Derrota absolutamente ridícula contra um adversário que veio à Luz jogar como qualquer equipa pequena do nosso campeonato faz: defender, queimar tempo de forma deliberada e evidente, e esperar pelo brinde que o Benfica inevitavelmente oferece. Fomos claramente a melhor equipa, fizemos mais do que o suficiente para vencer, mas perdemos o jogo de forma infantil.
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Sem me querer alongar muito, porque a Champions parece ser nesta fase cada vez mais uma causa perdida: duas bolas nos ferros, outras tantas ou mais ocasiões flagrantes falhadas, e quem desperdiça da forma como o fizemos esta noite e ainda por cima oferece brindes na defesa do calibre do que oferecemos esta noite, só pode mesmo esperar derrotas. Ter três situações na cara do guarda-redes e marcar zero golos é estar a pedir problemas. Depois começa tudo a pesar, a necessidade absoluta de uma vitória, o arrastar do nulo, e os erros vão-se acumulando. O pior deles todos, a oferta do golo da vitória ao adversário. O Trubin defende o primeiro remate e, sem qualquer justificação para isso, o Dahl do lado oposto devolve a bola de cabeça precisamente ao autor do primeiro remate, numa assistência que qualquer jogador do Leverkusen gostaria de fazer, que fez a bola ir cair milimetricamente na cabeça do adversário. Nervos ainda mais à flor da pele depois do golo, e apesar de acarregarmos muito com o coração, faltou a tradicional cabeça e os lances foram cada vez mais desconexos. O melhor jogador do Benfica esta noite (e até me sinto esquisito a escrever isto) foi o Ríos. Bem a pressionar, a recuperar, a passar, e no transporte da bola, ultrapassando com velocidade as linhas adversárias. Se este Ríos viesse para ficar, poderia ser um reforço importante. Contas feitas, quatro jogos, quatro derrotas, zero pontos, penúltimo lugar, e objectivamente a campanha europeia tem o destino quase traçado. Arrisco até dizer que, face ao calendário que nos resta, não será fácil o Benfica conseguir ganhar algum jogo. Porque este Leverkusen foi claramente inferior e mesmo assim conseguimos perder em casa. É uma derrota muito imerecida porque jogámos mais do que o suficiente para ganhar este jogo, mas o que conta são os zero pontos amealhados.
Estamos a confirmar o adágio de que aquilo que nasce torto tarde ou nunca se endireita: a derrota no primeiro jogo, face ao Qarabag, provavelmente vai acabar por ser o marco decisivo em toda a campanha europeia desta época.
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