto do golo numa hesitação do Varela, que permitiu que um jogador adversário conseguisse meter-se entre ele e o Rúben Dias, redimindo-se depois com uma defesa por instinto. Mas nos dez minutos finais a nossa equipa finalmente pareceu reencontrar-se e conseguiu encostar o Rio Ave à sua área, tornando-se progressivamente mais perigosa (não sendo uma consequência directa disso, a verdade é que o Benfica começou a jogar melhor depois do infortúnio da lesão do Salvio, que foi substituído pelo Rafa) de forma a que à saída para o intervalo sentia-se que o golo estava perto de acontecer.

 

 

E esse pressentimento confirmou-se. Era importantíssimo empatar o jogo o mais cedo possível, e o Benfica fez isso mesmo. A cavalgada que tinha tido início na fase final da primeira parte foi imediatamente retomada no reinício, mesmo com o Rio Ave a ter retardado ao máximo o seu regresso das cabines. E ao fim de três minutos, já o Jardel tinha cabeceado para o fundo das redes, na sequência de um canto. A insistir sobretudo sobre o lado esquerdo, onde o Cervi e o Grimaldo estavam com uma dinâmica fortíssima e nesta segunda parte contaram com muito mais colaboração da parte do Zivkovic, o Benfica tinha o Rio Ave encostado às cordas e não ganharmos este jogo era nesta altura um cenário cada vez mais improvável. Faltava a cambalhota completa no resultado, que aconteceu aos sessenta minutos em mais uma investida pela esquerda. Desta vez até foi o Jonas quem entrou por ali e fez o passe atrasado para o remate do Pizzi - pareceu-me no estádio que o Pizzi sofreu falta quando queria rematar (seria penálti) mas ainda conseguiu tocar na bola o suficiente para a desviar do Cássio e fazê-la rolar devagarinho para dentro da baliza. Mas isto não era suficiente para o Benfica, que continuou com um ritmo diabólico a vulgarizar um rio Ave que, nesta fase, já parecia acusar o esforço da primeira parte para pressionar o Benfica no campo todo. Por isso foi com toda a naturalidade que aos setenta e um minutos apareceu o terceiro golo, pelo inevitável Jonas. Masi um pontapé de canto, mais uma vez o Jardel a ganhar nas alturas, e desta vez fez a bola cair nos pés do Jonas que ficou sozinho em frente ao Cássio para finalizar. Para uma equipa acusada de não ter sistema e de não trabalhar bolas paradas dois golos de canto já eram bons, mas melhor ainda são três. O que aconteceu aos oitenta e três minutos num cabeceamento fulgurante do Rúben Dias. Primeiro golo do nosso jovem central no campeonato, celebrado de forma eufórica. E mesmo assim acho que todo o estádio da Luz sentia que as coisas não ficariam por aí. O Benfica tinha o adversário de rastos e não mostrava qualquer tipo de piedade, continuando a massacrá-lo à procura de mais golos. Uma investida do Rafa pela direita, a três minutos do final, resultou num cruzamento rasteiro para o Jiménez (que tinha entrado para o lugar do Jonas) concretizar facilmente à entrada da pequena área. E só não houve mais um golo porque o mesmo Jiménez, depois de um bom trabalho individual, fez um mau remate quando até poderia ter tentado o passe para o Zivkovic.

 

 

Destaque neste jogo para o Jardel, fundamental no início da reviravolta, mas também para o Rúben Dias. É certo que foi batido pelo ar no lance do golo do Rio Ave, mas no resto do jogo conseguiu diversos cortes de grande dificuldade e ainda foi lá à frente marcar um golo. No dia em que o nosso capitão Luisão decidir arrumar as botas, no centro da nossa defesa moram actualmente os dois que lhe sucederão nesse posto. A nossa asa esquerda, com o Cervi e o Grimaldo, esteve em grande uma vez mais. Agrada-me sempre em particular o Cervi. Está numa forma fantástica e dá uma enorme dinâmica ao nosso jogo. É frequente vê-lo aparecer no meio ou até na direita, e joga sempre a um ritmo elevadíssimo, ajudando a defender quando é necessário e lutanto por cada bola como se fosse a última. Quero mencionar também o Fejsa, que durante a primeira parte teve momentos em que estava praticamente sozinho naquele meio campo, já que pouca ou nenhuma ajuda recebia do Pizzi (sobretudo) e do Zivkovic. E por último o Jonas, que voltou a picar o ponto.

 

Foi bom ver que o percalço em Belém não afectou a equipa, tal como não a afectam os sucessivos e vis ataques ao Benfica que continuam a ser perpetrados quase diariamente na comunicação social. Tudo isso apenas nos une ainda mais. Une os jogadores, e une os benfiquistas no apoio à equipa - foram mais de cinquenta e três mil os espectadores que disseram 'presente'. Já tentaram fazer-nos o enterro por diversas vezes esta época, mas chegados aqui continuamos na luta pelo pentacampeonato, e nesta fase parece-me que sendo a equipa que melhor futebol está a apresentar. Aguardo pelas próximas acções de desespero por parte dos nossos inimigos se este momento teimar em manter-se.

 

P.S.- Uma arbitragem simplesmente deplorável da parte do Manuel Oliveira, a quem infelizmente já vamos ficando habituados. O facto de mesmo assim termos conseguido dar a volta ao resultado e acabado com uma goleada diz muito sobre a qualidade do nosso jogo.

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publicado por D`Arcy às 00:42
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17 comentários:
De E Pluribus Unum a 5 de Fevereiro de 2018 às 02:20

"Uma arbitragem simplesmente deplorável da parte do Manuel Oliveira, a quem infelizmente já vamos ficando habituados. O facto de mesmo assim termos conseguido dar a volta ao resultado e acabado com uma goleada diz muito sobre a qualidade do nosso jogo."

Caro D'Arcy, com tua permissão coloquei como prefácio, a ultima parte desta tua crónica sobre o jogo BENFICA - Rio Ave.

Eu, já cansado de ver e sentir esse anti-Benfiquismo declarado da maioria dos apitadores, alertei para essa situação num comentário enviado para o teu post anterior.
SEMPRE A MESMA MERDA , e nós Benfica ainda "abanamos o rabinho" aos apitadores, dizendo que eles são bons, bla,bla,bla,
BONS O CARALHO. São é uns GRANDES FILHOS DA PUTA com medo de oporco CORRUPTUS e riporting de alvaLADRA, e sempre a ROUBAREM E A DESRESPEITAREM o BENFICA, que além de ser o Maior e Melhor Clube português, é também o que em matéria de SERIEDADE E HONESTIDADE não tem comparação neste cantinho à beira-mar plantado, mas que os filhos da puta dos nossos INIMIGOS CORRUPTOS E MAFIOSOS, tudo fazem com a ajuda de diversos jornaLIXEIROS para acusarem o nosso Benfica das suas próprias práticas CRIMINOSAS.

É isso que a nossa Direcção e Presidente têm de dizer ALTO E BOM SOM e as vezes que forem necessárias, que é para os VERDADEIROS CRIMINOSOS OUVIREM BEM.
E EXIGIR ao governo português e às instituições MP e PJ que INVESTIGUEM, mas que INVESTIGUEM BEM os VERDADEIROS CORRURPTOS, pois o LIXO que medra no futeboleco PORCOguês tem assento noutras paragens, como todos saberão, lá para os lados de contumil/Antas e de telheiras/alvaLADRA.

A última denúncia, que tendo aparecido num blog qualquer e depois difundida pelos pasquins jornaleco de notícias e correio da merda diz que há um BENFIQUISTA espião metido na PJ ou MP a informar os dirigentes do Benfica do andamento dos processos, bla,bla,bla..

Que gentalha DEMENTE. Já estou a prever a próxima denúncia: Vão anonimamente denunciar que tanto o bimbo da bosta como o TRINCA BOLOTAS burro de parvalho afinal não são dragartos, são BENFIQUISTAS INFILTRADOS naqueles dois clubecos às riscas!!!!!

Que ESCARRO. Na realidade lamento mesmo que o nosso BENFICA seja obrigado, por razões geográficas/nacionais, a partilhar relvados e pavilhões e demais recintos desportivos com esses ASQUEROSOS E TRAIÇOEIROS INIMIGOS.

TUDO DO PIOR PARA ELES É O QUE EU SINCERAMENTE DESEJO. SEMPRE.

Falando do jogo, refiro que a vitória é JUSTÍSSIMA, mas a nossa primeira parte foi deveras DEPRIMENTE.
Não sei como reagiríamos se aquela bola que vai ao poste tivesse dado o segundo golo aos vilacondenses.
A equipa apresentou um comportamento BIPOLAR, o que não é nada de novo, pois tal já tinha acontecido na jornada anterior no Restelo (1-1 milagrosamente no último segundo do jogo, depois de termos estado a perder).
Muitas vezes dá a ideia que a nossa equipa começa o jogo a pensar que ainda estão no hotel a ouvir música ou a ler qualquer romance!!

Tem de haver mais, mas muito mais ATITUDE, GARRA, LUTA, QUERER, ABNEGAÇÃO, ORGULHO, etc,etc,etc, pois só dessa forma se poderá defender e honrar o nosso MANTO SAGRADO VERMELHO.
Nesse aspecto, se todos fossem como o nosso jogador mais pequenino - pequenino apenas fisicamente, porque no resto é o MAIOR -, o nosso querido Franco Cervi, argentino de nacionalidade, se todos fossem como ele, dizia eu, seríamos PENTA-CAMPEÕES de CERTEZA ABSOLUTA.
Faz tudo o que faz uma VERDADEIRA ÁGUIA, parece mesmo que nasceu no Estádio da Luz. É PROFISSIONALÍSSIMO e vê-se que se apaixonou pelo Benfica.

Jonas marcou mas se afinar a pontaria e decidir melhor as jogadas pode marcar muitas vezes mais do que um golo por jogo.
RAFA, grande jogador, Grande trabalho no nosso 5º golo. Já tinha sido decisivo contra o riporting na Luz ao abrir jogo para a esquerda numa situaçpão apertada com dois adversários, e depois a aparecer na cabeça da área a rematar e a ganhar o penalty para Jonas FACTURAR.
Para mim, é muito mais jogador do que Sálvio, que neste momento me parece algo cansado/lento e um pouco egoísta.

SÁBADO em Portimão é preciso entrar a 200 à hora para se poder sair em velocidade de passeio.
SOMOS OS MELHORES. TEMOS OBRIGAÇÃO DE SER PENTA-CAMPEÕES.
Com ONZE/CATORZE mentalidades tipo CERVI, o PENTA SERÁ UMA REALIDADE NATURAL.

SLB4EVER & EVER
De antonio fonseca a 5 de Fevereiro de 2018 às 08:53
Bom dia,

Mais um grande comentário, sobre o grande jogo da nossa equipa, mormente na segunda parte.

Na da mais a acrescentar àquilo que DÀrcy já disse. Pena foram os dois pontos deixados em Belém, porque nesta altura já tínhamos deixado para trás os lumiarenses e estava-mos colados aos corruptos de contumil.

Sobre os ataque vis como refere o DÀrcy, surge mais um: Os corruptos constituíram-se assistentes do caso atual que tem como arguido (e não réu) o nosso presidente.

É de bradar aos céus, eles que deviam ter vergonha na cara e não cuspir para o ar tornam-se virgens puras!!!.

Como diz o outro deixem-nos andar que no fim as contas vão fazer-se.

Saudações benfiquistas.

De anti-burros a 5 de Fevereiro de 2018 às 10:02
Três golos na sequência de cantos. Quando se fazem cruzamentos com qualidade, as coisas arriscam-se a correr bem - ao contrário do jogo anterior, em que parecia que estavam a tentar que cada cruzamento accionasse os alarmes das torres de controlo dos aeroportos portugueses.

Carrega, Benfica. Rumo ao Penta!
De Manuel Afonso a 5 de Fevereiro de 2018 às 10:29
Hoje não vou perder um minuto que seja com talibans. Com tudo o que se tem passado, o seu posicionamento merece apenas o meu profundo desprezo.

O D'Arcy diz quase tudo, e eu apenas vou reforçar um ou dois pontos.
53.000 na Luz, com um frio de rechar, para estar junto aos nossos. Para mostrar que podem continuar a atacar o Benfica, das formas mais vís e miseráveis, que só nos faram mostrar uma e outra vez o que é o Benfiquismo. E Benfiquismo é também saber estar com os nossos nos maus momentos.

Já não há Benfiquista que não tenha percebido, a não ser entre os culpados, que o grupo cofina e companhia, não passam de agências de propaganda anti-Benfiquista mal disfarçadas.
Já não há Benfiquista, a não ser entre os culpados, que acredite no que quer que seja dito ou escrito por jornaleiros avençados que revolvem o solo lá nestas pocilgas.

O próximo passo de apoio ao Benfica é não ler, não ouvir, não clicar, não nada que envolva qualquer interação com as plataformas de propaganda desta gentalha.


Sobre futebol jogado, depois do tropeção mais ou menos previsível contra o Belenenses, ainda que injusto mas assim é o futebol, voltamos ao caminho da evolução em aprendizagem.
E sobre esta evolução em aprendizagem, queria falar do João carvalho, de uma forma que nunca faria a comentar o último jogo.
O João Carvalho, calculando que fosse entrar de início em Belém, foi um dos motivos para não estar confiante para esse jogo.

Diz-se que pensa com o dobro da velocidade dos outros. Pois que pense com metade dessa velocidade, e execute com o dobro da que revela. Assim, não vai lá. No futebol dos dias de hoje é preciso intencidade. Ele não tem nenhuma. E fetiches, para mim só os sexuais.

O Rui Vitória, que de parvo não tem nada, tentou desta vez o Zivkovic. Em boa hora, digo eu. E sim, D'Arcy. Quando aqui o sugeriste tive mesmo mesmo para concordar contigo. Não o fiz e agora só tenho que enfiar a viola no bolso. A paternidade da ideia é só tua.

O Zivkovic tem a intencidade suficiente para jogar naquela posição. E que para mim nunca seria suficiente para jogar nas alas.
É preciso é que consiga manter o seu ritmo de jogo do primeiro ao último segundo.
Para primeiro ensaio a sério, depois de mais de dois anos a jogar muito pouco ou nada, deixou-me a querer vê-lo novamente. Sem qualquer dúvida.

E por falar em não ter dúvidas, o Lucas Evangelista está para o Estoril de agora como estava o nosso Jardel para o Estoril de há uma data de anos atrás. Mas o que raio está ali a fazer?!?
Diz-se que já está contratado pelo Benfica. Se não está devia estar.

E já que falei do Jardel, alguém escreveu há uns dias que se tratava do nosso jogador razoável preferido. Razoável sou eu de cuecas.
O Jardel é de longe o nosso melhor defesa central, o melhor defesa central do nosso campeonato, e um dos grandes defesas centrais da Europa. E ainda bem que o seu empresário não é o José Veiga, ou já teria sido vendido por muitas dezenas de milhões de euros.

Mas muito mais importante do que ser um enorme jogador, é ser o jogador que vai receber a braçadeira de capitão pela mão do Luisão. RESPEITO. Muito respeito, se faz favor.

Entretanto, e para terminar, parece que já passámos o putativo campeão nacional da última década e das décadas que hão-de vir. Já passámos a equipa com o melhor treinador, com o melhor plantel e o melhor futebol.
Isto não me surpreende nem me alegra. É apenas uma inevitabilidade que diz muito sobre o que não fizemos até agora, e nada mais do que isto.
De um clube perdedor, que precisa de calma e tranquilidade como de pão para a boca, e é liderádo por dois lunáticos certificados, não se pode esperar qualquer tipo de concorrência válida.

O que me interessa é o que vamos fazer contra o próximo adversário. O que me interessa é a forma como a equipa se vai apresentar contra o único adversário que nos pode roubar pontos na próxima jornada.
Pés bem assente no chão, cabeça no trabalho, e vamos a isto, rapazes.

De Henrique Teixeira a 5 de Fevereiro de 2018 às 11:43
Análise ao jogo feita com a qualidade e rigor habituais.
De facto a 2.ª parte do Benfica foi avassaladora. Há quantos anos o Benfica não marcava 5 golos sem resposta só numa parte do jogo a uma equipa da primeira liga? não sei. Esperemos que a lesão de Salvio não seja grave, porque apesar de egoísta e mau finalizador é jogador de qualidade, mas com a entrada de Rafa a equipa melhorou muito. Confesso que já há muito vinha desejando que o treinador o utilizasse, porquie ele já mostrou noutros jogos a sua utilidade. É o jogador mais rápido da equipa e isso pode ser fundamental em muitos jogos, nomeadamente quando entra como substituto e apanha os adversários cansados.
Também me parece que para o lugar de Krovinovic a melhor solução é Zivkovic. João Carvalho é jogador de grande futuro, mas contra o Belenenses viu-se a diferença.
Tinha esperanças em pontos perdidos pelo Porto, mas tal não aconteceu. Sempre pensei ser esta a equipa mais difícil de dobrar, e a derrota do Sporting veio dar mais força ao meu pensamento.
Aquele empate no Restelo não podia ter acontecido. Há que ganhar todos os jogos até ao fim e continuar a contar com arbitragens como esta última.
Vamos Benfica.
De António Matos a 5 de Fevereiro de 2018 às 16:08
Será exigir muito aos jogadores, agora que apenas disputam 1 encontro por semana, que joguem os 90 minutos de cada partida, com a mesma garra e intensidade com que jogaram os últimos 45 do jogo vs o Rio Ave?
De Dias Pereira a 6 de Fevereiro de 2018 às 02:04
Boa noite.
Se o jogo tivesse sido apenas a segunda parte, estaria satisfeito pela prestação da equipa e, obviamente, pelo resultado. O problema é que tivemos uma primeira parte absolutamente deplorável, imprópria de uma equipa que quer ser qualquer coisa na vida...
O que vi na primeira parte foi mau demais. E foi-o desde o início, ao contrário do que tenho visto escrito por aí. A entrada em jogo não foi a que deveria ter sido e, desde o início que se viu um adversário a pressionar, com mais intensidade sobre a bola, muito mais objectivo e incomparavelmente mais assertivo no seu futebol. A nossa equipa apareceu muito macia, a deixar-se pressionar muito e a não ser capaz de urdir dois passes com um mínimo de qualidade. Com um meio campo muito pouco determinado, o adversário foi jogando como quis, embora também não tenha criado especial perigo. Sintomático da nossa postura em campo, foi o lance do golo, logo aos 10 minutos, numa situação em que a bola rechaçada da defesa, na sequência de um canto, não foi convenientemente atacada - embora tivesse sido jogada para o espaço imediato entre dois dos nossos, Pizzi e Sálvio, salvo erro... - e foi deixada à mercê um adversário, que progrediu com ela e ainda viu uma abordagem muito conservadora do Fejsa, foi à linha e cruzou atrasado para a pequena área, onde Rúben Dias se deixou bater incompreensivelmente, deixando espaço para o remate de cabeça do adversário, que acabou por entrar junto ao poste esquerdo, com Varela a ser muito mal batido...
Se tivessem ficado dúvidas acerca da atitude da equipa, pautada por grande displicência e alguma sobranceria, num lance quase imediato ficaram dissipadas as dúvidas. Mais um raide de um adversário, desde a zona central do terreno até às imediações da nossa área, e um remate potente e colocado, executado sem a competente oposição dos nossos jogadores, a levar a bola a embater na base do poste direito da nossa baliza. E, um pouco mais tarde, mais uma perigosíssima incursão, desta vez pela zona central, salva por um corte providencial do Rúben Dias.
Em suma, além de, naquela fase, estarmos a ser terrivelmente atabalhoados e inconsequentes no ataque, ainda nos expúnhamos repetidamente ao contra-golpe do adversário...
É frustrante ver, em nossa casa, o adversário trocar a bola, calmamente, a toda a profundidade do campo, pondo a nossa equipa a cheirar a bola e a correr de um lado para o outro e, quando se ganha a bola, as nossas acções de ataque serem pouco mais que inofensivas e, no contra-golpe, sermos meros espectadores da progressão adversária.
É frustrante ver como decidiram quase sempre mal os nossos atacantes, como foram invariavelmente pobres e inconsequentes os seus remates, e como a defesa adversária se permitiu resolver, sem grandes sobressaltos, as nossas investidas. Por essa altura, o meu estado de espírito era de absoluta desolação...
E foi apenas depois do Sálvio ter saído, por lesão, que as coisas começaram a mudar, embora sem grandes resultados. Sálvio tem-me irritado profundamente, porque insiste invariavelmente em jogadas individuais, perde 4 em cada 5 lances, não mostra qualquer tenacidade física na disputa dos lances, e compromete inúmeras vezes na manobra defensiva.
Na segunda parte a postura inicial foi um pouco mais condizente com o que seria necessário e, embora sem grandes alardes de qualidade, o futebol foi sendo mais incisivo. É verdade que as coisas correram - ao contrário da primeira parte... - bem mais a contento, com o golo do empate a aparecer logo aos 4 minutos. Esse golo acabou por ser um tónico para a equipa e para as bancadas. E se a qualidade continuou a não ser muita, a vontade e o querer apareceram multiplicadas. Apesar de tudo, alguma felicidade no modo como aconteceram os segundo e terceiro golos, em jogadas algo embrulhadas. Daí para a frente o adversário foi ao tapete e, na verdade, o resultado até poderia ter sido mais expressivo, se a qualidade e a eficácia fossem outras.
A questão é que a jogar com a irregularidade como o fazemos, com a qualidade e eficácia que maioritariamente vimos demonstrando, não vamos a lado nenhum...
Se, com o Portimonense, jogarmos como o fizemos com o Rio Ave, então será muito difícil vencer a partida.
A bola está do lado da equipa...
Saudações benfiquistas!
Viva o Benfica!
De D`Arcy a 6 de Fevereiro de 2018 às 03:28
Caro Dias Pereira, peço desculpa, mas não concordo mesmo nada com a apreciação que faz à nossa exibição. Consigo comprrender graus de exigência elevados, mas isto parece-me uma visão puramente negativista e demasiado influenciada por má vontade. Foca-se única e exclusivamente nas coisas más e ignora as coisas boas, que superaram largamente as más. E se vencer por 5-1 uma das melhores equipas da nossa liga merece uma apreciação dessas, então a minha conclusão é que a sua bitola exibicional é simplesmente inatingível. Não poderá haver exibição ou resultado que esta equipa consiga que o vá deixar satisfeito.
De E Pluribus Unum a 6 de Fevereiro de 2018 às 15:08

Caro D'Arcy, com todo o respeito que tenho pelo teu Benfiquismo - extensivo naturalmente a TODOS OS VERDADEIROS BENFIQUISTAS - , e concordando em termos gerais com a tua análise a este jogo BENFICA-Rio Ave, devo no entanto dizer que o comentário do nosso companheiro de BENFIQUISMO, Dias Pereira, retrata com FIDELIDADE QUASE ABSOLUTA o que foi a primeira parte deste nosso jogo!!! BRILHANTE.
Dias Pereira, além de ser possuidor de grande LUCIDEZ, vê o jogo com os olhos e com a alma, mas também com o cérebro livre e independente, e isso permite-lhe ver realmente a VERDADE.

BRILHANTE!! Um Benfiquista que apenas relata a REALIDADE, e não as fantasias que qualquer um "pode ver" para mascarar os acontecimentos.

Li com toda a atenção tudo o que escreveu, quase minuto a minuto, descrição verdadeira e fiel, e.... na realidade está lá TUDO.
Sei também o quanto sofre ao ter de dizer o que viu naquela primeira parte DEPRIMENTE /DEPLORÁVEL, cuja prestação da nossa equipa é a ANTÍTESE PERFEITA do que deve, e tem de ser uma EQUIPA do nosso BENFICA.

Claro que na segunda parte as melhorias foram notórias, os golos acabaram por aparecer - não têm apenas de aparecer, têm de ser FORÇADOS, FORÇADÍSSIMOS A APARECER, o que é bem diferente -, e portanto a vitória tornou-se normal, natural, INQUESTIONÁVEL.

Mas não se iludam os mais optimistas, porque no próximo jogo em Portimão (Sábado 10-02-2018 às 20:30 Horas) se o registo tristérrimo e frouxérrimo que se viu na primeira parte deste jogo se mantiver, será infelizmente DERROTA PELA CERTA.

Por isso, ao mesmo tempo que se deve aplaudir a equipa pela segunda parte bem melhor, devemos EXIGIR-LHES entrega total, luta, arreganho, correr e saltar mais do que os adversários, enfim, VOAREM COMO ÁGUIAS, COMO VERDADEIRAS ÁGUIAS REAIS, pois, não tenhamos ilusões, essa é ÚNICA FORMA de se poder ser PENTA-CAMPEÃO NACIONAL.

Passes e passinhos de meio metro e de metro e meio por entre um emaranhado de jogadores adversários, em que a bola a maior parte das vezes anda aos repelões para a frente e para trás e para a esquerda e a seguir para direita, etc,etc,etc,.. isso não dá nada. Já não se usa e é o caminho mais directo para o INSUCESSO.

PORCOCANALgate, Tudo ou quase tudo CALADINHO. Nada de admirar no reinozeco dos jornaLIXEIROS COVARDES E VASSALOS ao porco do oporco corruptus.
Um aplauso para a excepção do Jornal I, que foi o ÚNICO com colhões para noticiar mesmo em letras garrafais na sua primeira página esse FINANCIAMENTO ENCAPOTADO de Câmaras do norte do país a esse canalzeco que já estaria SUSPENSO se de facto Portugal não fosse um paiseco da treta e fosse um PAÍS A SÉRIO.
Assim tipo Inglaterra, USA, França, Alemanha, Espanha, and so on, and so on, and so on,....

Pela VERDADE E PELO SL-BENFICA. TUDOOOOOOOOOOOOO.

BENFICA BENFICA BENFICAAAAAAAAA.. Sempreeeeeeeeeeeeeee, o Maior e o Melhorrrrrrrrrrrrrrr.
SEM COMPARAÇÃO.
De Dias Pereira a 6 de Fevereiro de 2018 às 19:41
Caro D'Arcy,
Como é natural, não existe, obviamente, qualquer má vontade da minha parte; existe é uma vontade muito grande de ver a minha equipa jogar o que pode, e deve.
Faço minhas as palavras de António Matos que no seu comentário perguntava "Será exigir muito aos jogadores, agora que apenas disputam 1 encontro por semana, que joguem os 90 minutos de cada partida, com a mesma garra e intensidade com que jogaram os últimos 45 do jogo vs o Rio Ave?"...
É, para mim, absolutamente compreensível que faça reparos ao que está menos bem, porque o que está bem, está bem. Além disso, no Benfica - tal como em outras paragens... - as críticas produzem, habitualmente, mais impactos do que os elogios. E estes, muitas vezes, resultam em retornos indesejáveis, como se tem visto diversas vezes.
É verdade que me poderia ter referido satisfeito com a garra do Jardel, com a asfixiante energia e entrega ao jogo do Cervi, com a sagacidade do Raul Jiménez ou com o crescendo de qualidade do Zivkovick. Mas o que nos deve orientar é a correcção do que a equipa, e alguns atletas individualmente, fazem menos bem, ou definitivamente não fazem, durante o jogo. E é isso que nos deve merecer atenção, porque é o que nos pode levar ao insucesso, como tem sucedido.
Na verdade, o meu grau de exigência elevado significa, apenas, não aceitar a displicência que foi patente, em vários jogadores, no lance que deu o golo do Rio Ave, e nos lances que poderiam ter originado o ampliar do resultado, durante a primeira parte do jogo. Significa, apenas, não aceitar que durante todo o jogo não se faça um remate à baliza, de meia distância, digno desse nome, que não seja mais do que um passe ao guarda-redes adversário. Significa, apenas, não aceitar que se percam consecutivamente duelos individuais, por se insistir, até à exaustão, nesse tipo de situação, ou por se abordarem os lances com uma atitude física inconsequente, ou inadequada. Significa, apenas, não aceitar que não se seja assertivo e determinado na abordagem do jogo, deixando os adversários progredirem sem serem incomodados, executarem passes sem oposição e rematarem sem serem estorvados minimamente.
A primeira parte do jogo com o Rio Ave, tal como em situações anteriores, foi tudo o que descrevi acima. Ou não foi?
A minha bitola exibicional não é inatingível. Longe disso! Para se conseguir uma exibição que agrade, quase que bastará que a equipa seja determinada, não seja displicente nem revele sobranceria, jogue com garra e intensidade e seja minimamente constante e eficaz. A qualidade aparecerá, mais ou menos vezes, mas, se se cumprirem os pressupostos referidos, o resultado do jogo será, quase invariavelmente, sempre a contento das nossa cores. É evidente que a fasquia tem de ir sendo colocada sempre mais acima, à medida que formos evoluindo. Esse é o processo que deve ser privilegiado, porque é o que conduz à excelência. Que todos queremos.
Contudo, infelizmente, o nosso futebol tem sido feito de constantes - demasiados!... - tropeções. Apesar de alguns momentos mais agradáveis, que se saúdam vivamente.
E, o resultado deste acelerar e desacelerar, ser competente e depois incompetente, ter atitude e depois deixar de ter, mostrar trabalho e depois cair na displicência, à mistura com alguns erros de casting, performances paupérrimas e gestões, técnicas e desportivas, inenarráveis, é a época deplorável - independentemente do que possa vir a acontecer até Maio... - que a equipa está a fazer, que nos deixou fora de tudo o que estava em disputa ainda antes de meio da época.
Aceito, e respeito, sempre, as opiniões de todos. Tenho, contudo, a minha.
Serei um pessimista? Para alguns, talvez. Mas eu tenho a firme convicção de que, independentemente da enorme paixão que tenho pelo Benfica, sou puramente objectivo e sistemático nas análises que faço.
Tenho um desejo imenso de ser desmentido e contrariado pelo futuro imediato, mas, infelizmente, não nutro grandes expectativas.
Se continuarmos a jogar apenas menos mal nas segundas partes - ou nas primeiras... - temo que venhamos a recolher muitos mais dissabores nos próximos tempos.
Termino este comentário como terminei o anterior: "A bola está do lado da equipa...".
Saudações benfiquistas!
Viva o Benfica!

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