VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

A possível saída do Cardozo desmistificada

 

Em números, Cardozo vale cerca de 25 golos por época (marcou 100 nas 4 épocas que leva de Benfica). Não tendo dados concretos penso ser justo dizer que desses 25 golos, 10 são marcados na sequência de bolas paradas (entre penalties e livres directos).

 

Este ano contratamos um exímio marcador de livres, que é o Garay. Quanto aos penalties e uma vez que o ratio do Cardozo estava longe de ser perfeito não creio que seja difícil arranjar outro jogador que marque os penalties na vez dele.

 

Sobram 15 golos. Para os marcar temos, e já descontando Saviola que à partida tem a sua quota pessoal de golos que para o efeito desta análise se manterá idêntica sem entrar nestas contas, Jara, Mora (do qual contínuo a receber referências muito interessantes), Rodrigo e Nélson Oliveira. Não me parece descabido pensar que entre estes 4 jogadores serão marcados os 15 golos em falta.

 

Depois, passemos à importância de Cardozo na movimentação global da equipa, nomeadamente no seu vector ofensivo. Devido à sua morfologia e a alguma inabilidade em certos aspectos técnicos do jogo como sejam a recepção e o passe, Cardozo sempre demonstrou dificuldades em dar seguimento a jogadas nas quais não lhe fosse solicitado somente o toque de finalização. Há inúmeras jogadas perdidas pelo Benfica durante um jogo na sequência da demonstração prática destas falhas. Depois, e apesar da estatura, nem por isso se serve dela para ganhar disputas aéreas nas quais poderia ser útil. Se como ontem aconteceu jogarmos preferencialmente com 2 extremos “invertidos”, isto é, a jogar preferencialmente com o pé contrário ao da linha na qual se movimentam, os cruzamentos não abundarão. O tipo de jogadas é diverso e passa por inflexões destes jogadores para o centro cumprindo aos respectivos laterais os cruzamentos para a área. Com este tipo de jogadas um avançado como o Cardozo não faz muito sentido na minha opinião.

 

Temos no entanto o reverso da medalha, que é o facto de afinal de contas se tratar de um jogador que, bem ou mal, garante de facto golos no final da época. E um avançado está lá é para marcar golos, quanto a isso nenhuma dúvida (a única questão que este texto visa sublinhar é que este predicado está longe de ser exclusivo do Cardozo). É útil nas bolas paradas defensivas, devido à sua estatura (pese embora continue a sublinhar que o seu ratio de bolas conquistadas quando em disputa aérea com outros jogadores estar longe de ser o ideal tendo em conta os seus centímetros) e tem um pé esquerdo verdadeiramente fantástico, sobretudo quando servido de um determinado tipo de maneira, com a bola colocada à sua frente precisamente para o pé esquerdo e de modo a que ao paraguaio não sejam pedidos mais que 1, 2 toques. A sua saída, a concretizar-se, deixará de facto um vazio que nos primeiros tempos será difícil de preencher. Afinal, tratam-se (trataram-se?) de 4 épocas muito profícuas e tal como a equipa anterior se teve de habituar a jogar com ele também agora esta terá de se habituar em sentido inverso. A minha opinião/previsão, como já perceberam, é que no fim desse período que, creio, já se terá iniciado ontem e que desejo que seja o mais curto possível, a equipa ficará mais forte.

 

Para finalizar, e todos os meus textos parecem não sobreviver sem um “Para finalizar…”, há a questão económica. Cardozo está com 28 anos. Foi uma das contratações mais caras de sempre do Benfica. E gostaria que não se esquecessem deste facto ao analisar Cardozo e ao compará-lo com os restantes avançados que o Benfica teve nos últimos 20 anos. É que nunca foi gasto um montante sequer parecido com este na aquisição de um ponta de lança. Ou seja, se nos dispusermos a gastar cerca de 10 milhões de euros num substituto do Cardozo, ignorando portanto a minha expectativa de que os restantes avançados que o plantel actualmente possui podem perfeitamente substitui-lo, o mais difícil será encontrar um avançado que não marque golos!

 

Portanto, e tendo em conta a idade dele, se há altura para o vender é agora. Com a previsão de se recuperar o investimento e de ainda se fazer um encaixe substantivo. E não ignoremos igualmente que o rendimento do Cardozo não tem sido propriamente em crescendo existindo neste momento uma dúvida que creio ser bem real sobre se o que aí vem, caso se mantenha de facto no Benfica, é o Cardozo dos 2 primeiros anos ou se é o Cardozo cujas prestações no último ano culminaram com a não-chamada à Copa América.

publicado por Superman Torras às 18:55
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Terça-feira, 12 de Julho de 2011

Se a ideia era a de não deixar o balão encher demasiadamente...parabéns JJ, conseguiste-o.

 

 

publicado por Superman Torras às 21:34
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Sábado, 11 de Junho de 2011

Reflexões sobre a época 2010/11

A melhor comparação de que me consigo lembrar para definir a época do Benfica é a de uma montanha russa de emoções, sendo que infelizmente para mim e para todos nós a viagem acabou com um loop a meio do qual nos apercebemos que não tinhamos o cinto de segurança posto.

 

Assim, se já na pré-época as expectativas de uma temporada na senda da anterior começaram a ser postas em causa devido a alguns lances menos normais, digamos, do guarda-redes contratado precisamente para defender aquelas bolas impossíveis às quais o Quim raramente ou quase nunca chegava, provando o velho ditado que mais vale 1 pássaro na mão do que dois a voar, isto é, mais vale um guarda-redes que não defende as bolas impossíveis mas que defende a maior parte das que são possíveis (!); por outro lado e aparte esta situação que muitos, eu inclusivé, tentaram perceber à luz de uma situação pontual que rapidamente e também/sobretudo devido ao preço pago na sua aquisição só podia mesmo ser temporária, por outro lado como dizia e a espaços a equipa praticava um futebol muito agradável à vista utilizando por vezes um esquema táctico diferente do anterior e que fazia uso de uma das aquisições efectuadas atempadamente, Jara de seu nome. Mal sabíamos nós que essa experiência começara e acabaria pouco tempo depois.

 

Vem então o 1º troféu oficial da época e o 1º de 5 clássicos que haveríamos de disputar com o nosso grande rival em Portugal. Se bem me recordo estava razoavelmente confiante de que iríamos levantar o caneco. Afinal, basicamente continuavamos com o mesmo plantel da época anterior, salvo as saídas importantes de Di Maria e Ramires (além do já supracitado Quim) que teriam sido em parte colmatadas pela aquisição de Gaitan; e mais importante ainda continuavamos com o mesmo treinador que até à data tantas alegrias nos tinha dado e que tão poucos defeitos tinha demonstrado até então. O nosso adversário esse tinha contratado um treinador jovem que estava em presença do maior desafio profissional da sua ainda curta carreira.

 

Pois bem, 0:2, sem espinhas, e a primeira de quatro derrotas, cada qual mais dolorosa do que a anterior, que viríamos a sofrer contra o fêcêpê durante a época.

 

Chega então o campeonato e apesar do desaire anterior as expectativas ainda eram elevadas procurando-se (me) justificar esse resultado devido a uma conjunção de factores, nomeadamente a um dia menos bom nosso e a um dia exepcionalmente bom do adversário. Nem nos meus piores pesadelos poderíamos ter iniciado de pior forma a defesa do campeonato tão bravamente conquistado, com 3 derrotas a pontuarem os 4 primeiros jogos! E na 5ª jornada chegava o 1º derby da época, na Luz. A hecatombe estava à porta. Estaríamos afastados da luta pelo título em Setembro?!? Olhando em retrospectiva e apesar de esse jogo ter marcado a reviravolta estatística, quando a exibicional já se fizera sentir no jogo anterior em Guimarães onde só uma arbitragem verdadeiramente pornográfica conseguiu impedir a nossa vitória, sim nessa altura já estavamos afastados do título, apesar de ainda não o sabermos. No entanto o futebol agradável e ofensivo estava de volta. O próprio Roberto beneficiou de um momento cinematográfico para mostrar o valor que só posso acreditar que tenha estado na base da sua aquisição quando após ter perdido a titularidade para Júlio César é forçado a entrar a frio para tentar defender uma grande penalidade que a ser convertida colocaria o Estádio da Luz em polvorosa, e cuja defesa o catapultou para exibições que de facto e a bem da verdade nunca vi o Quim fazer. Tudo corria portanto sobre rodas nessa altura, pelo menos a nível nacional, uma vez que às várias vitórias consecutivas na Liga se contrapunha uma participação desastrada na Champions com duas derrotas que apenas não foram mais pesadas devido ao tal factor Roberto...hood.

 

Ficavam à vista algumas limitações do plantel e também do nosso treinador uma vez que Jorge Jesus optava por basicamente seguir a mesma estratatégia que tão bons resultados tinha dado na época anterior, apesar de faltar dentro do campo aquele jogador que segurava o meio campo, ora esticando-o quando a equipa tinha a posse da bola ora diminuindo os espaços assim que a posse da bola era perdida. Falo como é óbvio de Ramires, que estranhamente nunca foi substituído. Erro crasso. Se a esperança era Amorim, essa cedo ficou dissipada devido a uma desgraçada chamada fora de tempo para disputar o Mundial da África do Sul que o fez perder a pré-época e posteriormente boa parte da época. As opções para a direita ficavam reduzidas a Carlos Martins (!) e a um míudo de 20 anos emprestado pelo Atlético Madrid que apesar de também ele jogar sobre a direita tinha mais parecenças com Ramires na cor da pele do que em termos de características do seu estilo de jogo. Nesta fase César Peixoto por exemplo era uma das presenças constantes no 11 titular. O próprio Maxi que poderia ser opção para alguns jogos, subindo no terreno, pagava também ele a presença no Mundial onde se cotara como um dos melhores laterais direitos da competição e a ausência de uma opção credível no plantel para o substituir.

 

Juntavam-se a estes factores prestações individuais muito aquém do que já se lhes vira fazer por parte de alguns dos principais obreiros das conquistas anteriores, com David Luiz, Saviola e Cardozo à cabeça.

 

É nessa fase que chega a deslocação ao Dragão para o campeonato. E JJ borra a pintura. Decide-se a colocar David Luiz na esquerda, onde passou o jogo a levar com o Hulk, entrando Sidnei para fazer dupla com Luisão. Dificilmente poderia ter corrido pior. Se o campeonato não estava perdido, perdido ficou. Restavam as competições a eliminar onde ainda tínhamos hipóteses em todas elas, nomeadamente na passagem à próxima fase da Champions, caso cumprissemos com a nossa obrigação de ir vencer a Israel e de depois discutir o 2º lugar com o Shalke na Luz. Recordo-me que antes de ir ao Dragão vinhamos de uns 75 minutos verdadeiramente estrondosos com o Lyon em casa, estando a aviar o campeão francês por 4:0. Terá o último quarto de hora desse jogo assustado JJ e terá sido esse um dos factores para a mudança de estratégia para a partida do Dragão? Só ele o saberá.

 

Curiosamente e quando nada o faria prever o jogo do Dragão marca um ponto de viragem na época, o qual muito sinceramente não consigo explicar, e embalamos para uma série extraordinária de vitórias consecutivas nas competições nacionais, interrompida somente pelos jogos da Champions, sendo que do jogo do Dragão, disputado a 07/11/2010, até ao jogo de Braga, a 06/03/2011, parecia estar de volta o rolo compressor. Pelo meio fomos dar uma machadada decisiva (pensava eu) nas aspirações do FCP de chegar à final da taça de Portugal e estavamos a colocar o máximo de pressão que era possível de aplicar devido ao péssimo arranque no campeonato nacional, onde o nosso adversário sabia que a perda de pontos poderia tornar quase decisivo (a esperança era essa) o jogo de volta a disputar na Luz.

 

Mas nem o adversário perdeu esses pontos nem o Benfica resistiu a mais uma arbitragem pornográfica (quando se f*de alguém sem procurar disfarçá-lo e se usa um enredo básico e batido como tudo só o posso comparar mesmo a uma película XXX) que fez a série vitoriosa se quebrar no Municipal de Braga. Restavam as competições a eliminar em que estavamos bem lançados para fazer a tripla, já que à vitória alcançada no Dragão na 1ª mão das meias-finais da taça se juntava a presença nas fases decisivas da Liga Europa e da Taça da Liga. Mas assim como tiveramos a subida estratosférica de forma depois da derrota copiosa com o Porto para o campeonato também presenciamos o reverso da medalha após a derrota em Braga. JJ apercebendo-se quiçá tardiamente das limitações do plantel começou a fazer mudanças maciças nalguns jogos para poupar os jogadores mais importantes para os jogos decisivos das competições nas quais tinhamos aspirações legítimas de conquista e chegamos aos tais jogos em que se iria decidir se basicamente a época iria ser para recordar pelos melhores motivos ou se seria pelos piores.

 

No entretanto já não morava David Luiz, vendido em Janeiro ao Chelsea e substituído na equipa primeiro por Sidnei e posteriormente por Jardel, contratado ao Olhanense, e era Roberto que ia segurando as pontas bem ladeado por Luisão e os inexcedíveis Maxi e Coentrão. Mais uma vez e parecendo (com)provar que uma das principais lacunas do guarda-redes espanhol é (a falta de) estofo psicológico, o jogo de Braga e um golo muito consentido que permitiu na altura o empate à equipa bracarense levou ao regresso da tremideira tanto na baliza como nas bancadas da Luz sempre que havia um cruzamento para a área do Benfica.

 

E chegaram então os 2/3 jogos que decidiram a época. Primeiro a possibilidade/obrigação de impedir a festa do campeonato para outras cores no nosso estádio e posteriormente a confirmação da passagem às finais da Taça de Portugal e da Liga Europa. Ambas pareciam perfeitamente possíveis de alcançar. No entanto JJ não quis deixar de dar razão aos que diziam, eu incluído, que ele tinha deixado para esta época a divulgação dos seus defeitos como treinador, ausentes ou disfarçados pelas exibições e pelos resultados da equipa na época anterior, e a lesão de Salvio que o incapacitou para o resto da época, cuja subida de forma juntamente com a de Gaitan tinham sido decisivas para os 4 meses brilhantes da equipa, foi a gota de água que fez transbordar o copo.

 

Assim, no jogo da 2ª mão da Taça de Portugal JJ teve opções que no mínimo dos mínimos devem ser consideradas peculiares, uma vez que sabendo que defendia um resultado positivo optou e bem por dar as despesas de jogo ao adversário mas por outro lado colocou um avançado a fazer as vezes de médio direito (Jara), a que juntou (in)decisões fatais na leitura do jogo. Quem não se recorda de ver Aimar a aquecer e a desaquecer indefenidamente quando se percebia que às perdas de bola perigosas de Jara se juntava a condição física cada vez mais limitada de Carlos Martins deixando as despesas defensivas do meio campo basicamente para Javi e Peixoto que tinham de lidar com 3 e por vezes 4 jogadores adversários.

 

E após o 1º golo do adversário, quando a elminatória ainda estava a pender para o nosso lado tudo se desmonorou. A equipa, o treinador, os adeptos, tudo. Olhando retrospectivamente acho que JJ e a equipa paralisaram de medo. Nem viram o que lhes estava a acontecer. Naqueles 10 minutos fatídicos a diferença entre estarem em campo com a camisola da águia ao peito os diversos internacionais pelos seus países ou um qualquer grupo de amigos que se juntam ao fim de semana para dar uns toques era praticamente nula.

 

E foi a mesma paralisação que terá afectado a equipa após se ver em desvantagem no jogo e na eliminatória no jogo da 2ª mão das meias finais da Liga Europa que a impediu de marcar um golo, um golo que fosse, em 75 minutos que voltasse a fazer pender a eliminatória para o nosso lado.

 

Paralisação provocada pelo medo de falhar/falta de condição física/ausência de opções no plantel para algumas posições chave/falta de espírito de grupo provocada por razões que a mim são desconhecidas, algures aqui pelo meio ou talvez em todas elas estará a explicação para o balanço necessariamente (muito) negativo que se tem de fazer da época 2010/11 do Benfica. E é na sua identificação e na sua expurgação que reside o segredo para que uma época como esta não se repita. A começar já pela próxima! Estou confiante em que as mesmas pessoas responsáveis pelo que de bom se fez há 2 épocas corrijam o que de errado se fez (fizeram) na preparação desta e cá estarei para dar voz ao que penso quando se vir com mais propriedade o esqueleto do plantel bem como as primeiras indicações dos jogos de preparação.

 

Até lá...que viva o Benfica e o benfiquismo!

publicado por Superman Torras às 07:52
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Terça-feira, 22 de Março de 2011

Provavelmente um dos melhores golos do Benfica que já vi

Jara para Javi, este em esforço dá para Gaitan que de primeira dá para Aimar, este perante o pressing de um jogador adversário dá para Saviola que de primeira devolve a bola ao mesmo Aimar, que com dois toques mete a bola novamente em Gaitan, que novamente de primeira disponibiliza na direita para a entrada do Maxi - e aqui surge o exagero: o lateral uruguaio tem o desplante de dar 3 toques inteiros na bola antes de passar a um colega de equipa !- que após fintar um adversário coloca rasteiro na área onde surge Cardozo a amortecer para o remate em arco, LINDO!, MARAVILHOSO!, que mesmo que não tivesse a antecedê-lo a jogada que acabei de relatar já seria um hino ao futebol, do GAITAN sem qualquer hipótese para o guarda-redes adversário.

 

Mas mais do que palavras, fica o video.

 

É (também/sobretudo) por isto que amo este desporto!

 

 

Em tempo: Sintam-se à vontade para colocar na caixa de comentários links para outros golos do Benfica que rivalizem com este na sua beleza.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Superman Torras às 19:58
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Apesar de tudo, lá vou eu novamente

Tal como tive oportunidade de concordar com algumas pessoas aqui do blogue no intervalo do último bocejo disputado na Luz na passada 3ª feira, a não ida a um jogo do Benfica em casa é uma situação que nem se coloca. Portanto, ontem lá pus pés a caminho e fui comprar o bilhete para o jogo de logo à noite.

 

Apesar de me ter sentido gozado das últimas duas vezes que lá fui. É que perder é uma coisa (e num desses jogos...até ganhamos); não dar tudo o que se tem pela equipa que se defende, e ainda para mais quando essa equipa tem toda uma história que será sempre maior do que qualquer um dos jogadores que tenha a sorte de por ela jogar, isso para mim é intolerável.

 

Posto isto e pese embora saiba que a mera mudança de nomes não resolverá todos os problemas com que o futebol do Benfica se tem debatido esta época, creio que urge fazer algo, nem que seja para dar um sinal "lá para dentro" de que alguém está atento e fará por castigar aqueles que se incluem(am) no que descrevi no parágrafo anterior.

 

Portanto, antes de começarmos todos a pensar em contratações mirabolantes que visem corrigir algumas lacunas que existam no plantel, primeiro terão de ser identificados e eliminados os problemas que impedem que nalguns (muitos) casos, do jogador que ajudou à concretização da magnifica época do título reste apenas uma sombra pouco nitida.

 

Acredito que da parte do triunvirato que comanda os destinos futebolisticos do Benfica a parte da identificação dos problemas já esteja efectuada, resta-me desejar que sejam capazes de os resolver com o mínimo de baixas possível. Mas se tiverem de existir que ninguem se esqueça que o todo (o Benfica) está acima de qualquer uma das partes que o constituem (jogadores, treinadores, dirigentes).

 

 

Sem mais delongas, cá vai a equipa que eu apresentaria hoje.

 

 

 

 

Tal como já tive oportunidade de escrever não exigirei a vitória mas sim que suem a camisola e que auxiliem os companheiros de equipa. Em suma que sejam uma EQUIPA.

publicado por Superman Torras às 12:18
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Domingo, 28 de Novembro de 2010

Ontem fui a Alvalade e...estava pelo sporting

Sim, ainda acredito no 1º lugar. Mas é forçoso que a equipa também acredite.

 

É necessário que Jorge Jesus (JJ) analise quem está no Benfica de alma e coração e que aja em conformidade retirando aqueles que eventualmente não estejam do 11. Ah (!), não quero crer no que ficou subentendido numa das últimas declarações de Luis Filipe Vieira de que o próprio treinador estava entre esses "profissionais".

 

A sensação com que tenho ficado em muitos jogos esta época é precisamente esta: a solidariedade na equipa já viu melhores dias. E se a compararmos com a época passada a diferença é abissal e explica em grande parte, muito mais do que as ausências de Di Maria ou Ramires, os diferentes resultados alcançados. Há uma expressão americana (ou será inglesa?) que traduz o que quero dizer: "go the extra mile". Traduzido um pouco toscamente quer dizer ir para além das suas próprias capacidades para ajudar alguém.

 

Não posso propriamente apontar o dedo a nenhum jogador porque, lá está, todos me parecem estar a dar 100%. Mas não é suficiente! Não neste nosso futebol e, SOBRETUDO, não neste clube. Não tenho quaisquer dúvidas de que o ano passado deram mais.

 

Devo igualmente dizer que pese também eu não estar a morrer de amores neste momento por JJ, precisamente por não lhe reconhecer o mesmo nível de sagacidade que era seu apanágio na época passada, estou longe, muito longe, de lhe colocar a etiqueta de "o maior, ou o único, responsável pela péssima época que estamos a realizar até agora". Continuo a achar que é parte da solução e não do problema.

 

Na quarta-feira por exemplo concordei com a equipa apresentada e, salvo a substituição que tirou Salvio do jogo para dar lugar a Carlos Martins, concordei também com as restantes substituições operadas. É simplesmente inacreditável, o azar ou a falta de sorte não explicam tudo (!), que em cerca de 20 cantos não tenhamos aproveitado um para meter a bola dentro da baliza adversária e que em 3 ou 4 lances de bola parada contra tenhamos conseguido a proeza de sofrer 2 golos.

 

Referindo-me mais especificamente ao clássico de ontem, fiquei ainda mais convencido que todas as loas tecidas ao clube que lidera o campeonato são exageradas. É possível pará-los, sim! E teria sido possível ao Benfica fazê-lo no jogo do dragão caso JJ tivesse feito jus ao epíteto, que neste momento tem servido para uma série de primeiras páginas escritas em tom jocoso, de "rei da táctica". Como me parece óbvio tem de se povoar o meio campo com 3 jogadores e não permitir a Hulk ou Varela enfrentar os defesas com a bola dominada. Hulk a receber a bola de costas para a baliza é pouco mais que inofensivo. Agora se lhe derem 3 ou 4 metros para a receber, para se virar e para embalar...

 

E esse foi apenas mais um jogo em que a dupla Martins/Aimar demonstrou a sua incompatibilidade. São ambos muito bons e incluem-se nos poucos que esta época têm estado bem mas "coincidentemente" tal tem acontecido quando um joga sem a presença do outro. E este ano até tinhamos (temos?) jogos suficientes para os rodar.

 

Se eu não estou completamente lunático e sozinho nesta fé de achar que o campeonato ainda é viável de ser ganho (que caramba ainda nem chegamos a Dezembro!) é FUNDAMENTAL que a equipa reaja já hoje e que em Dezembro se vá contratar no mínimo dos mínimos um jogador de meio campo que feche no meio mas que, quando em posse da bola, seja capaz de encostar à linha. Tenho dado por mim igualmente a pensar que, como clube desportivo que é, será mais benéfico vender um ou outro jogador que não esteja com a cabeça no Benfica mesmo que isso implique a venda por valores mais baixos do que teria acontecido no verão por exemplo. Num balneário é imprescindível que todos estejam a remar para o mesmo lado e que se deixe de pensar nos jogadores como umas máquinas de jogar futebol, analisando-os como se estivessemos a jogar a um qualquer jogo de computador (este tem 'x' de técnica, aquel'outro tem 'y' de capacidade de drible). Não duvidem que a mensagem passada aos restantes jogadores seria uma mensagem de esperança e de força e que o círculo se voltaria a fechar com todos lá dentro e ninguém do lado de fora.

 

Para finalizar o post gostava de citar algumas palavras que li num comentário inserido no post "Atroz" com as quais concordo e que me parece merecerem a chamada à "primeira página" para deixarem a semi-obscuridade dos comentários. Portanto e com a devida vénia ao "ibenfiquista" seguem algumas das palavras por ele escritas no comentário de 25/11 às 13h14:

 

 

 

"(...) O problema é mais profundo, tem razões psicológicas e passa não só pela forma como a época foi (mal) planeada, passa pela atitude (errada) de todos os responsáveis do Benfica, adeptos incluídos, que pensaram que por termos ganho um campeonato, o 2º já estava no papo. Isto foi dito pelo treinador e pelos adeptos. Ao longo do ano. Lembra-me um bocado a história da formiga e da cigarra. Fazendo nós de cigarra e os nossos adversários de formiga.

Porque a ansiedade mata. Mata a melhor das intenções das melhores equipas. Os andrades já há muito tempo que aprenderam que a ansiedade quando se apodera de uma equipa a paralisa e a faz perder pontos e jogos. Por isso encarregam-se de marcar cedo nos jogos, e de começar a ganhar cedo no campeonato. Vejam os últimos anos e vejam como eles fazem. Este ano foi igual. Por isso encarregam-se de ter os árbitros a ajudar logo no início. Uma vez que começam a ganhar, os níveis de ansiedade diminuem, o nervosismo diminui, começa-se, por isso a pensar melhor e mais claro, a jogar melhor, e com isso vêm as vitórias. Cria-se um círculo virtuoso. Com o consequente efeito, exactamente inverso, nos adversários directos, que caem num círculo vicioso.

A ansiedade é uma forma de pânico, bastante mais suave, mas tem os mesmos efeitos. Paralisa o cérebro, paralisa a tomada de decisões e o tempo funciona como um amplificador. Foi o que aconteceu ontem. A ansiedade era tanta de marcar que, de cada vez que se falhava um ataque tanto a ansiedade como o consequente nervosismo, aumentava a olhos vistos. Quando o adversário atacou, os defesas como que ficaram paralisados. Estavam programados apenas para atacar. Podemos dizer que estavam cegos para atacar, ficando de tal modo inseguros que os golos do Hapoel foram verdadeiramente caricatos. Ora revejam-nos.

Agora que o diagnóstico está feito, vem a pergunta seguinte: de quem é a culpa? Pois de quem dirige a equipa. Eu diria que a mais importante missão de um líder é diminuir o nervosismo, a ansiedade e a insegurança nos liderados. E quanto mais jovem a equipa, maior essa responsabilidade. Gaitan, Jara, Kardec sáo ainda miúdos, sem experiência, mas já se lhes exige que joguem como se jogassem há muito tempo. O Roberto, um pouco mais velho e vindo dum campeonato melhor, já entrou nos eixos.

Alguém disse que com o Mourinho isto não acontecia. Pois não. Porque o Mourinho, para além de uma grande bagagem táctica como o JJ, tem outra característica que o JJ não tem. É sagaz. A sagacidade combina bem com o conhecimento, dá-lhe uma amplitude e, neste caso, marca a diferença. É um dos componentes da inteligência. O JJ neste campo ainda tem muito que aprender. Enfim aprende-se todos os dias.

Tudo começou com a má preparação da época. Começou com o jogo da Supertaça que se perdeu. E aí começou o nervosismo e a ansiedade. Tudo o que se pensava, que ganhar eram favas contadas, afinal não ia ser bem assim. Uma equipa tão jovem como a do Benfica, capaz do melhor e do pior, com ansiedade não tem (ainda) as soluções para os problemas que lhe foram sendo postos ao longo deste ano.

Isto de ser catedrático do futebol tem muito mais que se lhe diga. Por isso, um pedido ao JJ e restantes dirigentes: o Benfica não joga sozinho, os adversários também têm treinadores que percebem alguma coisa de futebol e de táctica. O JJ não tem (não tem mesmo) o monopólio do conhecimento. A humildade, desde que não roce a indigência de espírito é sempre, neste caso, uma virtude.

 

É necessário possuir-se uma grande dose de sagacidade e de empatia, saber colocar-se no lugar dos adversários e perceber o que eles vão fazer para contrariar tacticamente o nosso jogo. Uma coisa que o Mourinho faz muito bem e que o faz ser diferente, para melhor, do que os outros. E isso aumenta, e de que maneira, a confiança dos jogadores (diminuindo-lhes a insegurança e a ansiedade), a capacidade que o treinador tem de prever as jogados dos adversários. Saber o que fazer para contrariar apenas o jogo do adversário não basta.

Começar um ano novo é começar do zero. É como começar um novo ano lectivo: o facto de termos passado no exame anterior, não assegura passagem no exame deste ano. E isto serve também para os adeptos que, ao longo do ano, humilharam os adversários. Eu ia lendo e não gostava. Porquê? Porque mais tarde ou mais cedo isso iria virar~se contra nós. Eles iam ficando cada vez mais ressentidos e juravam vingança. E refiro-me não só aos andrades como também aos lagartos. Agora é a vez deles de gozarem connosco. Que nos tenha servido de lição.

Temos de ser magnânimos, e humildes, nas vitórias. E não o fomos.(...)"


publicado por Superman Torras às 09:53
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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

O que eu tenho a dizer sobre o jogo de hoje * EDITADO

Tal como escrevi no final do post, este foi AUTO-CENSURADO, isto é, fui EU que não me permiti a publicar tudo aquilo que sinto neste momento.

 

Queria apenas dar oportunidade a todos os que visitam o blog de usar a caixa de comentários para desabafarem.

 

 

 

 

 

 

 

* ou o primeiro post auto-censurado na blogosfera portuguesa.

publicado por Superman Torras às 21:27
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Domingo, 24 de Outubro de 2010

E agora, em Portimão*?

 

Numa altura em que ainda se lambem as feridas de mais uma demonstração de que este ano Jorge Jesus (JJ) deveria ter mais cuidado na gestão das suas conferências de imprensa, penso que é chegada a hora de deixar de insistir de uma vez por todas no sistema que tanto sucesso teve na época passada. Foi de facto penoso assistir ao jogo que realizamos na passada 4ª feira na maior prova de clubes do mundo.

 

Mas agora é chegada novamente a hora do campeonato e aqui não nos podemos esquecer que vimos de uma série muito boa de vitórias, muitas das quais conquistadas contra adversários da metade superior da tabela. Além de termos obrigatoriamente de chegar ao jogo do dragão, daqui a 2 jornadas, no mínimo dos mínimos com a diferença pontual com que estamos actualmente (7 pontos). Só assim, a meu ver, a reconquista do campeonato ainda será possível. E numa visão mais pessoal e de certa forma secreta até agora, a minha esperança é chegar a Dezembro/Janeiro com o campeonato ainda à nossa mercê de forma a poder corrigir no mercado de inverno aquilo que não se fez, por opção ou derivado a situações que a mim enquanto mero adepto não me são dadas a conhecer, isto é, tornar o plantel homogéneo dando opções que para JJ o sejam de facto e não opções que servem apenas para fazer número.

 

No entanto não se trata apenas de contratar o jogador "x" ou o craque "y", a meu ver será igualmente importante fazer ver a alguns jogadores do nosso plantel que a saída para campeonatos de outra dimen$ão só é viável se tiverem um rendimento semelhante ao da época passada.

Quanto ao jogo de logo à noite, o qual irei assistir noutro local que não o café aqui ao pé de casa que já me deu a ver 2 derrotas (Gelsenkirchen e Stade de Gerland), não é fácil para um treinador de bancada desenhar o seu 11 precisamente por aquilo que escrevi antes, há jogadores que parecem não contar (pelo menos para já) para JJ. Porque se assim fosse havia alguns jogadores que actuaram na passada 4ª feira que mereciam um descanso. Eles e nós.

 

Posto isto, lá continuo no meu lobby muito pessoal de tentar ver Airton e Javi na mesma equipa, especialmente enquanto ainda (e quanto eu quero acreditar que esta palavra faz sentido!) não tivermos a mesma capacidade rolo compressora da época passada. Ou sou só eu que se tem lembrado inúmeras vezes nas últimas semanas da sábia frase do treinador que nos deu o penúltimo campeonato: "Se não puderes ganhar o jogo, pelo menos empata." ?

 

Não que um empate com o Portimonense seja um bom resultado como é óbvio mas neste caso a frase pode ser adaptada para qualquer coisa como: "Se não puderes golear pelo menos ganha por 1:0".

 

Por último, gostava de ver Jara em campo durante pelo menos 45" com este sistema táctico.

 

 

Football Fans Know Better
* Como corrigiu e muito bem o nosso leitor Carlos Alberto o jogo disputar-se-á em Faro e não em Portimão. Portanto, o título deveria ser qualquer coisa como "E agora, com o Portimonense?"
publicado por Superman Torras às 08:42
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Parabéns equipa!

 

 

 

Eurochallenge: Benfica vence na Ucrânia e segue para fase de grupos

Por Redacção

O Benfica garantiu hoje o apuramento para a fase de grupos da Eurochallenge de basquetebol depois de ter vencido, na Ucrânia, o Ferro ZNTU por 77-72.

Os encarnados, obrigados a vencer após o empate (105-105) em Lisboa, na primeira “mão”, terminaram o primeiro período a perder por 16-20 mas reagiram no segundo parcial e saíram para o intervalo com desvantagem de apenas um ponto (38-39).

No terceiro período, o Benfica passou para a frente do marcador (62-55) e conseguiu segurar a liderança no marcador até ao apito final.

Greg Jenkins (20 pontos), Heshimu Evans (12), Sérgio Ramos e Ben Reed, ambos com 15, foram os melhores marcadores da equipa comandada por Henrique Viera.

 

notícia tirada daqui

publicado por Superman Torras às 19:34

editado por D`Arcy em 07/10/2010 às 09:54
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Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Zha pig *

 

 

 

 

 

 

* ou, se preferirem, zha clown ou zha stupid, ou talvez, mas só talvez (!), ambas as três.

 

** post que é desde já candidato ao prémio da utilização do maior número de vírgulas numa só frase.

publicado por Superman Torras às 07:58
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