VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015

Momentos de ridicularidade, de estupidismo e de hipocrisidez.

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O Sportém, agremiação que muito faz pelo humor neste país e que é presidida por um antigo membro de uma claque (e que se continua a comportar como lá estivesse no meio) - legalizada e apoiada oficialmente pela direcção do Sportém, que incendiou parte do Estádio da Luz, que se comportou como gado bovino com o cio durante os minutos de silêncio em honra do Bento, do Eusébio e do Coluna, e que todas as semanas mostra faixas ordinárias, que apelam à violência e descem à mais baixa condição humana (e que sim, brincam com a vida humana, já que agora se fala muito nisto) - resolveu cortar as relações com o clube que norteia as suas vidas (o que demonstra no mínimo ingratidão) por este não repudiar uma faixa (também ela ordinária) exibida por meia dúzia de adeptos parvos do Benfica, de forma individual, sem o patrocínio do Benfica, e que não representam, decididamente, os seus adeptos. Isto nem sequer é ironia e, decididamente, não é fina. É hipocrisia, e da grossa.

 

Esta estratégia de vitimização hipócrita e manipulação da imprensa desportiva amestrada por parte da lagartagem tem sido ao longo dos anos a principal estratégia para a abordagem a, bom, basicamente, quase tudo. É de uma “ridicularidade” que nem o Presidente da Liga dos Bombeiros (que queimou as finanças municipais de Vila Nova de Poiares - e isto sim, é fina ironia) consegue atestar. O Presidente da Liga dos Bombeiros e Vice-Presidente do Sportém, esse exemplo vivo de coerência que, como bom bombeiro, condenou veementemente o incêndio causado por adeptos do Sportém no Estádio da Luz. Ah, esperem, dizem-me que afinal não...

 

Podia vir aqui falar dos pirómanos instigados pela direcção da lagartagem que colocaram gente e a estrutura de um estádio (construído sem favores da banca nem esmolas da Câmara) em perigo (pode-se considerar isto também tentativa de homicídio, Parvalho?), dos castigos e multas que isso nem sequer gerou, da factura desses estragos que está por pagar, dos depósitos canhestros em contas de fiscais de linha para incriminar outros, das faixas repugnantes a ofender o Eusébio depois da sua morte, da extrema elegância das publicações no twitter oficial da lagartagem (em provocações sistemáticas ao Benfica, e a responder - porra, é incrível, isto - a adeptos individuais do Benfica), das declarações sistemáticas e ordinárias do Burro Parvalho sobre o Benfica, do vandalismo a estabelecimentos comerciais de árbitros que resolvem arbitrar sem favores ao Sportém, do vandalismo e destruição de murais e a estátuas alusivas ao Benfica (tanto em residências particulares, como em Casas do Benfica), da proibição do uso de cachecóis do Benfica no alvalixo sem ser na zona destinada às claques (desafio-vos a dizer que alguma vez viram isso no Estádio da Luz), das agressões a adeptos com símbolos do Benfica no alvalixo com a conivência dos seguranças (desafio-vos a dizer que alguma vez viram isso no Estádio da Luz), das t-shirts ordinárias da claque da lagartagem que estiveram na génese deste escalar de palhaçada. Podia, mas não tenho tempo, percebem? Porque material, ui, disso há muito. Não estou para isso, a hipocrisia é de difícil cura, e os lagartos estão em fase terminal, muito para além de ajuda médica.

 

É de uma bizarra desonestidade intelectual pensar que se pode continuar a invocar um incidente trágico de 1996 – praticado por um indivíduo que não se pode confundir com a massa adepta do Benfica ou com o Benfica - para desculpar toda o festival de produto intestinal que a lagartagem faz a toda a santa hora. Ou que se pode vomitar agora que “não têm moral para falar” porque um palhaço resolveu lançar petardos no jogo de Domingo. É como argumentar, por exemplo, que os tibetanos não têm moral para se queixar das agressões da República Popular da China porque houve um tibetano que uma vez deu um tiro num chinês. Percebem o quanto esta linha de raciocínio é ridícula? Não fui eu, não foi a massa adepta do Benfica, nem foi o Benfica que lançaram o very light em 96 ou que lançaram petardos no Domingo, e dizer que não temos moral para falar e denunciar os comportamentos imbecis do Parvalho e discípulos por causa disso é não perceber nada, é confundir tudo, é ser estúpido.

É estúpido confundir a filhadaputice oficial e ratificada pela direcção de um clube na recepção a outro – as ameaças a quem tenciona ir para a tribuna do alvalixo, a omissão do 11 do Benfica, o “hino” (slb slb sblb fds slb) do Sportém, a palhaçada do “visitante”, a ordinarice do speaker, as faixas das claques legalizadas a ofender o Eusébio e adeptos falecidos do Benfica, e a desejar a morte aos demais - com a bestialidade de animais que não têm lugar dentro de um estádio de futebol. Bestialidade essa que é semelhante à de animais que começam a incendiar estádios, instigados, aí sim, por elementos da direcção de um clube que deviam ser responsabilizados.

Não fui eu nem foi o Benfica que atiraram petardos, foram idiotas a título individual. Mas é o Sportém que apoia oficialmente as suas claques e foi a direcção do Sportém que promoveu a inacreditável recepção de Domingo, foi a direcção do Sportém que foi moralmente responsável pelo incêndio no Estádio da Luz (pela mão do Cristóvão dos depósitos de 2.000 euros), foi a direcção do Sportém que nunca repudiou esse incidente, foi a direcção do Sportém (que é quase a mesma coisa que uma claque) que não repudiou nunca faixas ofensivas sobre a morte do Eusébio, foi a direcção do Sportém que nunca repudiou faixas ofensivas sobre a morte de adeptos do Benfica.

 

Moral? Enganam-se, não têm moral nenhuma para invocar rigorosamente nada. Nunca tiveram, desde os tempos de clube do regime no Estado Novo (ao invés da ideia que hipocritamente tentam fazer passar há anos pela comunicaçao social amestrada), dos dirigentes que acumulavam cargos no Sportém e na PIDE/DGS, passando pelos tempos em que tentaram fazer acordos com o porto para acabar com o Benfica. Nem nunca hão-de ter, porque nasceram tortos e nunca se endireitaram. Por isso, pseudo-lições de moral vindas de quem vem, não as aceito. Não as aceito e devolvo-as, com a dignidade tranquila de quem vive em função de um caminho próprio e de quem sabe o que é justo, seja ao minuto 92, ao minuto 94 ou pela eternidade fora.

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:50
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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

O Benfica na ponta dos dedos

 

 

Desde que acabou o jogo de ontem - durante a interminável viagem de volta e através da noite escura, assombrada e mal dormida – passei o tempo a tentar integrar isto (esta facada nas costas) que nos aconteceu na minha concepção do mundo, a tentar perceber como é que este pontapé do destino tem lugar no meu sistema de valores, na percepção que tenho das coisas, da existência, no sentido da vida. No fundo, sendo honesto, a tentar desesperadamente arranjar uma estrutura que alicerce uma forma de reacção a isto tudo, a esta dor, esta morte surda e injusta.

 

Percebo, envergonhado, que é uma perda de tempo: a resposta devia ser imediata e apenas não o foi por força do cansaço extremo da viagem a Amesterdão, do preço que isto teve no meu corpo, da dor aguda na alma que me tolda os sentidos e o discernimento.

 

A resposta é desarmantemente simples. Reage-se a isto da única forma que é fiel àquele momento cravado no tempo em 1904 que alumia (especialmente nos momentos mais negros), com uma chama imensa e pura, o caminho do Sport Lisboa e Benfica e dos Benfiquistas; da única forma que isto de ser do Benfica exige: levantamo-nos, sacudimos a poeira, olhamos para aquele símbolo imortal e honrado, amparamo-lo e abraçamo-lo por entre as lágrimas, e preparamo-nos, de cabeça erguida e com um orgulho inabalável, para a próxima luta. Não há - não há - outra forma de reagir que não nos atraiçoe naquilo que somos.

 

De ontem o que me fica, agora que as nuvens permitem ver algum sol, é Orgulho por pertencer a esta alma imensa. Orgulho por - como a imagem ilustra – ter lá estado literalmente a segurar o meu Benfica na ponta dos dedos.

 

Força, Benfica! Sempre, e para sempre.

 

 

Numa nota mais pessoal, também serviu, esta provação, para fazer uma filtragem muito útil e reveladora - que, percebo-o, urgia fazer - na minha teia de relacionamentos e amizades. As conclusões, na verdade (e digo-o, sinceramente, com o coração aquecido por isso), só vieram confirmar e vincar o que tenho tido para mim. Os meus melhores amigos – verdadeiros, do peito, aqueles que estão connosco sempre, que nos amparam – são os meus melhores amigos. Conhecem-me profundamente, sabem o que isto significou para mim, a dor que me dilacerou e me rasgou o peito, respeitam isso, respeitam-me, e ampararam-me e seguraram-me nas suas mãos. E falo aqui – além, obviamente, dos meus amigos, companheiros de sempre, que comigo fizeram a inesquecível viagem a Amesterdão - de amigos do Sporting e do Porto. Gente que me orgulha de uma forma que me comove. Os outros, os conhecimentos e os de ocasião que, não respeitando quem sou, desrespeitaram aquilo que é uma grande e indissociável parte de mim, em nome de um egoísmo e de uma mesquinhez demonstrativos da pequenez que os amordaça e que impossibilita que algum dia venham a ser meus amigos, digo-lhes adeus. Não preciso deles, não os quero.

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:42
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Sábado, 4 de Maio de 2013

(Foi) Limpinho, limpinho

 

Suininho, suininho (e fotogénico).

 

 

Vendidinho, vendidinho.

 

 

Hipocritazinho, hipocritazinho.

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:55
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Strompalhada

Última hora: o Sportém, em desespero e aconselhado pelo Rui Oliveira e Costa, tenta as contratações do Schweisen Tiger, do Quemdirá, do Piol e do Supanurú. O mercado, confuso, refugia-se na bebida.


A Mesa da Assembleia Geral, confusa, marca uma Assembleia Geral para a bancada poente do Alvalixo (debaixo da ponte já não havia espaço), para aumentar as assistências médias.

 

Os adeptos, confusos, decidem fazer uma omelete com a cara do Daniel Sampaio (quiche, que eles são finos).

 

O Niculae, confuso mas aliviado, percebe finalmente que pode deixar de encolher a barriga e tirar a cinta.

 

Nós, confusos, mas amantes da comédia, agradecemos ao visconde por tudo.

 

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:43
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013

All you need is love...

 

 

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:05
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012

Muito provavelmente, é mesmo a última

 

Como toda a gente sabe, por volta do dia 24 de Dezembro de 32 d.C., Jesus Cristo e a sua entourage reuniram-se num restaurante da Damaia para comemorar mais um aniversário, partir uns pães e beber uns jarros. Foi uma coisa em conta, bem montada pelo apóstolo Mateus (normalmente o tipo a cargo da organização das jantaradas), com um menu a 27 talentos (sensivelmente 18 EUR) tudo incluído, com direito a bebida de entrada, picanha e acompanhamentos à discrição, vinho da casa ou cerveja e sobremesa (a escolher entre arroz doce e mousse de chocolate). Na altura, todos os apóstolos puderam estar presentes, coisa que nunca mais aconteceu (na altura da Páscoa, o Pedro tinha um encontro na Figueira da Foz com o sindicato dos pescadores e o Judas teve outro jantar suspeito antes e chegou mais tarde), pelo que esta ficou conhecida como a Última Ceia (as jantaradas dos apóstolos eram conhecidas por se arrastarem por várias horas e passarem para o dia seguinte até à hora de fecho dos restaurantes, pelo que João Baptista, que foi a uma - nunca mais foi convidado porque despejava os jarros em cima da cabeça dos convidados - as baptizou, no gozo, de Ceias).

 

Acho simpático e de bom tom (e profético, dada a fase em que estão) que a lagartagem, gente de fino recorte e cuidada educação que conhece bem a sua história cristã e o Novo Testamento, tenha querido recriar essa jantarada precisamente na quadra que se associa à Última Ceia (como toda a gente sabe). O que já não sei se faz muito sentido é o facto de a terem recriado como um misto entre um musical burlesco (e todos sabemos o quanto esta gente gosta de musicais) e um jantar de gente do circo dos anos 30. Nada na história do cristianismo e na Bíblia fala sobre um gnomo ter estado presente na Ceia e ter levado tipos em cuecas e touca, gajas armadas com espingardas, gente de roupão a emborcar vinho tinto e meia dúzia de tipos com aparente atraso mental vestidos de barracas de praia da Nazaré.

Mas que a ceia faz sentido, faz. Porque é muito provavelmente mesmo a última, que daqui a um mês ou dois nem para tomar o pequeno almoço dá. 

E, vá, se é para ir, que se vá à maluca, com gente em cuecas e vinho, e isso. 

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:50
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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012

Destitituídos

 

É isto, a lagartagem hoje em dia.

 

'Destitituídos' de dinheiro, 'destitituídos' de dignidade, 'destitituídos' de vergonha na cara. 'Destitituídos' de liderança, 'destitituídos' de alternativas (pelo menos, de alternativas que saibam escrever e que achem que é capaz de ser melhor não protestar com cartazes com marcas de pneus).

 

Muito em breve, 'destitituídos' de estádio, 'destitituídos' do acampamento de escuteiros em Alcochete, 'destitituídos' de agremiação.

 

Percebe-se porque é o que o moço da foto se escondeu atrás do cartaz. 'Destitituído'de capacidade de escrever e de qualquer tipo de noções de design, mas provido de vergonha.

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:48
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012

LFV, sem medo

Voto LFV.

 

Porque acredito sinceramente que é o melhor Presidente para o Benfica. Porque acho que tem feito um bom trabalho em circunstâncias bastante difíceis (às vezes é difícil torná-lo evidente, porque as coisas difíceis têm parecido fáceis de fazer, num país onde é tudo demasiado difícil) e porque acho que o que tem faltado na maioria das vezes – o sucesso desportivo – não tem sido conseguido porque (i) o poder podre não tem deixado e não se tem conseguido ser eficiente nessa luta (sim, é um erro inacreditável ter apoiado o Fernando das facturas) e/ou porque (ii) se têm cometido erros de gestão desportiva que penso que não serão cometidos de novo. Acredito que LFV tem a humildade suficiente para aprender com os erros (que não têm sido menosprezáveis), e isso – essa capacidade – é essencial para se poder ter sucesso. Posso estar enganado (apesar estar convicto que não)? Posso. Mas tenho direito à escolha. 

 

Menciono especificamente o nome de Luís Filipe Vieira. Não voto na Lista A porque lá estão A ou B ou C (quanto muito, até deixaria de votar nela por causa de alguns que lá estão) ou porque não sei quem a apoia ou porque ache que é a menos má e os outros são menos sérios (o que, dadas as sucessivas declarações públicas do candidato e elementos da outra lista, até me parece evidente). Voto na lista A por causa de LFV. Respeitem isso. Voto de forma livre, sem amarras, sem dever rigorosamente nada a rigorosamente ninguém. Não tenho tachos – ao contrário do que alguns deficientes mentais que pululam pela blogosfera e pelas caixas de comentários sugerem – nunca tive tachos, não quero tachos, não preciso de tachos. Este voto não me traz rigorosamente nenhuma vantagem prática na minha vida (bem pelo contrário, dada a quantidade de gente mal formada que tenho de aturar pela internet fora, e que aparentemente sabe coisas sobre mim que nem eu sei) que não seja o de ficar com a consciência tranquila de que, para mim (percebem isto? “para mim”), o Benfica está bem entregue. Quem disser o contrário, é mentiroso e hipócrita, e desafio-o a puxar pelo focinho para o provar. 

 

Portanto, posso votar em quem eu – benfiquista e cidadão livre, que dá o nome pelo que escreve - quero e em quem eu acho que é a melhor solução para o Benfica, confiando que respeitem a minha liberdade individual e as opções que tomo em consciência? Posso votar LFV e escarrapachá-lo orgulhosamente aqui sem que nas caixas de comentários se atropelem os digníssimos anónimos donos do verdadeiro benfiquismo a ofender-me e a ameaçar-me, ou sem que me cataloguem de Vieirista (o que quer que isso seja) ou como vendido (mas vendido a quê, seus rebos)? Gostava de pensar que sim. Mas duvido. Para que conste, também é para o lado que durmo melhor, foda-se.

 

Ah, e já agora, fiquem informados os exmos senhores filhos de mãe incerta que, sob a capa de um anonimato cobarde, me ameaçaram (os insultos e as insinuações bacocas já dou de barato) – quer para o email da Tertúlia, quer na caixa de comentários do post (as ameaças com mais substrato, respectivos IPs e/ou emails foram enviados para o sítio apropriado) - que isso só aumenta a certeza da minha escolha e que os cães ladram e a caravana passa, por mais sarnentos que sejam os cães.

 

Aliás, medo têm os cães.

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:00
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

The Dead Parrot Sketch

 

Lamento, mas não consigo evitar. Aqui vão os momentos ‘Rui Oliveira e Costa, és tu disfarçado de juiz, meu malandrim?’ da entrevista de Rui Rangel na RTP, devidamente comentados:

 

- “O Passivo bancário do Benfica anda na casa… portanto… tem um passivo total de cerca de 500 milhões de euros…”

 

Vamos lá, devagarinho, para gente que acha que é boa ideia levar uma gravata cor de cocó, em vez de uma gravata vermelha, para uma entrevista como candidato a presidente do Benfica, poder acompanhar: Passivo é diferente de passivo bancário (já agora, em complemento: passivo bancário não é um indivíduo com menor iniciativa numa relação homossexual, e que por acaso trabalha num banco). O passivo bancário consolidado da SAD – o total, dado que o clube não tem passivo bancário - no último exercício é de EUR 243 milhões (cerca de EUR 255 milhões a 31 Março 2012). Ainda assim, 243 milhões é diferente de ‘cerca de 500 milhões’. Mais propriamente, é ‘cerca de 257 milhões’ a menos. Parecendo que não, é dinheiro. Dava para comprar, por exemplo, um manual de contabilidade ou de finanças. Ou uma gravata.

 

- “Esse passivo bancário é um passivo com a estrutura financeira…”

 

Podia tecer alguns comentários sobre esta afirmação, mas deparo-me com um problema mais ou menos inultrapassável: não sei o que aquilo quer dizer. Ninguém sabe. Nem ele. É daquelas coisas que se diz quando não se tem nada para dizer mas uma pessoa se sente obrigada a dizer qualquer coisa, sob pena de se gerar um silêncio incómodo ou de se soltar um ‘aaaaahhhhhh’ de 5 minutos à Dias da Cunha. Ou seja, faz tanto sentido como dizer que ‘Esse furão é um furão com a estrutura financeira’. Parece de loucos? É porque é.

 

- “O passivo não bancário não é conhecido dos benfiquistas”

 

Se falarmos em stricto sensu, é capaz de ser verdade, no sentido em que duvido que o passivo não bancário tenha promovido uma conferência de imprensa para se apresentar aos benfiquistas, ou que ande por aí, nas redondezas do Estádio da Luz, a cumprimentar benfiquistas incautos e a dizer ‘muito prazer em conhecê-lo, eu sou o passivo não bancário’. Já se estivermos a falar de conhecer o passivo não bancário no sentido de ler os relatórios e contas auditados, onde lá está escarrapachado em toda a sua glória, qualquer pessoa não analfabeta (ou que não seja apenas uma caixa de ressonância de coisas parvas que se dizem pela internet) pode comprovar que integra, como tipicamente qualquer passivo não bancário integra, as provisões, os fornecedores, os acréscimos de custos, os proveitos diferidos, e outros credores (e todos estes items completamente discriminados nas notas anexas às demonstrações financeiras, para quem tenha vontade de os ler, ficando a perceber quem são os fornecedores, os outros credores, ou os montantes a pagar ao Estado, por exemplo). Neste sentido, portanto, dizer que o passivo não bancário não é conhecido dos benfiquistas é verdade, mas apenas se estivermos a falar dos benfiquistas que decididamente não o querem conhecer. O que pode ser visto como falta de educação.

 

- “Se for eleito, vou fazer uma auditoria às contas do Benfica”

 

Já isto é a mesma coisa que dizer que, se for eleito, vai colocar cadeiras no Estádio. Prometer que se vai fazer uma coisa que já é feita é, na verdade – e isso pode escapar à maioria dos analistas -, uma manobra eleitoralista de um alcance notável, na medida em que cativa os apoiantes da candidatura oposta, que gostam do que já está a ser feito. De forma mais cândida, também pode ser vista como outra afirmação desconcertante se não induzida pela ingestão de substâncias psicotrópicas, o que quero acreditar que não foi o caso (se bem que explicaria a diatribe circular acerca de como ‘se deve consolidar a consolidação orçamental’ e o olhar distante em cerca de 75% da entrevista). O Estádio já tem cadeiras (não vá algum mandatário ler isto e achar que é boa ideia) e - o que pode constituir uma novidade bombástica para 1 ou 2 pessoas que vivem em buracos no meio do mato - o Benfica, a Benfica SAD e o grupo Benfica são auditados semestralmente pela KPMG, que é apenas umas das Big Four (não, não é um departamento do SAD) empresas de auditoria a nível mundial e que audita coisas pequenitas, como uma pazada de empresas das Fortune 500. É particularmente evidente que de outra forma nem se poderia ter a relação com a banca e a credibilidade no mercado que se tem a nível financeiro. 

 

 

Olhando para tudo isto, chiça penico, até parece que o consultor financeiro do Veiga Juiz é o João Carvalho, ah ah ah.

 

 

Ah, espera…afinal, é mesmo.

 

 

Ups.

 

 

Sinceramente, isto diz-me tudo o que preciso de saber sobre a 'alternativa'. Nem é preciso esmiuçar mais (e, caramba, se há mais material).

 

 

Continue a mandar postais, caro Juiz. Conselho: não deixe é que sejam os maluquinhos da blogosfera e redes socias a escrevê-los.

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:26
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

Lagartingratos

Portanto, os sem-abrigo da lagartagem, que nunca, nunca, nunca, usaram despudoradamente o nome do Glorioso para unir as hostes e nunca, nunca, mas nunca mesmo, teceram comentários avulsos, deslocados e provocatórios sobre o Glorioso para tentar passar por anjinhos, desviar atenções do essencial e ganhar eleições, agora publicam comunicados mais ou menos violentos (os lagartos que escrevem comunicados são incapazes de ser violentos porque têm medo de estragar os pólos Quebra-Mar ou que lhes pisem os sapatos de vela – os violentos são os que vivem agarrados aos jerricans para incendiar bancadas, e esses não sabem escrever) sobre o Presidente do Benfica porque este teria mencionado o Titanic Clube de Portugal e o gigantesco buraco negro onde desaparecem coisas como o dinheiro para os ordenados dos infelizes da equipa de futebol e coisas como, sei lá,  € 2.000 em notas pequenas para depositar em contas de fiscais de linha. Sendo que o Presidente do Benfica nunca referiu directamente a lagartagem, mas – dando-lhes essa de barato, porque afinal quantos prejuízos milionários é que existem cá no burgo – teria todo e mais algum direito de o fazer como resposta aos sistemáticos comentários cretinos dessa mesma lagartagem sobre as transferências do Glorioso e a sua gestão (a obsessão pelo Glorioso a isso obriga, como o comunicado em apreço bem exemplifica). Em boa verdade, até se pode muito bem ter dúvidas de que LFV se estaria mesmo a referir ao Sportém, uma vez que mencionou a resistência dos tais clubes com prejuízos a vender jogadores, e me custa muito a acreditar que haja alguém capaz de pensamento racional que esteja interessado em oferecer mais do que um saco de berlindes por algum dos monos que brilha no Circo do Alvalixo sob as ordens do delinquente do Sá Pinto.

 

E depois, a lagartagem que nunca, nunca, nunca enganou ninguém sobre as suas magníficas e impolutas contas e que definitivamente não andou anos e anos e anos a mentir sobre ‘gestão rigorosa’, ‘projectos financeiros sustentáveis’ e ‘finanças controladas’, indigna-se muito no comunicado e diz que o Benfica tem o maior Passivo de sempre no futebol português, sem perceber que, sim temos o maior Passivo, assim como temos o maior Activo de sempre do futebol português, o maior património de sempre do futebol português e a maior fonte de receitas de sempre do futebol português (é como acusar a ExxonMobil ou a General Electric de terem um Passivo maior do que a Panificações Fonseca & Filhos), mas o maior buraco, esse, têm-no eles e não é só entre as orelhas, é mesmo naquele emaranhado de contas de merceeiro feitas em folhas de papel quadriculado que passa pelas contas do Sportém. Não têm dinheiro, não têm património, não têm gente, não têm títulos, não têm dignidade, não têm vergonha na cara, não têm noção do ridículo, mas têm um buraco de um tamanho respeitável. Só por isso deviam estimá-lo. Abracem o buraco, acarinhem-no. É vosso, foda-se. Ao contrário do resto, que está hipotecado e penhorado.

 

E depois, ainda, em vez de agradecer a ajuda que amavelmente o Presidente do Benfica lhes deu no sentido de orientarem a sua vida e as dicas que candidamente lhes ofereceu para ver se arranjam dinheiro para pagar a gasolina do autocarro e para comprar sandes para aquele rapazito em dificuldades que joga lá à frente, o Volkswagen, ainda mandam a moeda de volta e se comportam como um sem-abrigo mal educado ao dizer que ‘não recebem lições do Presidente do Benfica’. Pois, pois não, gostam é de receber lições do Presidente do fcp, mas são maus alunos e burros como portas e depois são apanhados com a boca na botija a fazer transferências para fiscais de linha ou nas câmaras de vigilância a incendiar bancadas.

 

Ou seja, a lagartagem, vendo objectivamente mais uma vez o barco esburacado a ir na direcção do iceberg (o que é natural, dado que quem vai a conduzir é um Sá Pinto encharcado em Xanax e Valium 10), disparam o SOS do costume para salvar os rabos e desviar as atenções dos passageiros (a lagartagem que está entretida lá em baixo no salão de festas a beber VAT 69 e a ver o musical do Sportém, enquanto no convés começam a cair os primeiros pedaços de gelo), e atacam, de forma boçal e ordinária (mas com o dedo mindinho espetado de forma presunçosa) o Benfica, para desviar as atenções e unir as hostes, enquanto acusam o Presidente do Benfica de fazer isso mesmo.

 

Salão de Festas do Titanic

 

Nada disto é novo, tudo isto é fado. O que me irrita verdadeiramente nisto tudo não são os pobres desgraçados da lagartagem, coitados, que não sabem nem nunca saberão mais do que isto.

O que irrita são alguns benfiquistas que, cegos pela animosidade ao Presidente do Benfica e sem sequer querer saber os factos, usam esta imbecilidade como mais uma oportunidade bacoca, hipócrita e estúpida para fazer o trabalho do inimigo e atacar o próprio Benfica, enquanto fazem uma defesa paternalista e filhadaputa do Sportém.

 

Ide fazer sexo oral a equídeos.

publicado por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:46
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